terça-feira, 27 de setembro de 2016

A INVEJA CONTINUA A ME PERSEGUIR! ME AJUDEM, AMIGOS!


Santa Teresinha sempre amou os mais humildes


<>Socooorro amigos! Help! Aide! Ayuda! Guida! Hilfe! Peço ajuda a toda , gente querida, em qualquer parte do mundo. Afinal, estamos todos conectados e como diz um locutor esportivo cearense, não há distância que nos separe. Nos últimos anos, se apossou de minha alma um sentimento que sempre abominei e que não me apetecia, há anos atrás. Mas, hoje, confesso, diletos amigos, não consigo controlar. Sério! Até melhorei e me segurei um bom tempo, depois de procurar ajuda ao querido Padre Orlando, na igreja do Alto do São Francisco. Meu querido amigo, pastor Fernando, me garantiu que só Jesus tem o poder de curar este terrível sentimento. Lembram quando contei a voces(não escondo nada dos amigos) da terrível inveja que tinha do "Ferrugem" que morava numa gruta da pedra do Cruzeiro? Agora, por último, gente amada, não consigo tirar da mente, mas de jeito nenhum, a imagem de uma casa que, na semana passada, quando de passagem para uma visita aos amigos do sertão(ainda existe, graças a Deus), me deparei com uma linda visão, real mesmo,  que me fez pedir ao moto taxista, Chico Pernalonga.  que desse uma paradinha. Que coisa mais linda, meu Deus! Me senti ,como uma criancinha ao ver ,pela primeira vez, uma árvore de natal. Era, bem cedo da manhã, ainda dava para pegar o sol com a mão e eu ali, parado, hipnotizado por aquela linda imagem. Aquela é a casa dos meus sonhos!  Agora, já posso contar do que, na verdade, me deu aquele terrível sentimento de cobiça: A começar, tenho certeza de que, lá dentro, tem um fogão à lenha e bem cedinho, já tá aceso. Parece que estou vendo as chamas dançando por todo aquele espaço e o cheirinho de um café bem quentinho, gostoso. E pensar que, ao voltar para casa, vou usar aqueles fogões, à gás, horríveis, sem poesia.  Tão invejoso sou que, acreditem, mandei o pedreiro Chicão fazer um fogão à lenha. A casa está de portas abertas para quem quiser conferir.  Para aumentar este terrível pecado, agora também alimentado por uma saudade de um passado feliz, passou alguns carneirinhos, por trás da casa, correndo muito, com certeza, procurando suas mamães! Que inveja desta gente, meus amigos! Sem que nossa presença fosse sentida, pois, estávamos a uma certa distância, um senhor veio até o alpendre e armou uma rede. Pronto, fiquei descontrolado, queria estar ali, no lugar dele! Ele parecia tão feliz, tão despreocupado. E aí pensei que iria fazer o mesmo ao chegar lá em casa, ou seja, armar uma rede que comprei ao inesquecível Jean, quando ele ainda era galego. Sofro ou não, amigos, deste terrível sentimento pecaminoso? A estudante de Psicologia da UNIFOR,Teresa Campelo, amiga de infância, certa vez, me consolou argumentado que, na verdade, eu sentia era Saudade de um passado que não volta mais. Sei não! O que sei é que  queria morar ali.  Alertado pelo meu amigo moto taxista, fomos até o nosso destino. Na volta, mais agonia e desculpem, mais invejoso fiquei. Aquela gente conversava, dava risadas, sob à luz de um lampião de gás. Aquela luzinha, verde azulada! Demais para os meus ,já cansados, olhos. Um momento jamais esquecerei, antes de irem dormir fizeram uma oração, agradecendo pela vida, situação que, nos dias de hoje, quase não acontece, pois nos achamos muitos sábios e reza é coisa só para velhos. Não queríamos incomodar aquela abençoada família e viemos para a cidade. Apelo aos queridos amigos que não me condenem por essas invejas, que, vez por outra, perturba este pecador, latino americano, morador do bairro Baviera. Irei recorrer ao tribunal da minha consciência(todos temos este tribunal) e apresentar minha defesa. Afirmo, logo de cara, que as coisas mais simples são aquelas que mais me atraem. Aquilo que para algumas pessoas nada significam, tem enorme importância para mim. Lembro que minha santa mãe, a dona Itamar, certa vez falou que eu, quando criança, me alegrava com os brinquedos mais simples. Alguns meninos faziam questão de brincar  com carros da famosa marca "Estrela", enquanto me contentava em puxar com um cordão um pequena lata de sardinha. Não havia um brinquedo mais bonito no lugar. Conheço muita gente( e é um direito deles) que se sentem bem com a companhia de pessoas importantes(falo, no sentido capitalista) e gostam de conviver com muito doutor. Comigo é diferente! Adoro conviver com gente simples, sem títulos, sem nenhuma nobreza. Honestamente, não sei a quem recorrer, se ao padre, ao psicólogo, ao pastor. O que sei mesmo é que sinto inveja das coisas mais simples, pois acho que elas promovem a verdadeira felicidade. Uma mulher(daquele tipo que ver a casa dos outros e esquece da sua), certa vez fez comentários sobre a minha pessoa:"O problema desse homem é complexo de pobre. Só meus verdadeiros amigos(os certos das horas incertas) me compreendem e não me julgam pelo fato de gostar e mesmo ser um invejoso das pessoas e objetos simples. Tô contando os dias, as horas, quero que chegue logo o domingo, pois, à noite irei assistir a santa missa na igreja de Santa Teresinha no Campo Novo. Lá, as portas estarão abertas e Cristo me recebe em seus braços sem me criticar e, o melhor de tudo, há de me perdoar o pecado da inveja que sabe ser próprio dos humanos. Ao terminar aquela missa, com certeza, voltarei para casabem feliz ao lembrar que jesus amava aquela gente simples, caminhava com eles, quando aqui esteve. Imploro aos meus queridos amigos que não deixem de gostar de mim por amar e, confesso, sentir inveja da beleza que vem da simplicidade da vida.
_Imagens retiradas da Internet