sábado, 16 de fevereiro de 2013

QUIXADÁ AO VIVO<> GERAÇÃO DA "INTERNET" SONHA EM VER O AÇUDE DO CEDRO SANGRANDO

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Parece mesmo que a natureza gastou boa parte do que é belo na confecção do centenário açude. Pode até parecer exagero mas, com certeza, é uma das imagens mais visualizadas e admiradas no mundo todo.  Sem se falar na sua importância histórica. É tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional devido ao seu significado para a terra dos monólitos e para o próprio estado. Foi uma das primeiras e grandes obras de combate a seca, executadas pelo governo do Brasil. D. Pedro II ordenou a construção mas a realização da obra já se deu nos primeiros governos republicanos, entre os anos de 1890 e 1906. Ele encanta, impressiona pela sua bela parede monumental. Vale destacar que a grade de ferro que compõe a varanda sobre a barragem principal, foi totalmente importada   da Inglaterra e a cerâmica veio de Portugal. As obras da construção contaram, em boa parte, com a mão-de-obra dos flagelados da seca. Além da beleza natural, esportes, como a prática do rapel , se torna possível devido as pedras que cercam o majestoso açude. Mas, mesmo com toda essa beleza incomparável e possibilidade de práticas esportivas, o grande atrativo, sem dúvida, são as sangrias que possibilitam um momento quase "eterno" para quem teve o privilégio de ver este divino momento. E as sangrias só aconteceram por apenas 6 vezes. A primeira, em 1924(primeira foto), aí vieram as de 1925,1974, 1975, 1986(segunda foto) e a última, em 1989(terceira foto), portanto, há 24 anos. Quer isto dizer que jovens quixadaenses não tiveram ainda o contentamento de ver o majestoso sangrando. Na última vez que ocorreu, ainda não havia toda essa parafernália eletrônica de hoje. O computador ainda não tinha atingido o nível  de popularização. "Facebook" não tinha sido criado. Hoje, tudo isso está muito presente na vida de todos, especialmente dos  mais jovens. Eles se utilizam de forma intensa de todos esses modernos instrumentos. Tudo isso é maravilhoso mas o jovem quixadaense, aquele com menos de 30 anos, não teve  a incomparável visão do sangramento do açude do cedro. E eles desfrutarão deste momento, vivido por muitos de seus conterrâneos, de maior idade? Quando o Cedro voltará a sangrar? Os jovens de hoje terão esta oportunidade ? "Papai viu, mamãe também, meus irmãos mais velhos, idem. E eu terei quando esse privilégio? Ou não terei?",  reclama a jovem Tânia Fernandes, aluna de um colégio particular da cidade. O açude do Cedro está tão presente na vida dos quixadaenses que muitos dizem sonhar com um novo sangramento. Mas quando será este dia? Enquanto isso, velhas imagens trazem um pouco de conforto. E essas imagens se veem na "Internet" mas, ironicamente, essa geração ainda não presenciou o inigualável espetáculo do sangramento! É pena!