segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

<>MÉDICO EUDÁSIO BARROSO<> RESPEITO E AMOR AOS PACIENTES

<>MÉDICO EUDÁSIO BARROSO<> RESPEITO E AMOR AOS PACIENTES<> Você já imaginou um médico cuidar de pacientes como se cada um fosse um rei ou rainha? Já imaginou ser atendido por um profissional com um sorriso e até abraços! Para o médico Anastácio Eudásio Barroso, todo dia era dia de salvar vidas! Este querido médico humanitário não admitia o desespero de uma criança ou de uma pessoa idosa. Nascido em Itapipoca, em 27.07.1921, este médico humanitário chegou na terra dos monólitos no ano de 1948. Simples, prestativo, honesto, logo conquistou o coração de todos os moradores da então pequena Quixadá. Ganhou a confiança das autoridades e foi nomeado, em 1952, para o cargo de médico do Serviço de Higiene Municipal. Querido pela população, foi eleito prefeito municipal para o período de 25.03.1955 a 25.03.1959, realizando uma profícua administração e priorizando a área da saúde. Também foi eleito deputado estadual, como representante quixadaense, para o período de 1963 a 1971. Por motivos familiares, teve que ir morar em Fortaleza, deixando bem tristes  os quixadaenses, principalmente às pessoas mais simples. Lá, faleceu em 23.07.1981, o que fez chorar os filhos da terra dos monólitos que nunca o esqueceram. Lembro-me que minha mãe, dona Itamar, ao saber de sua morte, fez esse comentário, com lágrimas nos olhos:" ELE FOI UM ANJO QUE DEDICOU A VIDA AO PRÓXIMO!"


Nota do autor: fiz este texto inspirado numa pergunta de uma paciente no nosso hospital municipal: Quem foi Eudásio Barroso, Amadeu? Como a História é feitas a várias mãos, peço por favor para que este texto seja melhorado e com mais informações. Fico grato!
                                          

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

<> LELITO; 31 ANOS CUIDANDO DA BELEZA DOS QUIXADAENSES

Lelito sempre ligado em novas tendencias
 <> LELITO; 31 ANOS CUIDANDO DA BELEZA DOS QUIXADAENSES<<<  Uma cadeira muito simples, um pequeno espelho! Assim começou a trajetória de um dos mais talentosos cabeleireiros da terra dos monólitos. Começou praticamente sem nada, comprando os instrumentos de trabalho, à medida que apareciam os poucos clientes. Valderi Coelho Cândido, carinhosamente chamado por clientes e amigos como Lelito, ralou bastante até montar a Clínica do Cabelo, hoje uma referencia no setor da beleza. Foi contador por 6 anos, lecionou durante algum tempo, em escolas públicas e privadas. Mas não era este o seu destino. Estava escrito nas estrelas que ele deveria cuidar da auto estima das pessoas. Muito esforçado, foi se informando sobre as novidades da área. Já detentor de alguma noção, aquela época, planejou se profissionalizar. Sabia que para exercer a profissão  se fazia necessário participar de cursos, obter certificados. Sempre dedicado, passou a buscar novas formas, tendencias no corte de cabelos.
                                                                                     Lelito, antes de montar a Clínica do Cabelo, morou em Fortaleza. Morou alguns anos em Brasília onde trabalhava numa agência bancária. Passou a frequentar um curso que teve a duração de 3 anos e passou a estagiar como auxiliar em alguns salões, inclusive no interior de Goiás. Teve como padrinho de sua turma, o já famoso cabeleireiro Jassa, o preferido do apresentador Silvio Santos. Sempre otimista, disposto a exercer a profissão que sempre amou, voltou para a sua querida Quixadá. Sabia que a vida sem sacrifícios, não permite o crescimento.
                                                                                     A profissão exige uma atualização constante e Lelito só em 2013, participou de 8 eventos, sendo o último em São João do Jaguaribe. Além de respeitado no seu trabalho, é uma pessoa muito benquista na comunidade, sempre tratando com muito carinho os clientes e os inúmeros amigos. Perguntei a ele qual o segredo para se tornar um cabeleireiro de sucesso e a resposta veio com a sinceridade de sempre: " Tudo que se faz com amor e honestidade, dá certo!"                                                   
                                                                                    
Lelito; Bom senso estético, uma marca

De uma cadeira simples e um pequeno espelho a um moderna  clínica do cabelo



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

<>A SAUDADE QUE FICOU<< PROFESSORA JÚLIA: UMA MULHER DE GRANDE VALOR

JúliaPersonificou o caráter
 <>A SAUDADE QUE FICOU<< PROFESSORA JÚLIA: UMA MULHER DE GRANDE VALOR! -- "Dizem que a mulher é sexo frágil! Mas que mentira absurda!" Tem toda razão o tremendão Erasmo Carlos pois aqui mesmo em Quixadá, conhecemos uma delas e de grande valor. Destacou-se pelo caráter forte. Destemida mas possuidora de uma bondade e um amor sem limites para com a família e os amigos. Amava como ninguém, a cidade em que nasceu em 10.12.1951. Herdou dos pais Francisco Tavares e Maria Teresa a firmeza de caráter, o respeito para com todos e uma preocupação excessiva com as pessoas mais simples. Professora de muitos talentos, lecionou no Colégio Estadual, Ginásio Valdemar Alcântara e Colégio Sagrado Coração de Jesus.
              Tinha uma grande interação com os mais jovens, participando de suas lutas e era muito querida por eles. Foi vice-prefeita na administração do Senhor Hilário Marques(1993-1996) e sempre lamentou não ter participado mais ativamente dos destinos do município. Tinha a mais absoluta certeza de que tinha muitas ideias para o engrandecimento de sua querida Quixadá.
                                                                            Júlia foi casada com José Policarpo Saraiva com quem teve três filhos: Rogério, Rosana e Ronaldo. Mesmo constituindo família, nunca se afastou do convívio dos queridos Tavares e Maria Teresa e dos irmãos. Segundo o professor Wal, sua irmã Júlia personificou a dignidade e a ternura, sempre presente mesmo nos momentos de dificuldades.
                                                                             Lembrar desta grande mulher é exaltar a honestidade, a firmeza, a solidariedade! É do conhecimento dos que a conheceram que mesmo doente, queria continuar trabalhando e servindo às pessoas! Por tudo isso, Júlia ocupou e para sempre, seu cantinho no coração dos filhos da terra dos monólitos! Foi chamada por Deus para outras missões no em 10.03.2000. Júlia não será esquecida pelos quixadaenses!
Com o irmão Wal, um grande amigo

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

<>PINTA: A FÉ EM PRIMEIRO LUGAR: 60 ANOS DEDICADOS A IGREJA

 <>PINTA: A FÉ EM PRIMEIRO LUGAR: 60 ANOS DEDICADOS A IGREJA<> Baixa, franzina, de família humilde e assim como muitas crianças do Nordeste, começou a trabalhar muito cedo, junto com os pais Maria Alexandrina Felix e Luiz Nogueira da Silva, funcionário do antigo "DNOCS". Batia a enxada no chão, plantava e colhia algodão, na fazenda do Senhor José Caetano de Almeida. Chamava a atenção de todos o fato daquela menina, nos intervalos da lida, colocar a imagem de São Francisco sobre uma pedra, orar e entoar hinos para o santo. Esta devoção marcaria para sempre a vida de Maria Elça Nogueira. Chegou a estudar mas com a morte de sua vó Alexandrina, em 1944,teve que continuar trabalhando para o seu sustento. Trabalhou durante algum tempo na Fábrica de redes da Fazenda Varanda, foi catadora de algodão na Fábrica Sambra, depois chamada "Algodoeira" de propriedade do Senhor Zezinho Queiroz. Casa-se em 1949 e desta vez o trabalho continua em casa, fazendo varandas de redes. Da união, nasceram os filhos: Margarida, Conceição, Dôrinha, Maria José, João, Zé Maria, Alexandre e Francisco das Chagas.
                                                     Começou ainda bem jovem a participar das atividades da igreja  como legionária de Maria, apostolado do Sagrado Coração de Jesus. Merece ser destacado a sua incansável dedicação a Liga de Santo Antônio que tem como objetivo maior amparar idosos e doentes. Quase que diariamente, hoje com a ajuda das filhas, visita lares, faz palestras em diversas ocasiões, sempre enaltecendo a figura do santo que pregou a simplicidade e  um grande amor aos animais. A sua casa serve de espaço para acolher crianças humildes, pobres e velhos, sendo oferecido refeições e ainda redes. Mesmo cansada, sem quase enxergar, sai pela cidade pedindo doações e quase sempre, encontra apoio. Pedindo, às vezes, apenas um pão, já foi maltratada por um dono de uma das maiores lojas da cidade que assim se expressou para a humilde Pinta: "Se esse tal Francisco quer dar aos pobres, vá trabalhar"! Pinta então, apenas pediu que ele não maltratasse a figura do querido santo que tinha como pai um dos homens mais ricos da Itália. Tempos depois, este comerciante(ela pediu para omitir o nome) chegou em sua casa e lhe implorou orações pois estava com problemas de saúde! Pinta assim o fez e garante que ele ficou curado por milagre de São Francisco! Hoje, é um grande colaborador da incansável mulher!
                                             A sua maior atuação é na igreja do querido santo. Já trabalhou com Frei Martins, Frei Guido, Padre Aldo, Padre José, Zé Firino, Rosalino e outros. Acompanhou a todos nas atividades religiosas, no sertão ou na cidade. Recebeu o carinho e incompreensões de alguns como do Padre Aldo, por exemplo, que depois de um evento na cidade de Ibicuitinga, no período da noite, voltou para Quixadá, deixando a bondosa senhora numa cidade em que ela não conhecia ninguém. Nas festividades da Semana Santa, consegue reunir muita gente no terreiro de sua casa para a queimação de Judas. As amigas mais próximas e que auxiliavam na sua missão foram Maria Monte, D. Carmelita, Francisca, Gonzaga, entre outras.
Hoje fica mais em casa mas sempre rezando
                                             Esta grande mulher merece os nossos aplausos! Não apenas do ponto de vista religioso mas também pelo seu trabalho social! Sem dispor de recursos, consegue devolver o sorriso de muita gente! Certa vez, lhe perguntei porque tanto admira São Francisco e a guerreira, assim se expressou: "Porque ele mostrou que a simplicidade é a coisa mais linda que Deus deixou nesta terra"! Sábias palavras, querida Guerreira!                                      
Pinta: fé em primeiro lugar
As filhas Margarida e Dôra sempre acompanham sua mãe

Pinta realiza palestras



Trabalho social da Guerreira


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

<>NAS ONDAS DO RÁDIO <><>RODRIÃO MUNIZ: DEVOTO DO PADRE CÍCERO BRILHOU NO RÁDIO QUIXADAENSE-

O radialista é um devorador dos livros de Rachel
<>NAS ONDAS DO RÁDIO<>RODRIÃO MUNIZ: DEVOTO DO PADRE CÍCERO BRILHOU NO RÁDIO QUIXADAENSE- Padre Cícero, que morreu suspenso de ordens pela igreja em 1934 representou para muitos a esperança de um mundo melhor. Ele foi um santo eleito pelo povo nordestino. Por ano, 2,5 milhões de romeiros peregrinam até Juazeiro do Norte para louvar esta figura marcante de nossa história. São milhões de devotos do "meu padim"! E entre eles, está presente o radialista Rodrião Muniz que, durante algum tempo, brilhou no radio quixadaense, trabalhando nas Rádios Cultura, Monólitos e ainda, em diversas "Fms" que começaram a funcionar a partir dos anos 90. Este filho do Juazeiro, 59 anos, lembra com saudades dos bons tempos que em que conquistou uma legião de ouvintes que acompanhavam com muito interesse seus programas jornalísticos apresentados com um estilo bem diferente do convencional. Rodriao adotou um tom mais arrojado, levando para o microfone os anseios da população que tinha nele uma espécie de"amigo de todas as horas". Realizava uma cobertura dinâmica e completa do que acontecia na terra dos monólitos. Em pouco tempo, tornou-se um dos radialistas mais populares da cidade. Tendo a simplicidade como marca maior, logo fez grandes amizades em todas as camadas. Recebeu tanto carinho que resolveu adotar Quixadá como a sua segunda cidade. Morou um bom tempo e inclusive, recebeu o título de cidadão quixadaense, propositura do vereador Cristiano Góis, no ano de 2004. A sua vinda para a terra dos monólitos se deu depois de uma experiência que não foi bem sucedida no rádio de Fortaleza. "As dificuldades eram muitas e muitos colegas não me ajudaram" desabafa com uma certa mágoa. Funcionário dos correios, na época, pediu transferência para a cidade que o adotaria como filho.
                               Filho de Rodriao Ferreira de Sousa e dona Josefa, sempre gostou de estudar, tendo exercido, muito jovem ainda, a profissão de professor. Em contato com a leitura, foi armazenando um grande repertório de conhecimentos que lhe ajudaria bastante no rádio. Estudioso, não foi difícil adentrar aos "correios", nos primeiro anos da década de 70. Telegrafista, função de grande importância na época, passou então a ter contatos com grandes jornais e emissoras de rádio pois era encarregado de enviar as notícias. Não demorou muito e passou a ser correspondente do jornal"Tribuna do Ceará", tendo permanecido por vários anos. Começou na "Rádio Iracema", apenas comentando mas logo passou a dividir a apresentação de programas jornalísticos ao lado de verdadeiras feras do rádio juazeirense. Rodriao faz questão de citar grandes referencias como Marcos Valério, Vilmar Lima, Aucelí Sobreira, Geraldo Alves, João Eudes, Alves Filho, dentre outros. No rádio quixadaense, cita Jonas Sousa como um marco muito forte na sua carreira.
                               Com certeza,muitos quixadaenses não esquecem do radialista e amigo. Ao anunciar sua volta para Juazeiro, muitos ouvintes se pronunciaram pedindo que permanecesse. A imensa legião de amigos lamentou bastante a partida deste romeiro assumido. Mas Rodriao não esquece Quixadá e, sempre que pode, vem visitar amigos e colegas do microfone. De uma coisa, vocês podem ter certeza: Este pacato cidadão gostava tanto de nossa terra que, mesmo devoto do Padre Cícero, acompanhava a procissão de nossos padroeiros, Jesus, Maria e José! E sobre a santíssima trindade ele afirma que: "São dignos do respeito mais profundo"!
Primeiros momentos no rádio

Ele não esquece os ouvintes quixadaenses

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

<>FRANCISCO ENÉAS DE LIMA- O VEREADOR APAIXONADO POR QUIXADÁ

Enéas: Respeito a nossa história
<>FRANCISCO ENÉAS DE LIMA-O VEREADOR APAIXONADO POR QUIXADÁ<><>O velho prédio da Prefeitura Municipal de Quixadá era muito bonito, de belíssimas linhas arquitetônicas. Foi construído na gestão do coronel Francisco Alves Barreira(1893-1895) e inaugurado na administração do médico  Dr. Bonifácio de Carvalho. Foi demolido em plena administração do Senhor José Okka Baquit(1963-1967), causando dor e revolta, principalmente nos mais velhos que puderam testemunhar fatos que mudariam para sempre a história da cidade. Ali, funcionava a Câmara Municipal, a Delegacia de Polícia, o Fórum Eleitoral, além do Grupo Escolar. Era, na época, o poder legislativo composto pelos seguintes vereadores: Adalberto Calixto da Silva,  Agenor Queiroz Magalhães, Eugênio Freire Moreira, Francisco de Assis Nunes, Francisco Pereira Nunes, Geraldo Alves da Cunha, José Lopes Filho, João Vidal, Manoel Carneiro, Otacílio Rodrigues de Oliveira, Paulo Holanda Pinto, Raimundo Mesquita Aires, Tácito Fernando de Queiroz, Fernando Freire de Holanda e Francisco Enéas de Lima, único a votar contra este crime ao nosso patrimônio. FRANCISCO ENÉAS DE LIMA  foi totalmente contrário a demolição do velho e querido prédio.  Este bravo quixadaense que nasceu no sítio Flores, Dom Maurício,  em 29.07.1902, sempre fez questão de ressaltar a sua revolta e desespero ao ver nosso patrimônio histórico ser destruído. Dizia para os amigos: "Quem não respeita seu patrimônio histórico não tem amor pela cidade em que nasceu". "Chico Éneas" como era carinhosamente tratado na cidade por ser bastante popular, além de uma grande atividade política, também foi escrivão e oficial de registro de imóveis. Na administração do Prefeito Eliézer Forte Magalhães(1959-1963) foi nomeado Secretário de Administração da Prefeitura Municipal de Quixadá, exercendo o cargo com muita competência.  Sempre com destacada atuação política foi nomeado pelo governador César Cals de Oliveira Filho, representante da Casa Civil do Governo do Estado.  Foi vereador da Câmara Municipal de Quixadá por quatro legislaturas. Na sua atuação, mostrou um grande respeito a memória da cidade e sempre protestando contra a falta de zelo com a nossa história. Sempre lutou para preservar registros materiais ou imateriais que tinham grande relevância para os filhos da terra dos monólitos. Num momento em que assistimos a destruição de prédios históricos em nossa cidade, que tal conhecermos um pouco da história de Francisco Enéas para aprendermos a valorizar nosso patrimônio. Ele sempre gostava de afirmar que " um povo que não respeita seu patrimônio histórico, não respeita mais nada!" Este apaixonado pela bela Quixadá nos deixou no dia 20 de junho de 1996. Sempre será lembrado pelo grande amor que devotava a sua cidade. Dr. Carlos Enéas, que já presidiu a nossa câmara lembra que seu pai sofreu muito quando destruíram o prédio da velha prefeitura. Dudu, vereador e Neto do querido quixadaense define, desta forma, o seu avô: "Um homem verdadeiramente dedicado a sua terra natal!"                                                    

Dudu, vereador e neto pretende seguir os passos do avô

Dr. Carlos Éneas, assim como o pai, sempre pediu respeito a nossa história

Francisco Enéas, seu neto Dudu e sua neta Marícia

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A SAUDADE QUE FICOU<>DEDÉ DRÁCULA-ELE TRANSPORTAVA ALEGRIA E TRISTEZA PARA O MICROFONE<>

Dedé Drácula dedicação e bondade
José Pessoa fundador da Uirapuru
 <> O rádio ainda é uma mídia indispensável e insubstituível. E com certeza, está no coração das pessoas. Sempre que destacamos este veículo, locutores e operadores são citados e referências são feitas a esses profissionais. E muitas vezes, nem tomamos conhecimento que outros trabalhadores também são importantes para o funcionamento da Emissora. Foi em 1980 que ganhamos a tão sonhada "Rádio Uirapuru" que logo se transformou no "xodó" dos quixadaenses. Foi José Pessoa de Araújo o responsável pela montagem do tão sonhado equipamento. Como os estúdios da "Uirapuru" ficava distante do centro, coube ao jovem José de Arimatéa  Dantas de Sousa, pegar as notas no centro da cidade para levar até as mãos dos locutores para ser divulgadas. Ora, levava notícias alegres, outras vezes, tristes! Na sua bicicleta(que ele chamava "envenenada") ia a cidade e voltava várias vezes. Ganhando a confiança da direção  passou a trabalhar nos transmissores. Nas transmissões externas, carregava o equipamento de trabalho. A alegria e bondade, duas grandes marcas! Sempre nas comemorações dos natais, José Pessoa pedia que ele subisse na mesa e fizesse um discurso. Dedé Drácula(apelido colocado por Jonas Sousa) era só alegria. Era filho da querida Barbosa(trabalhava na cantina da rádio) e Zequinha Brechó. Tempos depois, a "Uirapuru" viria a ser "Rádio Monólitos" e o nosso Dedé continuou a trabalhar e sempre com a mesma dedicação. Também recebeu dos Senhores Aziz Baquit e Everardo Silveira o mesmo carinho e trabalhou até ser chamado para outras missões no céu. Era querido por todos e contava com a confiança do diretor Everardo Filho e de toda a equipe. Foi no dia 13 de agosto de 2013. Com certeza, o humilde e bom Dedé faz parte da história de nossa radiofonia.
             
                         
Anos 80: o jovem Dedé, Célio Aragão e Ribamar Lima