segunda-feira, 11 de julho de 2016

<>PADRE CLINEU- A DISCIPLINA EM PRIMEIRO LUGAR

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Padre Clineu-a disciplina em primeiro lugar
<><><><><><><>O padre Francisco Clineu Ferreira ocupa um lugar de destaque na história da educação dos filhos da terra dos monólitos. O religioso, a partir de 1954, com indiscutível competência, passou a dirigir o Ginásio Valdemar Alcântara, mais uma das benfeitorias de Monsenhor Luis Braga Rocha que, sempre se empenhou em dotar Quixadá de uma educação de qualidade, com o objetivo de acompanhar o novo momento no estado e em todo o país. Segundo relato do historiador João Eudes Costa,  não foi nada fácil a volta de padre Clineu para sua cidade natal, pois, naquele momento, ele respondia pela paróquia de Pedra Branca e somente graças ao prestígio pessoal do Monsenhor, Dom Antônio de Almeida Lustosa, arcebispo de fortaleza, acabou permitindo a sua transferência  para assumir a direção daquele espaço educacional, chamado , carinhosamente, de "colégio do padre", ainda nos dias atuais. Vale destacar que antes de ser pároco em Pedra Branca, esteve à serviço das paróquias de Aquiraz, Boa Viagem e São Gonçalo do Amarante. Detentor de uma reconhecida formação intelectual, tanto administrava como ensinava. No entanto, não há como negar que foi no aspecto disciplinar que o padre deixou sua marca. Sempre recomendava aos alunos que se dedicassem mais aos estudos pois sómente assim,conquistariam vitórias no campo cultural e no mercado de trabalho. Suas repreensões ao mau comportamento de alguns alunos, ainda hoje são lembradas por ex alunos como, por exemplo, Tadeu Costa que assegura ter sido este educador um incentivador para as conquistas dos alunos, muito embora seus métodos , certamente, não seriam seguidos nos dias de hoje. À sua maneira, ele mantinha os jovens atento as lições da sala de aula e disciplinados. Profissionais das mais diversas categorias, são unânimes em afirmar a influência daquele educador no modelar de suas personalidades e condições de enfrentar as batalhas da vida. Antes do início das aulas, incentivava a todos para se dedicarem aos estudos, pois seguindo este caminho atingiriam seus objetivo na vida adulta. Se reportava sobre a importância da saúde, do respeito aos pais e professores e, em especial, uma vida dedicada aos ensinamentos da igreja católica. Falava do amor à pátria e assim, os alunos sabiam cantar o Hino Nacional Brasileiro e outros que exaltam a nossa grandeza como nação. Incentivava os alunos a participar, com bastante intensidade, das datas cívicas. Até mesmo na celebração de suas missas, sempre recomendava aos pais uma atenção especial para com o estudo dos filhos e afirmava que "É impossível o crescimento de um povo sem a educação".  O acompanhamento que o padre realizava junto aos alunos, não se limitava somente ao espaço escolar. No seu jipe, com a sua indumentária sacerdotal,batina de cor preta, circulava pela praça José de Barros, com certeza, para repreender  alguns de seus pupilos que prestavam atenção naquelas lindas normalistas do Sagrado Coração de Jesus. É pouco divulgado, mas sabe-se que conseguiu junto ao poder público e outras entidades, bolsas de estudos para alunos das famílias menos abastadas. Segundo o professor René Barbosa, o padre assim agia porque tinha consciência de que a educação é o mais poderoso instrumento de cidadania e progresso.

Professor René-Padre Clineu deve ser lembrado pelos quixadaenses
Padre Clineu com companheiros da igreja(último à direita}
Espaço interior do colégio do padre em tempos passados
<><><><><><> Padre Clineu já dispunha de bagagem na gestão educacional pois, foi professor e vice-diretor do Colégio Arquidiocesano Castelo Branco, onde mostrou sua inegável competência e espírito empreendedor. Lembra o biógrafo que o padre já realizava reuniões entre pais e mestres, portanto, se antecipando a uma prática pedagógica, bem presente no ensino atual. Quase que, diariamente, conversava com os professores e funcionários da escola pois, na sua visão educadora, trabalho em equipe resulta em grandes resultados.  Padre Francisco Clineu Ferreira(nascido em Quixadá, 15/12/1918) dirigiu o seu querido Ginásio Valdemar Alcântara até 1970. Foi chamado por Deus para outras missões, no ano de 1971, ano da instalação da Diocese de Quixadá. Além de educador, teve um papel preponderante na divulgação da fé religiosa na terra dos monólitos.  Sabemos que a educação é laica, isto é, não religiosa, mas tal realidade não nos impede de enaltecer a enorme contribuição dada a nossa cultura pelo padre Francisco Clineu Ferreira. Sem nenhuma sombra de dúvida elefoi um dos construtores de Quixadá.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

UM CANTO DE PAZ PARA A BELA QUIXADÁ

Quixadaenses sonham com a paz
<>Queremos fazer nossas caminhadas  nas tuas praças, Quixadá querido, à tardinha, nos deliciando com a sinfonia de pardais, regida pelas batidas dos sinos de Jesus, Maria e José. Nas doces manhãs, como nos tempos de infância, ir até o açude do Cedro e bem acompanhado de pessoas ricas e pobres, todas, andando a pé, sem nenhum medo, sentindo o aroma vindo de dentro dos quintais das casas bem próximas a estrada de acesso. Cada pessoa que cruzar nosso caminho é como se fosse um antigo conhecido e o respeito de um para com outro deverá ter um valor enorme. Nas tuas noites, cidade amada,  queremos gastar nossa vida de aposentados e novamente frequentar os bancos de tuas praças cercado de velhos e preciosos amigos e juntos lembrar daquela paz e grande alegria ao ouvir as apaixonadas canções vindas da radiadora do Mestre Adolfo quando oferecíamos música para à namorada que ainda estava para chegar.  Absorver um pouco da energia das crianças e adolescentes fazendo da vida um eterno canto de amor ao se deliciarem com os alegres bate papos nos modernos equipamentos de comunicação. Olhando-os nos transportamos ao tempo em que na praça José de Barros nos sentíamos  verdadeiros campeões nas disputas pelas meninas mais  bonitas do lugar. Tudo num clima de uma paz que parecia infinita. Talvez,  naquele momento, visitávamos o céu sem ninguém a nos incomodar, a estragar nossa contagiante alegria. Parecia que todos eram de uma mesma família. Temos uma vontade enorme de, novamente, depois da missa, celebrada na Catedral ficar na praça José Linhares da Páscoa(antiga Dr. Revy), jogando conversa fora com os amigos e fazer promessas de amor para jovens em flor. Nós, os rapazes, vibrávamos com as missas celebradas pelo santo Padre Bezerra, pois elas  tinham pouca duração. Ora, queríamos era estar na companhia dos amigos e das tão sonhadas princesas quixadaenses. Para tornar nossa vida mais doce íamos a sorveteria do Nivaldo saborear um gostoso picolé preparado pelo Almir e entregue em nossas mãos pelo simpático Geraldo.Como era bonita a vida naquele Quixadá que já não existe mais! Que cidade bela, cheia de tanta paz, tão pequena ,ainda, mas onde a vida explodia de tantas alegrias, de sonhos, emoções, ternuras, linda paz, pessoas com coração de criança. Gostaríamos de voltar a frequentar os bancos escolares, ir para a Faculdade, sem medo algum. Como eram felizes os tempos do Colégio Estadual quando discutíamos Chacal, Torquato Neto, Janis Joplin e Beatles  com pessoas da mesma idade. Além dos livros portávamos uma velha radiola "Philips" e ,depois das aulas, íamos promover seresta para as mais lindas meninas da nossa rua. Nunca, em momento algum, alguém se apossou de nossas coisas e perturbou nossos momentos de gozo juvenil. Sem nenhum temor ficávamos até tarde da noite, só chegando em casa na hora em que os galos começavam a exibir seus cantos com poses de cantores de ópera. Nossos pais nos esperavam com preocupação, mas sabiam que voltávamos. Hoje, eles têm essa certeza?  Novamente, queremos vibrar com as jogadas do nosso Quixadá futebol Clube, ir ao "Abilhão" sem nenhum temor,  acompanhado dos filhos, amigos e como em anos já idos, vibrar à cada gol do canarinho, tal qual nos tempos de Zé Leônidas(nosso Pelé), admirar o futebol clássico de Everton Ribeiro, aplaudir as defesas do goleiro Mafia, chorar de alegria com os golaços de Perpétuo e bater palmas à raça do zagueiro Vagalume. Que vontade de curtir a noite quixadaense, nos alimentar de felicidade ao participar das serestas e sonhar ouvindo a voz do seresteiro Ronaldo Miguez, nos deliciar com o som que vinha dos teclados do Evandro.  Nos divertir, dançar ao som de "Os Monólitos" comandado pela fera Dudu Viana ou dançar coladinho ao som de "Os Dragões". Usar nossa roupa mais bonita(tanto tempo guardada) e nos sentir garotões da moda vibrando com o rítmo eletrizante da "Black Banda". Ligar o rádio e ouvir programas jornalísticos divulgando boas notícias e não o ódio entre irmãos como nos tempos da "Rádio Uirapuru" quando não era divulgada uma notícia sequer de algum fato relacionado a violência. Depois do "jornal do Jonas, íamos nos deleitar com as canções bregas do programa do Sinval Carlos. Era ou não um belo Quixadá? Temos vontade de colocar a cadeira na calçada, em especial, na  poética rua do prado(Tenente Cravo), juntar amigos e ficar contemplando a deusa das serenatas(lua bonita) como acontecia há alguns anos atrás. Com certeza,  ouvir as estórias que eram contadas por Zé Laranjeiras, Capacidade, Dodinha, Inacinha, Vicente Padeiro. Ficarmos bem felizes ao ouvir o cavaquinho de Mário Bertoldo e as mensagens musicais dos alto falantes de Zé dos Santos.Dar gostosas gargalhadas ao ouvir as mensagens musicais colocadas pelo Raimundo Padeiro que mandava tocar a música de Luiz Wanderley "O Boi da Caajrana" para gozar aqueles que não torciam pelo seu Ceará. Algumas vezes, deixando a seriedade de lado e tomando uns poucos traguinhos no bar do Apulco que colocava na velha vitrola apaixonadas canções de Nelson Gonçalves. E ninguém incomodava ou tirava a nossa paz! Como gostaríamos de participar das festas joaninas da nossa cidade, sem medo algum de uma possível violência. Vibrar de alegria, tal qual acontecia na marcação das quadrilhas por Zé Pereira. Como era gostoso o seu francês de mentirinha! No período do carnaval, queríamos sair por aí cantando "Mamãe, eu quero mamar!" e sem ter hora para voltar ao lar.  Assistir filmes nos modernos cinemas da cidade como nos tempos do "Cine Yara", quando depois da exibição dos filmes continuávamos a rir com as peraltices de Oscarito,Zé Trindade e Grande otelo. Nós, os rapazes, à noite, sonhávamos com as pernas da Jane do Tarzan. Será que os bons tempos  de paz não voltarão  a fazer parte da vida dos quixadaenses? Queremos caminhar por todos os distritos desta terra e como no sertão de antigamente pedir a volta da asa branca. Queremos passear e fazer compras no velho mercado. Ouvir estórias e comprar verdura como se o bom Luquinha lá estivesse e pegar  baita de um queijo na bodega do Amadeu. Para nós, não há dúvidas, é a cidade mais linda que nossos olhos já viram! Não há outra no mundo mais bela! Apesar da  paz perdida(Não é por todo o sempre), é aqui que queremos criar nossos filhos, vê-los crescer, pisar firme, enaltecer a vida, dá exemplos de bondade, de solidariedade, promoverem a paz. Só assim, veremos surgir na abençoada terra dos monólitos um novo tempo de conquistas, onde todos vivam em permanente e fraterna convivência. É possível sonhar com este novo Quixadá? É claro que sim!  E se sonharmos juntos, acreditar juntos, bem melhor ainda! As nossas preces já chegaram até Deus pai  pelos nossos irmãos que, hoje, gozam de sua  companhia. Eles, assim como nós nos amam e também desejam uma cidade onde todos convivam como irmãos, filhos de um mesmo pai amoroso. Que Jesus, Maria e José abençoem os filhos desta terra, os que estão aqui e na pátria celestial. 
Não há cidade mais bela no mundo



terça-feira, 5 de julho de 2016

ODILON DAS "LOJAS PADRE CÍCERO CONHECE SILVINHO, O SEU ÍDOLO NA JUVENTUDE.





<>Há poucos dias, o Senhor Odilon, diretor-presidente das organizações "Padre Cícero", esteve em Petrópolis, município do interior do Rio de Janeiro, o maior da região serrana, e fez questão de visitar um dos ídolos de sua juventude, no caso, o cantor romantico, Silvinho, conhecido como o "Rei do bolero". Silvinho fez muito sucesso com "Quem é", "Amor Ingrato" e outros êxitos musicais. Hoje, aos 85 anos de idade, continua se apresentando em diversas cidades brasileiras. Quem sabe, em breve, não venha fazer uma apresentação em Quixadá.

domingo, 3 de julho de 2016

<>A IMAGEM E O FATO<>PAI DO POPULAR RADIALISTA QUIXADAENSE, AUDÍLIO MOURA, BRILHOU NOS GRAMADOS DO NORDESTE

Audílio afirma que seu pai conquistou a torcida cearense nos anos 60
<>O pai do popular radialista quixadaense, Audílio Moura,o craque Aldir,  brilhou nos gramados do Nordeste defendendo grandes equipes como, por exemplo, Ceará e Fortaleza. Por ser especialista em marcar gols de cabeça, ficou conhecido como o "cabecinha de ouro". Ele é o último dos craques agachados. Este time do Fortaleza é de l964. Pela ordem: Mesquita, Baiano, Zé Paulo, Benedito, Genival, Carneiro, Birungueta, João Carlos, Paraíba, Zé Raimundo e Aldir. Em breve, contaremos a trajetória deste craque cearense.
-Imagem retirada da internet

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A SAUDADE QUE FICOU: EVERTON LOPES- QUIXADAENSES SENTEM SAUDADES DO RADIALISTA E AMIGO

Mazé, Everardo, Das Chagas e Everton Lopes
Das Chagas, Everton Manuel Agostinho e Everardo
Lício e pequeninos
Lício-o filho querido de todas as horas
Everton atuando como comentarista esportivo
Família-a maior alegria
<>Vovó, sonhei com meu vovô, ontem à noite! Ele me disse que  ia ser o dono desta casa bonita e de tudo que tem nela! E agora, quem me levará para minhas brincadeiras que gosto tanto? Ele volta, não volta, vovó? Foram estas palavras saídas do coraçãozinho de Everton Neto, 8 anos de idade, no dia seguinte ao sepultamento do seu querido avô, Everton Lopes,  radialista de muitos talentos e pessoa estimadíssima na terra dos monólitos. No dia 4 de junho, a família comunicou o seu falecimento e a notícia motivou preces, lágrimas e muita tristeza. Não deixou só saudades, mas exemplos de caráter, honestidade, bondade e, mais que tudo, um grande respeito para com todas as pessoas da cidade, morassem em ricas casas ou à luz de lamparinas ou velas. Conquistou o respeito e o carinho dos ouvintes de rádio pelas seus comentários abalizados, fosse na área esportiva ou política, sempre optando por não esconder a verdade dos fatos. Atuou na área educacional, se destacando como um funcionário dedicado nas escolas em que trabalhou. Dedicou muitos anos de sua vida ao Colégio Estadual, espaço que amava desde os tempos de aluno e onde fez grandes amigos ,como por exemplo, o professor Will Holanda. Nos últimos anos, integrou a equipe do Colégio Gonzaga Mota, bairro São João, próximo a sua residência. Durante muitos anos, esteve ocupado com uma de suas grandes paixões, o futebol, tendo organizado várias competições, treinando equipes de sucessos, a exemplo do Cruzeiro que chegou a brilhar ,intensamente,  no futebol local. Nos intervalos das atividades que exercia, gostava de falar das travessuras dos netos. Lembrava  e, sempre com muita ternura, do nascimento e crescimento dos queridos filhos, Jaqueline e Lício. Falava de suas conquistas e do profundo respeito que eles sempre tiveram com os mais idosos e o grande esforço no estudo e no trabalho que ambos executam.Completamente apaixonado pelos netos, lembrava que eles eram pequeninos abençoados. Exaltava a solidariedade, nos momentos incertos, de Everson, casado com a querida filha Jaqueline.  Filho do saudoso comerciante, Nilo Lopes, com quem trabalhou, durante algum tempo, e de Mocinha Lopes da Costa que lhe repassaram lições de dignidade, cidadania e o valor da honestidade. Era muito ligado aos irmãos Evandro, Chagas e Mazé, sempre compartilhando os doces momentos de uma família verdadeiramente feliz. Everton passou , na realidade, a acreditar na verdadeira beleza da vida quando conheceu a jovem Maria das Graças e aí nasceu uma linda historia de amor. Um dia, se encontrava no Posto Bandeirantes, onde trabalhava seu tio, Nilo Colorau, quando uma linda morena passou acompanhada de uma amiga.  Everton acompanhou com um olhar amoroso e sorriu, recebendo em troca, um belo e doce sorriso. Esses primeiros sorrisos aqueceram o coração dos jovens. Parecia está escrito que Everton e Graça iriam trilhar o mesmo caminho e, juntos, iriam construir uma vida de cumplicidade, respeito e carinho. Os doces momentos de namoro aconteceram ,algumas vezes, no Colégio Estadual, onde estudavam. Diversas vezes, as juras de amor eram interrompidas pelo professor Raimundo que convidava os pombinhos retornarem a sala de aula. O caminho em direção ao altar ocorreu em 12.03.1977 sob às bençãos do Padre Bezerra, na igreja das irmãs. Realmente, foi um amor eterno(enquanto durou). Desnecessário apregoar as virtudes de Everton Lopes que  ,sempre fez valer, atitudes de honestidade, gratidão, sinceridade(uma de suas marcas), generosidade. O nome Everton lopes virou saudade mas, jamais o esqueceremos. Para os ouvintes de rádio, amigos e família, com a sua partida, a saudade será nossa maior companheira, daqui para a frente. Enquanto existir, bondade, amizade verdadeira, caráter, nosso querido amigo Everton viverá também! Deus o chamou para outras missões, mas não existe partida para aqueles que permanecerão eternamente em nossos corações!

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A IMAGEM E O FATO-O INESQUECÍVEL EVERTON LOPES PARTICIPOU DO CURSO DE RADIALISTAS

<>A IMAGEM E O FATO<>No ano de 2011, o radialista Wanderley Barbosa tornou possível a realização do curso profissional com o objetivo de capacitar os radialistas com atuação no sertão central do Ceará. O grande objetivo era regularizar profissionalmente os comunicadores que não dispunham do registro profissional. Dentre eles, participou do curso o inesquecível comentarista esportivo e político, Everton Lopes. Ele foi chamado por Deus para outras missões em  04.06.16, deixando tristes seus familiares, amigos e admiradores. Na imagem, Everton é o sétimo(da esquerda para a direita) na segunda fila.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

PROFESSORA NEEMIA- O DOCE CORAÇÃO DE UMA EDUCADORA

Neemia- o aluno sempre em primeiro lugar
<>"Mamãe, cadê o meu caderno "Avante"? Tá na hora de ir para a escola da tia Neemia!" Estudar com a professora Neemia Jataí Teles era uma doce alegria. Ela se fez eterna em nossa memória. A sua dedicação e carinho não serão esquecidos por aqueles que tiveram o privilégio de estudar com este anjo. Ela se tornou inesquecível pela autoridade, mas também pela bondade  e compreensão. Com certeza, continua no coração daqueles que foram seus alunos. Há pessoas incomparáveis neste mundo como bem destaca o poeta Fernando Pessoa.  No dia 23.06.1921, em Tauá, uma estrela brilhou com mais intensidade querendo anunciar o nascimento de uma predestinada.  Crescendo, trilhou caminhos diversos, mas, nos planos do criador, estava escrito que sua missão era ensinar, em especial, as crianças e adolescentes. Quis Deus nos presentear com a vinda para Quixadá desta notável mulher. Neemia logo se adaptou a terra dos monólitos, fazendo amizade com todos e, depois de algum tempo, passou a dirigir a Escola Santa Isabel que fez parte da infância de muita gente. Frequentar aquele espaço era como se estivesse passeando no céu, tamanho o carinho que todos dedicavam a querida mestra. Segundo o memorialista João Eudes Costa, não se pode escrever sobre a Educação de Quixadá, sem registrar a atuação da Escola comandada pela dedicada professora, nas décadas de 50 a 90, do século passado. Esta grande mulher dedicou toda uma vida, a educar jovens, tendo começado esta gloriosa jornada em Tauá e dando continuidade na cidade que a acolheu com tanto amor. Funcionava na tradicional rua das Pedrinhas, hoje, denominada, Luzia de Pinho, em prédio anexo a sua residência. Devotada ao ensino jamais condicionou a sua árdua tarefa cotidiana ao valor da mensalidade dos alunos. Se alguns pais não podiam pagar o estudo de seus filhos, continuavam estudando e gozando do mesmo tratamento daqueles  que podiam pagar. Neemia os aceitava independente do pagamento. Se dedicava aos alunos humildes com o mesmo desvelo e a mesma doçura nos lábios chamando-os, ,                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                carinhosamente, de meus filhos. Juntos, estudavam o filho do prefeito, do juiz, do delegado, do doutor, do carroceiro ou do desempregado. Ao transpor a soleira da porta de entrada da Escola desapareciam as diferenças de classe. Todos eram alunos de uma santa mulher, mãe e mestra. A Escola iniciou suas atividades em 1958 e só deixou de funcionar em 1997, quando a saúde de Neemia já não suportava o labor de uma sala de aula.  Por tudo que fez em benefício da nossa juventude, pela parcela importante que deu a construção de uma Quixadá educada, foi uma pessoa muito querida. Apesar de ter nascido em Tauá,  adotou nossa cidade como seu legítimo berço. Mereceu da Câmara Municipal  a concessão do título de cidadã quixadaense, justa homenagem que o poder legislativo prestou dando este título  a quem conquistou com méritos o direito de ser quixadaense. Ela não será esquecida pelos seus ex alunos que, sempre com forte emoção, lembram daquela terna educadora. Profissionais que ,se destacam nas mais diferentes áreas de atividade, lembram daquela que lhes ensinou as primeiras letras. Ela sempre afirmava que a vitória daqueles que aprenderam a ler e escrever  em sua escola, representava a maior renumeração recebida por seu trabalho de tantos anos em uma sala de aula. Apesar da doçura, Neemia, quando se fazia necessário, era enérgica, chegando a mantê-los até por seis horas, ininterruptas, na sala de aula, só os liberando quando, sabiam na ponta da língua, as lições e a tabuada.  Quando se aposentou, fez questão de continuar morando no mesmo local, pois, fora ali, que viveu os melhores anos de sua vida. O prédio, onde funcionou a Escola passou a ser a residência da saudade.  Dedicação, sacrifício, competência e responsabilidade profissional sempre a caraterizou.  O engenheiro Francisco Eudes Costa(Branquinho) foi aluno da dedicada professora e lembra que, além do aprendizado, os alunos recebiam lições para o enfrentamento das dificuldades. Wagner Jataí, filho da mestra, faz questão de afirmar que sua mãe deu muita assistência aos alunos necessitados, muitas vezes, doando alimentos e roupas. Aqueles que receberam de Neemia o necessário saber o guardam, com gratidão, por toda a vida. Escreveu um capítulo importante na nossa Educação, orientando várias gerações. Foi chamada por Deus para outras missões em 7.04.2010. Hoje, quantos ex alunos sonham com aquela escola, aquela professora? Há pessoas que ficam nas nossas lembranças para sempre e, sem dúvida, Neemia tem um lugar especial no coração de todos aqueles que estudaram com ela. Sem essas guerreiras do saber, muitos não chegariam onde chegaram. Das muitas lembranças que todos carregamos, durante  à vida, Neemia é aquela saudade gostosa, abençoada! Guardamos, para sempre, em nosso peito,  a imagem daquela benfeitora,, símbolo do amor e de bondade! Como era doce o nosso
Quixadá querido daqueles anos!
O filho Wagner Jataí se emociona ao lembrar sua doce mãesinha
A professora recebeu muitas homenagens pelo seu trabalho
Escola Neemia Jatái Teles