terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

<>MARIA ELBA SE SOUSA OLIVEIRA É HOMENAGEADA COM NOME DE RUA NO CONJUNTO NOVO BAVIERA.

Mãe Elba- modelo de bondade

<>A terra dos monólitos cresce a passos largos e os conjuntos habitacionais surgem como soluções habitacionais. Dentre eles, podemos citar o "Novo Baviera", na verdade, uma continuação do bairro do mesmo nome surgido na década de 80 do século passado. A medida que o novo espaço vai sendo ocupado por novos moradores, eles e os administradores, começam a pensar nos nomes das ruas, pois o valor simbólico é enorme. Neste novo conjunto algumas pessoas já foram homenageadas num primeiro momento. São muitos os fatores que determinam o nome de uma rua como um fato histórico, uma referência comercial. Mas, com relação a homenagem que foi feita a inesquecível Maria Elba de Sousa Oliveira, o que foi levado em conta foi por ela ter sido a mais linda das flores que nossa família e os amigos conheceram. Tudo entregou de si para o bem da família e dos amigos sem jamais exigir algo em troca. "Mãe Elba" como era carinhosamente tratada por todos sempre foi uma pessoa comunicativa, convivendo com pessoas de todas as idades. Este ser humano tão cheio de encantamento, nasceu em 20.02.1912 na terra dos monólitos. Casou-se em 15.07.1939 com o macapaense,Raimundo Gomes de Oliveira, e desta união nasceram: Angélica, José, Francisco, Raimundo , Jonas e Maria José. Sua casa era muito frequentada e todos ficavam bem à vontade, pois, gostava de uma boa prosa. Adorava uma boa música e apreciava as vozes de Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Carlos José e Luiz Gonzaga. Vibrava com as vitórias do time do seu coração, o Fortaleza, e era uma ouvinte assídua dos programas de rádio. Admirávamos tantas virtudes desta grande mulher, em especial, a grande bondade do seu coração. O que nunca esquecemos dela é fato de sempre ter visto as coisas da vida pela óptica do otimismo e uma alegria sempre presente. Elba tornou-se cidadã do céu em 21.04.1997. Foram 85 anos bem vividos e desejaríamos vê-la, novamente. Mas, tal não será possível porque ,hoje, encontra-se no seio de Deus e, certamente, numa vida mais pura e de uma felicidade verdadeira.

Parte da rua Maria Elba de Souza Oliveira

 

Professora Angélica-Mamãe foi uma anjo bom em nossa vida

Raimundo Sousa não esquece de sua doce mãezinha 

Mazé Oliveira-temos saudades da grande lição de vida que foi nossa querida mãe Elba

Radialista Jonas Sousa não esquece da bondade de sua queria mãe
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

<>SAUDADES DO NOSSO ETERNO AMIGO TÊTEU

Têteu amava a profissão de motorista

<><>Chofer de praça, motorista de praça e por fim, motorista de táxi. Desde o tempo em que morava na capital, ainda bem jovem, Francisco Ferreira Filho(Têteu), figura popular e muito querida em Quixadá, exerceu com grande paixão a profissão de motorista. Em alguns momentos da vida lhe sugeriram mudar de trabalho o que não foi aceito e afirmava estar no sangue o prazer de dirigir. E até brincava afirmando que era o motorista do amor. Para os mais próximos costumava dizer que sua profissão lhe ajudou a superar muitos momentos difíceis que passou na vida. Todos os seus colegas de profissão foram grandes amigos como Zé de Melo, Zé Peixoto, Dedé Preto, Toinho Corujão, Zé Maria Caetano, Oliveira, Ailton, Arnoldo, Berg, Tarcísio, Adoniram, Pedro Targino, Toinho Bandeira, Manoel Bandeira, Chico do Ovídio, Boré e muitos outros. Tinha muitos amigos, dentre os quais, Sinval Carlos, a quem admirava como radialista e ser humano e Pedro Alves, uma espécie de amigo das horas incertas.Têteu amava a vida intensamente e fora do trabalho, gostava de diversão. Era um amante do sereno e ficava até altas horas da noite, curtindo uma boa seresta, seja ouvindo discos ou assistindo apresentações de Ronaldo Miguez, EMOSOM, Carlão, Aélio Félix, Serginho e outros. Gostava de ouvir o som de violão do grande amigo Vinícius. Sabia de cór cantar "A Volta do Boêmio", o hino da boemia, sucesso marcante na voz de Nelson Gonçalves. A sua canção preferida era "Aliança Com Filete de Prata", interpretada pela Núbia Lafayete, cantora preferida. Adorava um forró e quando um fole rasgava por aí, Têteu chegava na frente. Quando chegava, as meninas ficavam animadas e faziam fila para dançar com ele. Elas gostavam do jeito dele dançar. Formava ao lado do amigo Edilino uma dupla imbatível num forró pé de serra. Mas o maior amor de sua vida foi sua família, sem dúvida. Seu filho, Emanoel, com lágrimas nos olhos, nos afirmou que ele foi o melhor pai do mundo e avô também. Foi no dia 8 deste mês que ele se tornou cidadão do céu. Nós, os amigos, a família e todos que conviveram com o bondoso Têteu, comovidos e saudosos, haveremos de sempre lembrar deste ser humano maravilhoso.

O primeiro em pé-Têteu jogou na juventude em equipes amadoras

Naquele carro está faltando ele

O filho Emanoel 

A maior alegria de Têteu era ficar ao lado da família
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

<>JACINTO DE SOUSA- HÁ EXATOS 80 ANOS MORRIA O GENIAL ARTISTA NASCIDO NA TERRA DOS MONÓLITOS.

Busto da Princesa Isabel em Redenção


<><><><>Nasceu em 03 de Julho de 1896 em Quixadá, filho de Inácio de Sousa Primeiro e Maria Angélica de Sousa. Sem Frequentar escola técnica, dedicou-se à fotografia e artes plásticas, tornando-se famoso graças às suas aptidões natas. Casou-se em Quixadá na década de vinte com Lídia Alves Ribeiro com quem teve oito filhos: Angélica(Tango), Jaime(Caetano), Lúcia, Marta e Margarida(gêmeas), Paulo, Maura e Inez. De seu  talento e em seu modesto atelier, saíram obras de apreciado valor para homenagear vultos históricos em diversas cidades do Ceará. Vários trabalhos de sua   artística criação foram vendidos para garantir a subsistência de Jacinto de Sousa, principalmente quando se deslocou para o extremo Norte do Brasil. Entre as esculturas de Jacinto de Sousa, temos conhecimento da existência de algumas em praças do Ceará: em Baturité, a herma em bronze do Dr. José Carneiro; Em Redenção, o busto da Princesa Isabel; Em Quixadá, o Monumento ao Trabalho, inaugurado, festivamente, no dia 7 de setembro de 1922, numa iniciativa da Aliança Artística e Proletária de Quixadá na comemoração do centenário da Independência do Brasil. Jamais se esqueceu do que sofreu em sua terra natal por ser maçom e em sua casa promover reuniões daquela entidade ,na época, perseguida pela ditadura de Getúlio Vargas. Denunciado por promover tais reuniões foi intimado a prestar depoimento na Delegacia de Polícia de Quixadá. Perante a autoridade policial justificou a presença de pessoas estranhas até altas horas da noite em sua casa, alegando que na cidade havia poucos rádios e seus amigos gostavam de ouvir o noticiário do Rio de Janeiro. Sem motivo para ser preso, Jacinto de Sousa foi liberado sob protesto dos delatores que queriam o artista detido e mandado para Fortaleza, onde já estavam presos vários quixadaenses por pertencerem ao Integralismo de Plínio Salgado, organização social que também foi vítima da tirania do ditador Vargas. O talento do artista quixadaense mereceu destaque na imprensa cearense. No jornal "O Povo" de Fortaleza, na edição de 11 de agosto de 1931, noticiou: "Vimos no foto Sales do Sr. Tertulino Sales na Praça do Ferreira, um trabalho artístico que merece ser visto por quantos se interessaam pelas artes plásticas cearenses. Trata-se de uma imagem de Cristo crucificado executada, magistralmente, em Quixadá, pelo artista Jacinto de Sousa. É trabalho precioso, feito à canivete, na conhecida madeira Umburana. As esculturas em madeira feitas por Jacinto de Sousa chamava a atenção onde eram expostas. Em 1932, a ""Farmácia e Drogaria São José" , a qual funcionava em Fortaleza, na rua Guilherme Rocha, 256, expôs obra de Jacinto de Sousa. sob um cartaz com a seguinte inscrição: "UM TRABALHO NATURAL E ORIGINAL QUE HONRA E GLORIFICA A ARTE CEARENSE". "Jacinto de Sousa, residente na próspera cidade de Quixadá deste estado, idealizou e esculpiu de modo impecável , EM MADEIRA, este quadro "TERRA DA LUZ' de admirável beleza que é uma síntese sugestiva e muito perfeita da absoluta confiança que sempre inspirou o público da terra da luz". Jacinto de Sousa faleceu, às 6 horas,repentinamente, em sua casa, na atual praça José Marques(Praça da Estação), no dia 29 de janeiro de 1941. O registro do óbito foi lavrado no livro da Paróquia de jesus, Maria e José, assinado pelo vigário Padre Luís  Braga Rocha. Foi sepultado no cemitério de Quixadá.

<>Informações retiradas do livro "RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DE QUIXADÁ" de autoria do memorialista João Eudes Costa.

<>Imagens: fonte: Internet


               






 


Museu Jacinto de Sousa em Quixadá

Interior do Museu Jacinto de Sousa













Monumento ao Trabalho na Praça José Marques(Praça da Estação)

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