quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

NAS ONDAS DO RÁDIO-MONT'ALVERNE BARRETO FOI UM RADIALISTA QUE CONQUISTOU O CORAÇÃO DOS OUVINTES

O radio foi a grande paixão de Mont'Alverne Barreto
                              <>Ele é merecedor de ser lembrado pelos apaixonados ouvintes de rádio. Sua voz levava emoções, romantismo e cultura no tempo da chamada fase de ouro do rádio na terra dos monólitos. Mont!Alverne Barreto fez parte da primeira equipe de locutores da pioneira Uirapuru(depois Monólitos). Foi apresentando programas musicais que obteve destaque conquistando um público fiel.  Naqueles anos 80,90, século passado, os ouvintes ligavam pedindo determinada música para gravar, muito diferente dos dias atuais onde se recorre ao recurso de baixar. E ele atendia a todos com muito carinho. Quantos quixadaenses não trabalharam, viajaram, namoraram e até casaram ouvindo as canções que tocavam no programa do querido comunicador? O eterno ouvinte de rádio Gilberto Pereira acompanhava todos os programas apresentados por Mont"Alverne e lembra de um detalhe muito interessante: Ao anunciar o número musical, o popular locutor transformava em verbos os substantivos, ou seja, os nomes dos cantores em uma coisa em movimento. Por Exemplo, ele não chamava Roberta Miranda e sim"Vamos Mirandar!". Segundo o comentarista político, radialista Alexandre Magno, apesar da simplicidade dos seus programas, era detentor de uma grande cultura e conhecia com grande domínio a história do importante veículo de comunicação. Acompanhava com grande interesse programas radiofônicos de outros países, mantendo intensa correspondência com estas emissoras. Amante da fotografia, afirmava que o açude do Cedro foi umas das grandes obras do arquiteto do universo. Um gravador de fitas cassete era o companheiro inseparável gravando tudo o que lhe despertava interesse. Sabe-se que gravava missas e outras celebrações da igreja. Paralela a sua atividade no radio, Alverne trabalhou, durante muitos anos, no setor educacional da cidade. Primeiro, no "CREDE" e, Por muitos anos, pertenceu aos quadros do grupo Adolfo Siqueira. Era muito querido pelos colegas de trabalho, Antonina, Gracinha, Neíldes, Regina Amorim, Eridan, Jaime, Alice, Didi, Gercina, dentre outros. Filho do casal Percílio Barreto e Francisca Bezerra, sempre teve o carinho dos irmãos José Barreto, Maria Lucina, Osmarina, Leucina, Carmésio, Teresinha, Rita de Cássia(poetisa) e Nereu. O seu companheiro inseparável era um rádio e, onde quer que fosse, levava-o consigo.  Mont'Alverne morreu em 16.08.2006, deixando triste os amigos, familiares e, em especial, os ouvintes de seus inesquecíveis programas. Fica para todos nós a lembrança de uma luz que jamais se apagará. Obrigado Deus por tornar possível expressar o nosso carinho e saudade de um quixadaense que aprendemos a gostar.
Radialista era detentor de uma grande cultura

No estúdio com Candinho, Viana Vieira, Jonas Sousa, Chico Viana 

Em foto dos anos 80 com o amigo Evanilton

Sendo entrevistado por Sinval Carlos durante a construção do prédio da Rádio Uirapuru

O seu companheiro inseparável era um gravador
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A IMAGEM E O FATO

<>Dom Joaquim Rufino do Rego foi o primeiro bispo da terra dos monólitos tomando posse da Diocese na data de sua instalação em 20.08.1971, século passado. Esteve entre nós durante 15 anos, exatamente até 12.04.1986. Além de um incansável trabalho de evangelização, marcou sua presença entre nós pela simplicidade, pela proximidade com as pessoas do povo, não importando classe social, religião. Sempre era visto conversando com populares nas ruas de Quixadá. Mesmo quando foi eleito para a Diocese de Parnaíba continuou mantendo contato com o grande número de amigos e admiradores que aqui deixou. Sempre voltou e fazia questão de ficar hospedado na casa dos amigos. Dom Rufino faleceu em 10.08.2013. Nesta foto, dos primeiro anos da década, vemos as senhoras Remédios, Maria Hemetério, Irismar(dó), Selma e Dom Rufino. Era recepcionado com um número musical religioso pelos componentes do coral. Vale ressaltar que Dom Rufino gostava muito do coral que se apresentava nas missas. Temos muitas saudades dele!                                                                              ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE(1)- BANGU BRILHOU NO FUTEBOL QUIXADAENSE


<>O Bangu Esporte Clube de Quixadá marcou época no futebol da terra dos monólitos. 2 de fevereiro de 1952, século passado,  é a data de sua fundação. Antes, chamava-se Santa Cruz, mas mudou o nome para Bangu. O querido e tradicional Bangu do Rio de Janeiro foi o único que atendeu o pedido feito por João Eudes Costa enviando material esportivo. A partir daí, se apresentava com a mesma camisa do time original.  O jogo inaugural aconteceu em 19.02.1952,  quando a equipe quixadaense enfrentou e venceu o juvenil do Ceara Sporting pelo placar de "3 X 2". Esta rara imagem é do ano de 1960. Pela ordem: Dedé, Tião da Baladeira, Tadeu Costa, Estrampão, Santos, Dote, Fransquinho Tavares, Nivaldo, Adão, Silva, Macaúba, Mafia e Pneu Fino.
Foto: Cortesia de Tadeu Costa

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE: APOLINÁRIO- O CRAQUE SÍMBOLO DA RAÇA QUE BRILHOU NA SELEÇÃO QUIXADAENSE







Apolinário chegou a trabalhar no mosteiro da Serra do estevão
No  Fortalezinha de Morada Nova. Apolinário é o último(de boné) 
 <>Numa bela manhã de domingo, ano de 1961, século passado, chamou a atenção dos frequentadores do movimentado abrigo central, localizado em Fortaleza, o grande número de carros com placas das cidades de Quixadá e Sobral. Jipes, fuscas, Aero Willis, rural, Vemags, dentre outros,   podiam ser vistos estacionados por toda a Praça do Ferreira. A razão da presença dessas pessoas se devia ao fato de que, naquela tarde, aconteceria a semifinal do torneio intermunicipal de futebol entre a seleção da terra dos monólitos e a poderosa equipe da chamada Princesa do Norte. Enquanto merendavam no famoso ponto do Pedão da bananada, torcedores de ambas as cidades, falavam das qualidades de seus times. Os craques da nossa seleção também fizeram seus lanches, naquele local, e alguns foram reconhecidos pelos torcedores sobralenses, como por exemplo, o zagueiro Apolinário, conhecido pela marcação implacável que exercia sobre os atacantes e chamado de "Xerifão" pela torcida. O craque daquele torneio e artilheiro, o Cabeção, era o orgulho da torcida de Sobral. Ao se depararem com Apolinário, fizeram xingamentos e falavam desta forma:"É este velho que irá marcar o Cabeção? Quixadá tá é ferrado!". Apolinário nem conseguiu tomar sua bananada sossegado, mas preferiu ficar em silêncio. Na hora do jogo, no velho estádio Presidente Vargas, as coisas não aconteceram como os sobralenses imaginavam. Apolinário não era um jogador de muitos recursos técnicos, mas não brincava em serviço e, logo nos primeiros minutos do jogo, deu um chega prá lá no artilheiro Cabeção que foi cair já fora do gramado. Pronto! Acabou-se o artilheiro de Sobral, naquele jogo, não tendo coragem nem mais de passar do meio campo. Com muita raça, a seleção quixadaense acabou vencendo pelo placar de "2 X 1", surpreendendo a crônica cearense e Apolinário, ao lado de João Eudes e Zé Leônidas, os melhores em campo. Outros que se destacaram, nesta partida memorável, foram Mafia(melhor goleiro do torneio), Mecânico, Luis Pedro, João Ribeiro, Arara, Carneirinho, Facó, todos bem orientados pelo treinador Vicente Trajano. A euforia tomou conta de jogadores, da torcida e o médico da delegação, Rui Amora Maia, não resistindo à tamanha emoção, teve fulminante enfarto, entristecendo a todos. A seleção da terra da galinha choca depois de tirar do torneio o favorito selecionado sobralense chegou a final, tendo como adversário a cidade de Cedro. Segundo João Eudes Costa, um dos destaques da equipe, o adversário foi a campo com um time profissional, tendo por base, o Campinense, enquanto nossa seleção era formada por amadores. Empatamos o jogo, mas perdemos no desempate por "2 X 1". José Rodrigues do Nascimento, seu verdadeiro nome, veio de Morada Nova para defender o Comercial, uma das principais equipes do futebol quixadaense no ano de 1953, atendendo a convite de José Abílio.  Jogou ao lado de Narciso, ferreirinha, Carneirinho, Zé Leônidas. Apesar da rivalidade com o Bangu, Apolinário era amigo de todos os atletas das equipes adversárias. Naqueles anos 50, 60, o Comercial dividia com o Bangu as preferencias do torcedor quixadaense e a raça, a dedicação e as atuações convincentes de Apolinário conquistava os corações dos torcedores. Apolinário nunca esqueceu o fato do filósofo popular quixadaense, o Zé Laranjeiras, afirmar que ele foi o único jogador a marcar seu filho, o consagrado artilheiro Pacoty que brilhou em grandes clubes brasileiros. Após encerrar suas atividades nos clubes e na seleção quixadaense,  passou a se dedicar ao trabalho na construção civil sendo requisitado para realizar diversas atividades. Sempre afirmou que o futebol lhe deu muito pouco e, naquele tempo, se jogava mais por amor. Por causa da idade e da saúde, parou também de trabalhar e encontrou na senhora Rosa, companheira de muitos anos, a amizade certa nas horas incertas. Longe da torcida que o aplaudia e dos companheiros do futebol, Apolinário faleceu em 2006, deixando tristes a família e aqueles que o viram brilhar nos gramados cearenses. Foi jogar futebol no céu junto à Mafia, Zé Leônidas, Popó, Nivaldo, João Eudes Preto, Medeiros,  dentre outros. O futebol quixadaense sempre foi rico no quesito "emoções" revelando craques que conquistaram  espaços em grandes centros. Precisamos manter viva a memória do futebol da terra dos monólitos, pois somente  assim conheceremos belas histórias como a do zagueiro que foi símbolo do amor à camisa da seleção quixadaense.
O futebol não lhe deu uma boa qualidade de vida

Apolinário era apaixonado pelos netinhos 

Como treinador do Fortalezinha 

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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

TIPOS POPULARES DE QUIXADÁ(11):CANDINHO- A MAJESTADE DOS CHURROS NA TERRA DOS MONÓLITOS


<.>Os quixadaenses que cruzam as principais ruas da bela cidade se defrontam, todos os dias, com um alegre e simpático trabalhador das ruas. Quem não conhece o popularíssimo Candinho dos churros com seu ar de moço bom, cheiro de gente boa, jeito de bondade e, mesmo sabendo das dificuldades, está sempre confiante e feliz? É mais comum vê-lo na praça José de Barros, exatamente onde trafega um maior número de pessoas. Mas, o carismático vendedor está presente nas atividades da igreja, parques de diversões, festinhas de aniversário, próximo ao estádio de futebol da cidade. Vale ressaltar que Candinho é muito querido pelas crianças tratando-as com muita carinho e claro, pelas pessoas adultas. E os churros tem mesmo a cara e cheirinho de infância.  Mesmo sem revelar a quantidade de churros que é vendida, garante que o apurado lhe garante as suas necessidades diárias. Antes de se tornar a majestade dos churros na terra dos monólitos, trabalhou por 17 anos em um bar. Quando abandonou esta atividade, o irmão Cleber Ribeiro(hoje, cineasta consagrado) o presenteou com um carro de churros e assim, desde o ano de 2002,  trabalha por conta própria vendendo este tipo de doce, à base de farinha, trigo, água e açúcar. Tem o apoio dos pais Luis Viriato(seu Lolô) e da simpática Eronice. Os outros irmãos, Clóvis(Cóia), Carlos(Calila), Cristina e Cláudia sempre exaltam a leveza, a bondade de Luis Cândido Viriato Ribeiro, seu verdadeiro nome. Gosta de lembrar dos tempos de escoteiro, quando garoto,  pois aprendeu lições de fraternidade, lealdade, disciplina, dentre outros benefícios. Tem saudades dos colegas do escotismo e dos instrutores sargentos Moreira e Paulo. É profundo admirador de musculação e é grato ao professor Evandir que lhe repassou muitos conhecimentos sobre o tema. Já foi astro de teatro e trabalhou no filme "O Casamento" produzido pelo irmão famoso nos anos 80, desempenhando o papel de Romualdo, tio da noiva. Ao pesquisarmos este tipo popular quixadaense, deduzimos que o comércio ambulante gera oportunidades de emprego, possibilita a sociabilidade nos espaços públicos e se reflete até numa situação cultural pois, no desenvolvimento dessas atividades, a cidade ganha destaque especial. Candinho afirma que o melhor do seu trabalho é a liberdade, o encantamento de não ter patrão.  "Se eu não quiser trabalhar hoje, não vou mesmo!" afirma com autoridade e solta uma poética gargalhada. Também faz questão de afirmar que trabalhar na rua é uma terapia muito legal, pois rever amigos e surgem novas amizades. Lamenta apenas o fato da violência ter chegado as ruas da terra dos monólitos. Perguntado o motivo de não ter priorizado à escola responde com ar de professor: "A melhor Faculdade é a rua, a gente aprende de tudo!". Na cidade corre um boato de que os churros preparados pelo popular vendedor dá muita sorte no amor. Em especial nas festas juninas ou no período do natal, os churros são uma boa pedida para dar de presente a pessoa querida. O vendedor não confirma, mas existem jovens enamorados na cidade que garantem ter o amor aumentado de intensidade ao saborearem os que foram preparados no seu carrinho. Verdade ou não, o certo é que Candinho dos churros é uma pessoa feliz, que ama o trabalho, á família e os amigos. E, com certeza, é um dos tipos populares mais conhecido e querido na terra dos monólitos. E ninguém contesta: Ele é mesmo o rei dos churros na terra dos monólitos!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ADAILTON QUIXADÁ- ELE JÁ FOI O ROBERTO CARLOS QUIXADAENSE


Adailton já foi chamado de "O Roberto Carlos Quixadaense"


Adailton nos dias atuais se apresenta para os amigos
 <>No começo dos anos 70, 0 Colégio Municipal funcionava nas dependências do então Ginásio Waldemar Alcântara e lá um adolescente encantava alunos e professores ao cantar ,sem nenhum acompanhamento, nas festividades do ano. Com voz bonita e interpretação convincente foi convidado a se apresentar no programa "A Juventude se revela" que acontecia nos intervalos das matinês Do Comercial Clube e que era o grande atrativo para a juventude da terra dos monólitos, naquele momento. Zé Maria Libório, um dos apresentadores, chegou a afirmar que seria errado deixar um talento como o de Adailton fora da vida cultural da cidade. Mesmo já enfrentando um grande problema na visão, o jovem fez sua apresentação, obtendo nota máxima e conquistando o público. Na ocasião, interpretou a canção "Minha Madrinha" do saudoso cantor Paulo Sérgio. Desde então, passou a ser o principal convidado do programa e ganhando admiradores em toda a cidade. Mas para que a tão sonhada carreira de cantor pudesse decolar, se fazia necessário alguém que fizesse o papel de empresário. E foi   apareceu o agitador cultural,o já famoso Zé Pereira, que passou a cuidar da vida artística de Adailton Menezes(o nome artístico Adailton Quixadá só seria adotado a partir dos anos 90). Pereira cuidou logo de criar um fã clube e convidou jovens para acompanhar as apresentações do "Roberto Carlos quixadaense" como ficou conhecido, durante algum tempo. O fã clube se reunia, preparava faixas, providenciava fotos para distribuir com os admiradores e acompanhava o jovem astro em todas as apresentações. Foi Pereira o responsável pela apresentação de Adailton nos programas de auditório da televisão cearense como "Porque Hoje é Sábado", apresentado por Gonzaga Vasconcelos; "Show do Mercantil" com Augusto Borges e, tempos depois, nas concorridas atrações de Irapuan Lima. O esperto Pereira conseguia convencer o pessoal da televisão a abrir espaço para o novo ídolo quixadaense. Adailton, Pereira e outros quixadaenses, viajavam até Fortaleza em uma das "Kombis" do senhor José Matias. O inesquecível Carmélio era, neste tempo, motorista de táxi em Fortaleza e ,então, cuidava da locomoção dos quixadaenses que precisavam se deslocar na capital. O jovem intérprete também venceu um campeonato de música promovido pelo jornalista Félix e assim, continuou a se apresentar na capital cearense.  Naqueles poéticos anos 70, cantar na televisão era a consagração. E, quando do retorno a terra dos monólitos, uma multidão aguardava ansiosa a chegada do astro. E aí, desfile pela cidade nos carros(massa, na época!), Corcel, Fusca, Opala, Puma, Variante e na carroceria de uma pick-up, Adailton, acenando para as pessoas e, como não poderia deixar de ser, arranjando namoradas. Mas este tempo de sonho, de ilusões foi passando e começou a carreira profissional ao ser convidado pelo maestro Dudu Viana para integrar o já famoso grupo musical "Os Monólitos" em substituição ao Marcelo que iria começar a trabalhar em outro estado. Adailton participou da gravação do compacto de "Os Monólitos" e é o autor da bonita canção "Segue o Teu Caminho". Com o encerramento das atividades do famoso grupo, foi convidado a integrar a "Black Banda", porém, por apenas 3 meses. Formou então com Zé Raimundo, beto, Vandernilson e outros amigos o "Voo Livre" que teve duração de 9 anos e tendo se apresentado em muitas cidades nordestinas. Também integrou a "Banda Azul" que realizou carnavais memoráveis. Em meados dos anos 90, foi criado um trio que se tornaria muito popular na cidade, sendo requisitado para muitas apresentações e chegando a fazer sucesso até fora do estado. Foi o "EMOSON" que não sai da memória dos quixadaenses. Hoje, Adailton Quixadá canta só em algumas situações como em aniversários, casamentos e quando convidado por amigos músicos. É bastante grato a José Pereira, Dudu Viana e a todos os seus colegas incentivadores na carreira que tanto amou e ama. Lembra emocionado que os pais Antônio Gomes Saldanha(foi comerciante no velho mercado) e Maria Valdelice sempre o apoiaram. Recebeu o carinho dos irmãos Ademar, Adenilson, Aldízia, Arnaldo, Afonso e Aurilene. Num momento de saudade e também de descontração afirma (risos): "Já fui o Roberto Carlos Quixadaense!". Com certeza, Adailton Menezes Saldanha é um dos talentos musicais mais queridos da bela Quixadá. Somos todos seus fãs!
Nos primeiros momentos no grupo "Os Monólitos"





Era uma doce juventude

Adailton com o maestro Dudu Viana e amigos

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

<>ANTONIO PINHEIRO: A ALEGRIA E O AMOR EM PRIMEIRO LUGAR

Com o neto Iago e a filha Iraci


Ficar perto dos familiares era sua maior alegria
<> A Lanchonete Quixadá, localizada na praça José Linhares da Páscoa(antiga Dr. Revi) no centro da cidade  firmou-se como um destacado ponto comercial, especializado em lanches de todos os tipos e frequentado por pessoas de todas as idades. Este espaço também nos apresenta imorredouras lembranças de um homem que cumpriu, honrosamente, a missão que Deus lhe confiou na terra. Antônio Pinheiro foi exemplo de pai amoroso, amigo leal, esposo dedicado, sempre humilde mas, em especial, uma pessoa sempre alegre, dividindo os bons momentos com os inúmeros amigos que possuía.  As pessoas da cidade e que vinham da zona rural ali se dirigiam não apenas para o lanche mas para escutar as histórias e estórias contadas de um jeito muito especial por Antônio Pinheiro de Oliveira. Gabava-se de ter começado a trabalhar muito cedo, por volta dos 12 anos. Com os olhos em festa, lembrava que subia muitas serras para ir a um samba(naqueles anos o forró era chamado assim). Risos e muita alegria ao contar das namoradas que arranjou no sítio Merejo e em outros locais de Doutor Severiano(município que foi distrito de São Miguel, RN), onde nasceu em 17.12.1920. A escritora e neta de Antônio,Glícia Rodrigues Pinheiro, conta no livro publicado sobre o avô que ele era um símbolo da alegria conquistando amigos por onde passou. O irmão Expedito, proprietário das lojas Leblon, foi o responsável pela sua vinda para a terra dos monólitos nos primeiros anos da década de 60 do século passado. Como veio disposto a trabalhar e bancar o estudo dos filhos, logo conquistou seu lugar no comércio quixadaense. Passando a administrar a Lanchonete Quixadá transformou-a num dos espaços de maior movimento da bela cidade. Ao lado dos filhos Alberto e Edival fez da lanchonete um local quase sagrado pois gente vindo de todo lugar ali lanchava e sem esquecer que o proprietário também era uma atração pela alegria sempre presente, fosse a qualquer hora do dia. Exemplo desta saudade é o que nos revelou o aposentado Antônio José, frequentador do local. Segundo ele, ia lá todos os dias para ouvir as coisas engraçadas contadas pelo amigo Antônio. Ele foi um símbolo de uma vida feliz, fez questão de enfatizar. Quando esteve internado em Fortaleza, a forma como encarou o tratamento, emocionou a todos, pois o sorriso jamais deixou de estar presente e o brilho nos olhos mostrava o grande amor que sentia por todos.  Aos profissionais da medicina e a família se expressou desta forma: "Meu sofrimento não é nada comparado ao de Jesus". Naqueles dias no hospital, a lembrança de filhos e netos estava sempre em seu doce coração. Devotava grande carinho aos netos e ao segurar as suas mãozinhas afirmava que elas eram pequenininhas, mas muito poderosas para lhe dar carinho e força no enfrentamento de momentos difíceis da vida. Antônio sempre foi muito grato a um jovem conhecido como Baixinho que lhe fez companhia nos momentos cruciais. Este moço contava com a confiança de toda a família e queria um imenso bem aquele amigo que em certos momentos parecia exercer a função de um pai. Segundo Iraci, a filha mais jovem, o pai sempre procurou fazer o melhor pelos filhos e netos acompanhando nosso  crescimento, vigiando nossas necessidades. Ele pedia sempre a Deus para iluminar nossas escolhas, nossas decisões e sempre teve uma preocupação com o nosso estudo mesmo não tendo a oportunidade de se dedicar as letras. Os filhos Gracinha, o médico Francisco Pinheiro, Alberto, Edival e Iraci sempre acompanharam ,com muita preocupação a saúde de Antônio  Pinheiro pois sabiam que ele era o norte da família com suas orientações, às vezes ,de forma contundente mas, sempre a apontar o melhor caminho a seguir. Sempre falava com muita saudade do primeiro filho, o Manoel Dantas, falecido  com 20 e poucos anos. Enaltecia a virtude de todos, filhos e netos, vibrando com as conquistas e os consolando nas perdas. Antônio sofreu muito com a morte de sua querida Socorro, ocorrida no ano de 1996. Eles se casaram em 17.02.1954, união que durou exatos 42 anos. Fortalecido com a fé que sempre esteve presente e o conforto oriundo de filhos e netos conseguiu prosseguir na sua estrada, mas sem jamais esquecer do seu anjo da guarda. Lembrava, às vezes acompanhado de uma bela gargalhada, ser muito namorador na juventude, participando dos forrós e gabando-se ser um pé de ouro, mas terminando com tudo isso pois  casar com uma mulher extraordinária, tal qual aquela, foi um grande privilégio dado pelo criador. Apesar dos esforços de médicos e da grande dedicação de toda a família, o querido Antônio Pinheiro foi chamado por Deus para outras missões em 07.08.2007. Deixou entre familiares e amigos uma imorredoura saudade e a imagem de uma pessoa alegre e que sempre amou a todos até seu coração deixar de pulsar. Nós, teus amigos e  família, jamais te esqueceremos!


Com o irmão Expedito


Na comemoração dos 80 anos sempre cercado do carinho da família


Festa pelos 80 anos

Para Antônio, a fé tinha um significado todo especial

Alegria em família