sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A IMAGEM E O FATO-ESPETÁCULO DAS SANGRIAS DO AÇUDE DO CEDRO


<>Os quixadaenses com menos idade, ainda não tiveram o privilégio de assistir uma das sangrias do belo açude do Cedro. Elas aconteceram nos anos de 1924, 1925, 1974, 1975, 1986 e 1989. Que maravilha presenciar este belo espetáculo! Quando virá a acontecer novamente?
-Nas imagens sangrias de 1986 e 1989(século passado)
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"RETALHOS DA HISTÓRIA DE QUIXADÁ" E 'RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DE QUIXADÁ" - DOIS LIVROS PARA CONHECER A TERRA DOS MONÓLITOS


imagem de capa do artista plástico Waldizar Viana

Paixão pela nossa história

               <> O forte apego de João Eudes Costa a cidade natal vem de muitos anos. Antes da publicação de seu primeiro livro "Retalhos da História de Quixadá",atuou, durante muitos anos como correspondente dos principais jornais do estado, inclusive "O Povo", sempre divulgando o valor artístico e cultural de dos filhos da terra dos monólitos. Minucioso na descrição da cidade, o autor registrou, com maestria,  as benfeitorias deixadas pelo locais e por aqueles que, vindos de longe, conquistaram o direito de ser quixadaense pela valiosa colaboração ao nosso desenvolvimento.  O memorialista contabiliza, portanto, já muitos anos de dedicação, quase que exclusiva, no acompanhamento de nossa bela história. O segundo livro de caráter histórico, "RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DE QUIXADÁ", apresenta um maravilhoso e empolgante estudo daqueles que foram construtores de nossa história.  Eudes mergulhou fundo, durante anos à fio, pesquisando nos arquivos da Câmara Municipal, Prefeitura, Diocese e na consulta interminável junto as famílias dos biografados que nem sempre colaboraram. Como o memorialista sempre destaca em suas palestras, um livro é feito à várias mãos. Sendo assim, foi importante o trabalho de revisão realizado pelos professores Angela Borges e Eduardo Bananeira. A capa, um dos pontes fortes do livro, é de autoria do artista plástico quixadaense Waldizar Viana. Foi importante a arte gráfica da "Emofilmes  Digital" e por fim, a editoração eletrônica de Egberto Nogueira. Este trabalho de formiguinha apenas comprovou que, todos, em uníssono, se dedicaram a preservação  e divulgação da encantadora Quixadá.  "RETALHOS DA HISTÓRIA DE QUIXADÁ" e "RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DE QUIXADÁ" são ferramentas indispensáveis para aqueles que se dedicam ao estudo da terra dos monólitos. Obrigado Mestre Eudes por tanto amor, tanta dedicação em divulgar a cidade  que vivemos e amamos.
-Nota do autor do texto: Os livros podem ser encontrados na banca do Milton na praça José de Barros em Quixadá.
-Telefone do autor: (88) 3412-0723

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE(2)- QUIXADÁ FUTEBOL CLUBE(1978)<>



<>O Quixadá Futebol Clube, canarinho do sertão, foi fundado em 27.10.1965. Assegurou o acesso a divisão especial do campeonato cearense ao sagrar-se campeão da segunda divisão em 1967. No certame de 2015 ficou em quinto lugar. A equipe canarinha fará sua estréia no campeonato de 2016, em local ainda indefinido, tendo como adversário o Guarani de Sobral. Em 1978, ficou em oitavo lugar. Confira o time base daquele ano. Pela ordem:Zé Antônio, Carlão, Helano, Tomé, Zé de Barros, Cesar, Manuelzinho, Vicente, Massangana, Nenen Mossoró e Doca.
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NAS ONDAS DO RÁDIO-MONT'ALVERNE BARRETO FOI UM RADIALISTA QUE CONQUISTOU O CORAÇÃO DOS OUVINTES

O radio foi a grande paixão de Mont'Alverne Barreto
                              <>Ele é merecedor de ser lembrado pelos apaixonados ouvintes de rádio. Sua voz levava emoções, romantismo e cultura no tempo da chamada fase de ouro do rádio na terra dos monólitos. Mont!Alverne Barreto fez parte da primeira equipe de locutores da pioneira Uirapuru(depois Monólitos). Foi apresentando programas musicais que obteve destaque conquistando um público fiel.  Naqueles anos 80,90, século passado, os ouvintes ligavam pedindo determinada música para gravar, muito diferente dos dias atuais onde se recorre ao recurso de baixar. E ele atendia a todos com muito carinho. Quantos quixadaenses não trabalharam, viajaram, namoraram e até casaram ouvindo as canções que tocavam no programa do querido comunicador? O eterno ouvinte de rádio Gilberto Pereira acompanhava todos os programas apresentados por Mont"Alverne e lembra de um detalhe muito interessante: Ao anunciar o número musical, o popular locutor transformava em verbos os substantivos, ou seja, os nomes dos cantores em uma coisa em movimento. Por Exemplo, ele não chamava Roberta Miranda e sim"Vamos Mirandar!". Segundo o comentarista político, radialista Alexandre Magno, apesar da simplicidade dos seus programas, era detentor de uma grande cultura e conhecia com grande domínio a história do importante veículo de comunicação. Acompanhava com grande interesse programas radiofônicos de outros países, mantendo intensa correspondência com estas emissoras. Amante da fotografia, afirmava que o açude do Cedro foi umas das grandes obras do arquiteto do universo. Um gravador de fitas cassete era o companheiro inseparável gravando tudo o que lhe despertava interesse. Sabe-se que gravava missas e outras celebrações da igreja. Paralela a sua atividade no radio, Alverne trabalhou, durante muitos anos, no setor educacional da cidade. Primeiro, no "CREDE" e, Por muitos anos, pertenceu aos quadros do grupo Adolfo Siqueira. Era muito querido pelos colegas de trabalho, Antonina, Gracinha, Neíldes, Regina Amorim, Eridan, Jaime, Alice, Didi, Gercina, dentre outros. Filho do casal Percílio Barreto e Francisca Bezerra, sempre teve o carinho dos irmãos José Barreto, Maria Lucina, Osmarina, Leucina, Carmésio, Teresinha, Rita de Cássia(poetisa) e Nereu. O seu companheiro inseparável era um rádio e, onde quer que fosse, levava-o consigo.  Mont'Alverne morreu em 16.08.2006, deixando triste os amigos, familiares e, em especial, os ouvintes de seus inesquecíveis programas. Fica para todos nós a lembrança de uma luz que jamais se apagará. Obrigado Deus por tornar possível expressar o nosso carinho e saudade de um quixadaense que aprendemos a gostar.
Radialista era detentor de uma grande cultura

No estúdio com Candinho, Viana Vieira, Jonas Sousa, Chico Viana 

Em foto dos anos 80 com o amigo Evanilton

Sendo entrevistado por Sinval Carlos durante a construção do prédio da Rádio Uirapuru

O seu companheiro inseparável era um gravador
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A IMAGEM E O FATO

<>Dom Joaquim Rufino do Rego foi o primeiro bispo da terra dos monólitos tomando posse da Diocese na data de sua instalação em 20.08.1971, século passado. Esteve entre nós durante 15 anos, exatamente até 12.04.1986. Além de um incansável trabalho de evangelização, marcou sua presença entre nós pela simplicidade, pela proximidade com as pessoas do povo, não importando classe social, religião. Sempre era visto conversando com populares nas ruas de Quixadá. Mesmo quando foi eleito para a Diocese de Parnaíba continuou mantendo contato com o grande número de amigos e admiradores que aqui deixou. Sempre voltou e fazia questão de ficar hospedado na casa dos amigos. Dom Rufino faleceu em 10.08.2013. Nesta foto, dos primeiro anos da década, vemos as senhoras Remédios, Maria Hemetério, Irismar(dó), Selma e Dom Rufino. Era recepcionado com um número musical religioso pelos componentes do coral. Vale ressaltar que Dom Rufino gostava muito do coral que se apresentava nas missas. Temos muitas saudades dele!                                                                              ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE(1)- BANGU BRILHOU NO FUTEBOL QUIXADAENSE


<>O Bangu Esporte Clube de Quixadá marcou época no futebol da terra dos monólitos. 2 de fevereiro de 1952, século passado,  é a data de sua fundação. Antes, chamava-se Santa Cruz, mas mudou o nome para Bangu. O querido e tradicional Bangu do Rio de Janeiro foi o único que atendeu o pedido feito por João Eudes Costa enviando material esportivo. A partir daí, se apresentava com a mesma camisa do time original.  O jogo inaugural aconteceu em 19.02.1952,  quando a equipe quixadaense enfrentou e venceu o juvenil do Ceara Sporting pelo placar de "3 X 2". Esta rara imagem é do ano de 1960. Pela ordem: Dedé, Tião da Baladeira, Tadeu Costa, Estrampão, Santos, Dote, Fransquinho Tavares, Nivaldo, Adão, Silva, Macaúba, Mafia e Pneu Fino.
Foto: Cortesia de Tadeu Costa

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE: APOLINÁRIO- O CRAQUE SÍMBOLO DA RAÇA QUE BRILHOU NA SELEÇÃO QUIXADAENSE







Apolinário chegou a trabalhar no mosteiro da Serra do estevão
No  Fortalezinha de Morada Nova. Apolinário é o último(de boné) 
 <>Numa bela manhã de domingo, ano de 1961, século passado, chamou a atenção dos frequentadores do movimentado abrigo central, localizado em Fortaleza, o grande número de carros com placas das cidades de Quixadá e Sobral. Jipes, fuscas, Aero Willis, rural, Vemags, dentre outros,   podiam ser vistos estacionados por toda a Praça do Ferreira. A razão da presença dessas pessoas se devia ao fato de que, naquela tarde, aconteceria a semifinal do torneio intermunicipal de futebol entre a seleção da terra dos monólitos e a poderosa equipe da chamada Princesa do Norte. Enquanto merendavam no famoso ponto do Pedão da bananada, torcedores de ambas as cidades, falavam das qualidades de seus times. Os craques da nossa seleção também fizeram seus lanches, naquele local, e alguns foram reconhecidos pelos torcedores sobralenses, como por exemplo, o zagueiro Apolinário, conhecido pela marcação implacável que exercia sobre os atacantes e chamado de "Xerifão" pela torcida. O craque daquele torneio e artilheiro, o Cabeção, era o orgulho da torcida de Sobral. Ao se depararem com Apolinário, fizeram xingamentos e falavam desta forma:"É este velho que irá marcar o Cabeção? Quixadá tá é ferrado!". Apolinário nem conseguiu tomar sua bananada sossegado, mas preferiu ficar em silêncio. Na hora do jogo, no velho estádio Presidente Vargas, as coisas não aconteceram como os sobralenses imaginavam. Apolinário não era um jogador de muitos recursos técnicos, mas não brincava em serviço e, logo nos primeiros minutos do jogo, deu um chega prá lá no artilheiro Cabeção que foi cair já fora do gramado. Pronto! Acabou-se o artilheiro de Sobral, naquele jogo, não tendo coragem nem mais de passar do meio campo. Com muita raça, a seleção quixadaense acabou vencendo pelo placar de "2 X 1", surpreendendo a crônica cearense e Apolinário, ao lado de João Eudes e Zé Leônidas, os melhores em campo. Outros que se destacaram, nesta partida memorável, foram Mafia(melhor goleiro do torneio), Mecânico, Luis Pedro, João Ribeiro, Arara, Carneirinho, Facó, todos bem orientados pelo treinador Vicente Trajano. A euforia tomou conta de jogadores, da torcida e o médico da delegação, Rui Amora Maia, não resistindo à tamanha emoção, teve fulminante enfarto, entristecendo a todos. A seleção da terra da galinha choca depois de tirar do torneio o favorito selecionado sobralense chegou a final, tendo como adversário a cidade de Cedro. Segundo João Eudes Costa, um dos destaques da equipe, o adversário foi a campo com um time profissional, tendo por base, o Campinense, enquanto nossa seleção era formada por amadores. Empatamos o jogo, mas perdemos no desempate por "2 X 1". José Rodrigues do Nascimento, seu verdadeiro nome, veio de Morada Nova para defender o Comercial, uma das principais equipes do futebol quixadaense no ano de 1953, atendendo a convite de José Abílio.  Jogou ao lado de Narciso, ferreirinha, Carneirinho, Zé Leônidas. Apesar da rivalidade com o Bangu, Apolinário era amigo de todos os atletas das equipes adversárias. Naqueles anos 50, 60, o Comercial dividia com o Bangu as preferencias do torcedor quixadaense e a raça, a dedicação e as atuações convincentes de Apolinário conquistava os corações dos torcedores. Apolinário nunca esqueceu o fato do filósofo popular quixadaense, o Zé Laranjeiras, afirmar que ele foi o único jogador a marcar seu filho, o consagrado artilheiro Pacoty que brilhou em grandes clubes brasileiros. Após encerrar suas atividades nos clubes e na seleção quixadaense,  passou a se dedicar ao trabalho na construção civil sendo requisitado para realizar diversas atividades. Sempre afirmou que o futebol lhe deu muito pouco e, naquele tempo, se jogava mais por amor. Por causa da idade e da saúde, parou também de trabalhar e encontrou na senhora Rosa, companheira de muitos anos, a amizade certa nas horas incertas. Longe da torcida que o aplaudia e dos companheiros do futebol, Apolinário faleceu em 2006, deixando tristes a família e aqueles que o viram brilhar nos gramados cearenses. Foi jogar futebol no céu junto à Mafia, Zé Leônidas, Popó, Nivaldo, João Eudes Preto, Medeiros,  dentre outros. O futebol quixadaense sempre foi rico no quesito "emoções" revelando craques que conquistaram  espaços em grandes centros. Precisamos manter viva a memória do futebol da terra dos monólitos, pois somente  assim conheceremos belas histórias como a do zagueiro que foi símbolo do amor à camisa da seleção quixadaense.
O futebol não lhe deu uma boa qualidade de vida

Apolinário era apaixonado pelos netinhos 

Como treinador do Fortalezinha 

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