domingo, 9 de junho de 2019

ASSIS BARBEIRO RESISTE AO TEMPO E MANTÉM ANTIGOS E NOVOS CLIENTES EM SUA BARBEARIA

Assis-Exerce a profissão de barbeiro com maestria

Muitos quixadaenses continuam a frequentar o salão do barbeiro Assis
<><><><><><>Ninguém tem a habilidade com as lâminas e a navalha como ele. A seriedade e a perfeição com que executa a sua profissão chega a impressionar. Profissional sério e da mais alta dignidade e é como se diz na linguagem popular um "velho macho" pois  resiste com altivez na profissão que vem desaparecendo numa velocidade incrível. Francisco de Assis Pereira é o nome de batismo mas é conhecido carinhosamente como "Assis Barbeiro". A presença dos barbeiros agora nas cidades é coisa bastante rara. Bem diferente de tempos idos quando o espaço destes trabalhadores eram bastante frequentados. As novas tecnologias modificaram os hábitos das  pessoas e tal aconteceu não só na terra dos monólitos mas em todos os lugares. Os salões surgiram e quase acabando por completo com a presença dos velhos profissionais do pente e da tesoura. A maioria dos homens preferem nos dias atuais, fazer a barba na própria casa.  As barbearias existem em pouco número mas jamais perderam o seu encantamento. Prova disto é que muitas figuras quixadaenses preferem os serviços destes icônicos profissionais. Há mais de 60 anos que Assis está na profissão pois começou ainda adolescente trabalhando ao lado do seu pai e professor Raimundo Pereira da Silva que além de barbeiro, também trabalhava na agricultura e na construção, residindo naqueles anos 60 em Veríssimo, localidade do (na época), município de Choró.  A sua mãe, Ana Elisa de Sousa, queria que o menino viesse para a cidade com o objetivo de estudar e chegar até a se tornar um homem de letras. Mas o destino do jovem estava traçado e ele veio ao mundo para desempenhar o papel de mestre na arte de cortar cabelo e fazer a barba. Já pertinho do final dos anos 60, o jovem veio para Quixadá disposto a enfrentar maiores desafios pois já manejava com arte as lâminas e as tesouras. Seu primeiro local de trabalho foi num ponto em frente ao velho mercado público num salão de propriedade do senhor Miguel Aguiar e próximo a sua farmácia. Ficava próximo ao inesquecível bar do Zé Cazuza, nos lembra saudoso o querido barbeiro. Eram seus colegas de trabalho o Zé Simão, Zé Antônio e Seu Sitonho Alexandrino. Trabalhou neste local de 1963 a 1969 e como tratava com cordialidade a todos os clientes, foi se tornando conhecido e respeitado na cidade. Depois, montou um salão num prédio do senhor Zé Lucas do Banabuiú, onde funciona até nos dias de hoje, a câmara dos vereadores. No começo dos anos 70 já estava na Epitácio Pessoa, nas proximidades da fábrica de redes do senhor Benjamim e sempre conquistando novos clientes galgando o carinho e o respeito dos colegas de profissão e já considerado  uma referência na arte. Em 1974 num espaço pertencente ao senhor Geraldo Ricardo, onde hoje funciona a loja do João da sapataria, montou um espaço em melhores condições de atender aos fiéis frequentadores. Passou pouco tempo trabalhando num ponto próximo ao comércio do senhor Aloísio, o conhecido Chefe que se tornou um de seus grandes amigos. Em 10 de outubro de 1975 passou a trabalhar no "Salão Abrahão Baquit que foi fundado pelo Dão onde permanece até os dias atuais e mantendo a mesma energia e seriedade no desempenho da profissão que tanto ama e com a presença sempre certa de novos e velhos clientes. No mesmo local trabalhava o Dão, Chico Calixto, Chico Ciriaco, Valdemar e Chico Cabeleira.  Parece até mesmo que muitos quixadaenses seguiam Assis Barbeiro em qualquer lugar em que estivesse cortando cabelos, fazendo barba e sempre contando fatos do passado e do presente da bela Quixadá. Este dedicado trabalhador  tornou-se um mestre da tesoura e da navalha e sempre demonstrando um enorme amor e respeito para com todos. Não gosta da discriminação que algumas pessoas tem com a sua profissão e a defende com unhas e dentes. Certa vez, atendendo a um médico teve que lhe dar uma pronta resposta. O doutor de gravata falou que barbeiro vive a alisar homem e nosso  Assis mandou ver: "Pior são vocês que alisam certas partes do corpo masculino. Lembra com emoção de alguns de seus clientes e amigos como João Viana da padaria, Demir lopes, Zé Lito da Ibaretama, Chaguinha, Zeca Saldanha, Amadeu do mercado, Severino Marcolino, Manu Brasilino, Cícero Brasilino, Sebastião Correia, Chico Benedito, O motorista Pelé, Chupaca, Vidal, Baltasar do Choró, senhor Lafayete,  Osvaldo Segundo, Quincas Capistrano, Portela, Agenor Magalhães, Cicero Bertoldo, dentre muitos outros. O experiente profissional também cuida da aparência de muitos jovens quixadaenses que preferem frequentar a velha barbearia e não modernos salões que hoje estão presentes em grande número. Sempre estar a lembrar que sua profissão foi um dom que Deus lhe deu e apenas cuidou em evoluir com os ensinamentos de velhos mestres como seu pai a quem muito deve.  Acredita que sua profissão permite ajudar as pessoas em momentos difíceis pois ao sentarem na cadeira do barbeiro, muita gente confia suas angústias, suas decepções, e claro, tem aqueles que vem falar de alegria como o nascimento de um filho, uma nova namorada, a vitória de seu time e muito mais. No Choró, Assis namorou e algum tempo depois casou com aquela que se tornaria o seu anjo da guarda, Maria Conrado Pereira , uma jovem muito querida na comunidade e possuidora de bom caráter. O casamento aconteceu no primeiro dia de novembro de 1960 na capela do Choró em cerimônia celebrada pelo padre José Bezerra. Um detalhe é que neste mesmo dia e local se deu a união pela lei de Deus do grande amigo  Aloísio(O Chefe) e Naidinha. Assis e Maria Conrado são pais amorosos de Cristina, Ana Lúcia, Novinho, Antônio de Assis e Ana Paula. O amor e o respeito tem sido a base do equilíbrio deste laço familiar. Assis não esconde de ninguém que admirava muito o trabalho de Carioca, um grande profissional que dignificava a profissão mas faz questão de acrescentar que tivemos e temos excelentes barbeiros e que são acima de tudo, verdadeiros amigos. O salão do nosso amigo Assis funciona como um encontro de quixadaenses de todas as idade e ali os assuntos são postos em dia e não existe diferenciação de classes e onde o calor humano está sempre presente. Fica muito feliz quando velhos clientes trazem para o seu salão os filhos e até os netos. Com ar de seriedade afirma que é com o seu trabalho que sustenta a família e construiu o sem patrimônio. O trabalho executado por Assis tem uma grande beleza, uma magia própria e que  nos remete a um passado bem mais feliz e ainda mostra o poder de resistência destes trabalhadores. Assis  não é apenas um correto profissional mas uma figura carregada de poesia, possuidor de uma beleza própria e que trata a todos com muito respeito e amizade.  Acredito ser dever de todos nós valorizar esses espaços culturais que são as barbearias pois os barbeiros além de profissionais de talento são guardiões de nossa memória.

Maria Conrado e Assis-casamento duradouro e feliz

O amigo Tuca é um cliente fiel.
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quinta-feira, 23 de maio de 2019

NOSSA QUERIDA ESCRITORA RACHEL DE QUEIROZ TAMBÉM CONQUISTOU O PRÊMIO "CAMÕES"


Rachel de Queiroz-vencedora do prêmio Camões em 1993

A vitória de Rachel deu muitas alegrias ao povo nordestino
 <>Tem notícias frescas na cultura brasileira e foi ele, ele sim! Chico Buarque é o novo ganhador do Prêmio Camões de Literatura, principal troféu da Literatura em língua portuguesa. Foi instituído em 1988 com o objetivo de consagrar um autor que tenha contribuído para o engrandecimento do patrimônio cultural de nossa língua comum. Chico foi eleito pela contribuição a cultura em todos os países onde se fala a língua de Camões. O cantor e compositor foi o décimo terceiro escritor brasileiro a ganhar o importante reconhecimento. Chico irá embolsar cerca de 451 mil reais de acordo com os sites de notícias. O vencedor foi escolhido por uma equipe formada por seis jurados indicados pela Biblioteca Nacional do Brasil, pelo Ministério da Cultura de Portugal e pela comunidade africana. O último escritor brasileiro vencedor do destacado prêmio foi Raduan Nassar, autor de clássicos como "A Lavoura Arcaica" e "Um Copo de Cólera", em 2016. 
Lygia fagundes Teles ganhou o prêmio "Camões" em 2005
A intelectualidade brasileira comemora o feito do famoso cantor e compositor. Palmas que ele merece! Em 1993, a força feminina de uma mulher sertaneja de muito talento e que fazia questão de afirmar ser quixadaense, encantou o júri do destacado troféu que reconheceu o grande valor da obra literária de Rachel de Queiroz e assim ela se tornou a primeira escritora brasileira vencedora do principal troféu literário da língua portuguesa. Neste caso, houve comemoração não  apenas no espaço intelectual mas pelas pessoas simples de todo o país e ,em especial, o aplauso também brotou dos moradores dos lares nordestinos. Embora tenha sido extremamente aplaudida em todo o Brasil, é nos sertões nordestinos onde Rachel é mais amada, exatamente porque conheceu e conviveu com aquela gente sofrida mas que nunca perdeu o seu encantamento. Na verdade, a escritora nunca esteve longe do seu sertão pois ele sempre esteve presente em seus afetos. Cedinho da manhã, Jonas Sousa dava pelas ondas do rádio, a notícia do prêmio ganho por Rachel de Queiroz. A terra dos monólitos amanheceu bem feliz e a notícia era o assunto em toda a bela cidade. "Dona Rachel ganhou o prêmio de melhor escritora de língua portuguesa!" Isso acontecia nos encontros entre os amigos e se espalhou por toda a cidade. A escritora certa vez escreveu que "Neste mundo tão grande, nunca houve pedaço de terra que tenha sido mais preso ao meu coração do que aquele trecho bravio do município de Quixadá".  Na fazenda "Não me Deixes", recanto predileto da autora, os moradores gastavam felicidade e se prepararam para receber a querida mulher. As moradoras combinaram preparar uma galinha cabidela acompanhada de um pirão muito gostoso e que a escritora adorava. Dona Alzenir Ferreira que era uma das pessoas que cuidava da fazenda, fazia questão de afirmar que Rachel sempre teve um carinho todo especial com as pessoas humildes daí ser muito querida por toda aquela gente. A professora Rosita que cuidava dos interesses da autora de "O Quinze" lembrava que ela sempre pedia: "Não me chamem de escritora e sim de professora ou doceira". Não pude testemunhar mas acredito que muita gente que mora nos pés de serra do sertão, tenha contratado sanfoneiro e zabumbeiro para um forró daqueles que vão até o dia amanhecer. Ora, por que não? Já tinha acontecido quando ela foi eleita a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Claro que todo o Brasil aplaudiu mas no Nordeste foi uma explosão de contentamento.  Por tudo isso, a vitória de Rachel não foi ovacionada apenas por gente da Academia mas também pelo chamado "povão". É bom lembrar que esta gente, pobre e desassistida, sempre foi destacada na obra da escritora nordestina surgindo daí uma grande interação com estas pessoas(representada pelos personagens). Ela foi a voz daquela gente que não tinha voz e foi uma espécie de embaixadora do sertão. Além de Rachel, só outra escritora foi vencedora da premiação, a paulista Lygia Fagundes teles no ano de 2005. A premiação de Chico Buarque nos inspirou a escrever este despretensioso texto cujo objetivo maior é lembrar da conquista de uma personalidade tão próxima de nós e torço muito para que jovens quixadaenses se dediquem mais a conhecer a trajetória deste talento extraordinário que a todos fascina com seus belos livros que é a escritora Rachel de Queiroz. 
Camões-uma das maiores figuras da literatura lusófona

A escritora se deleitando numa rede na sua fazenda


Chico Buarque-Vencedor do prêmio Camões em 2019

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

FRANCISCO EVERTON LOPES-ELE FEZ VALER ATITUDES DE HONESTIDADE, SINCERIDADE E GRATIDÃO.


Everton Lopes-benfeitor quixadaense-muito fez pelo nosso esporte amador
Everton e os irmãos Maria José, Everardo Chagas
Estar junto à família era a alegria maior de Everton Lopes
                            Nascido em Quixadá no dia 27 de junho de 1951, Francisco Everton Lopes era filho do comerciante Nilo Lopes e Mocinha Lopes da Costa. Casou-se em 12.03.1979 com a jovem Maria das graças Teixeira Lopes sob as bênçãos do Padre José Bezerra em cerimônia realizada na igreja matriz do Colégio Sagrado Coração de Jesus. Desta abençoada união nasceram os filhos Ulisses Teixeira Lopes e Neyla Jaqueline Teixeira Melo. Cedo, começou a se interessar pelos estudos e não demorou a mostrar um grande conhecimento dos problemas que afligiam o município de Quixadá, o Brasil e todo o mundo. Já na adolescência ampliou seu leque de conhecimentos e a leitura sempre fez parte de sua rotina. No Ginásio Valdemar Alcântara(atualmente, CVA) onde cursou o Primário aprendeu as primeiras lições sobre disciplina e cidadania. Em seguida, veio o Colégio Estadual, ali frequentando o Científico e começando a se destacar na participação ou direção de grêmios estudantis. chamou a atenção de professores e colegas pois mostrou um grande conhecimento dos principais desafios que ,de alguma forma, impediam um melhor desempenho da atividade educacional e se destacando como uma liderança entre os jovens. Ajudou o pai Nilo Lopes em seu comércio até a data de seu falecimento ocorrido em 2007.  Chegando na vida adulta, sempre se fez presente nos debates que tinham como objetivo maior buscar uma melhor qualidade de vida para sua amada terra dos monólitos. Desportista e implacável torcedor do Quixadá Futebol Clube foi um grande incentivador para o desenvolvimento do esporte amador. Promoveu sempre com elogiada organização diversos torneios não apenas na zona urbana mas também nos eventos distritais. Foi como treinador e não como jogador que Everton se destacou ao dirigir várias equipes da cidade e do sertão chegando a ser convidado para dirigir times profissionais mas sempre preferiu competições não oficiais. Teve uma grande preocupação com os mais jovens a quem procurava orientar na visão crítica pois acreditava que a incorporação de valores democráticos possibilitaria um desenvolvimento mais significativo na comunidade. Sempre almejou colaborar com o desenvolvimento de Quixadá e para tanto chegou a se candidatar para o cargo de vereador não obtendo êxito. Mas teve papel fundamental na elaboração de algumas leis que beneficiaram o município e sempre alertou as autoridades sobre os problemas mais presentes na comunidade. Afirmava e com muita convicção que todos deveriam exercitar seus direitos de cidadão cobrando dos dirigentes atuações que possibilitassem uma sociedade melhor para todos. Trabalhou por vários anos no setor educacional se destacando pela seriedade no trabalho. Fez parte do corpo de funcionários do Colégio Estadual e da Escola Gonzaga Mota no bairro do São João até a sua aposentadoria. Foi também um radialista de muitos talentos se destacando nos comentários sempre abalizados sobre temas atuais que interessavam a grande maioria dos ouvintes e como comentarista esportivo conquistou um publico fiel e cativo que acompanhava suas análises com grande interesse. Por motivo de saúde se afastou das atividades profissionais mas jamais deixou de ser  esposo dedicado, um pai amoroso e  amigo sempre presente. Francisco Everton Lopes tornou-se cidadão do céu em 4 de junho de 2016. Sua morte causou consternação em toda Quixadá, pois sempre fez valer atitudes de gratidão, sinceridade(uma de suas marcas) e honestidade.
Ulisses e Everton-mais amigos que pai e filho

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

PRAÇA DA ESTAÇÃO- UMA PONTE ENTRE O PASSADO E O PRESENTE DA TERRA DOS MONÓLITOS

                        <>Aconselhado pelo meu bom amigo, Dr. Durval, decidi que a atividade física fará e espero que seja por muito tempo,  parte da minha rotina. Incentivado por este qualificado profissional faço uma caminhada de pelo menos 30 min umas 5 vezes por semana. Confesso que tive melhora na ansiedade e também no estresse. Difícil mesmo foi vencer a preguiça(pecado capital) mas Deus é misericordioso e consigo coragem para realizar tal atividade. Melhorei muito daqueles inchaços nas pernas(já passei do cabo da Boa Esperança, mais de 60) e até da postura corporal. Mas digo para meus amigos que o melhor de tudo e que vem me fazendo muito bem foi o local escolhido para a caminhada que acontece na praça José Marques da Silva, antiga Nogueira Aciolly e conhecida por todos como praça da estação. Que pedacinho bom, parece que caiu do céu. Neste espaço, traço pontes entre passado e presente. Caminhar ali é um doce prazer, sem dúvida. Meus pensamentos ,naquele momento, fazem uma grande viagem ao passado. Aquela estação ferroviária enfeitiça meus pensamentos e  a saudade torna-se  dona de minha pessoa, não consigo controlar, ela é incombatível. Início a atividade física e começam as lembranças que parecem não ter fim. Sinto como se estivesse vendo a chegada e saída dos trens naquela velha estação que transformava-se num  local  de encontros e despedidas. Relembro aquela gente, crianças e adultos, com quartinhas na cabeça para vender água e outros produtos. Vejo o Messias, hoje mecânico afamado, vendendo castanhas, doces e até farofa com galinha e outros amigos que, hoje, são adultos e alguns até profissionais bem sucedidos. Parece que estou vendo o senhor Helder Lopes Paixão, agente de estação, com aquele uniforme padrão da "RFFSA" e na minha juventude pensava que estava diante de uma autoridade oficial, um almirante, talvez. E aqueles maquinistas eram para mim como se fossem velhos conhecidos. Alguns deles, eram amigos de minha mãe Itamar e meu pai Amadeu. Lembro que o senhor Diaquino adorava malassada preparada por uma tia minha, a Maria. Manoel Pacife e o Mundico realizaram um grande sonho que foi viajar numa locomotiva chamada "Maria Fumaça". Nunca esqueci, foi um passeio cheio de encantos. Aqueles apitos, aquele som das rodas, aquela fumaça, que lindo meu Deus! Jamais esquecerei o dia em que jogadores do Fortaleza passaram na estação de Quixadá para um jogo em Juazeiro. Eram os  inesquecíveis anos 60. Vi, bem de pertinho, os craques Birungueta, Mesquita, Zé Paulo, Carneiro e outros. Lembro demais quando o meu amigo professor Baiá fez uma gozação com Zé Paulo lhe passando quase na cara: "Ainda tá molhado com aquele banho de cuia(chapeuzinho) que o Gildo lhe deu no PV?" E minha caminhada prossegue e sinto, percebo que meu  rosto está molhado de lágrimas e o motivo é não ter encontrado  ali o velho abrigo. Mas, ele estava ali, o que houve com ele? Aquele abrigo foi construído nos anos 50 na administração do prefeito Hermínio de medeiros Dinelly com o o objetivo de acolher aqueles que se dirigiam para a estação ferroviária . O pessoal ficava esperando a chegada dos trens e alguns ansiosos para dar uma olhada nos jornais do dia. Os funcionários do cinema como meu primo Dedé, Luizinho Marinho, Sebastião Mamede e até o proprietário José Adolfo aguardavam o momento de receber os depósitos que continham os rolos de fitas do filme que iam ser exibidos no Cine Yara. Numa das latas vejo o título do filme "Tarzan e as Amazonas". Parece que estou vendo a pose do Augusto Doido devorando páginas dos jornais "Correio do Ceará" e "O Povo". Os que chegavam na estação e ficariam em Quixadá se dirigiam a pensão de dona Odília que a todos atendia com presteza. Já deixei muitos amores para trás mas a minha paixão pela ferrovia é eterna enquanto durar. Alguém interrompe a minha caminhada para tentar  vender um bilhete da loteria e aí me vem a lembrança do Cição com aquele paletó sempre branco e que entrava nos vagões dos trens para oferecer a sorte(ou não) a algum passageiro. E acreditem, ele ia até Capistrano. No som do carro de alguém que circula próximo a praça, ouço uma canção de Waldik Soriano que me faz recordar do bar do Apulco, ali pertinho. Apulco era conhecido como "o rei do vinil"pois possuía uma imensa coleção de discos de vários cantores e de todos os estilos. Ali, arruinava a minha juventude jogando sinuca com colegas de uma malandragem inocente.Tinha um amigo por apelido Herói que era um craque  nos embates entre tacos e bolas e era imbatível. Aquela praça é também lugar de artistas urbanos e que mostravam(ou acreditavam mostrar) seus talentos. Muitas vezes, assisti Pedro Paraíba levando pessoas as lágrimas interpretando "O Ébrio" de Vicente Celestino. O seu irmão conhecido por "Veinho" imitava os discursos do presidente Getúlio Vargas e a praça toda escutava: "Trabalhadores do Brasil!"
Olho de Bila-artista urbano
Imagem antiga da velha estação-autor e data desconhecidos
Outras vezes, presenciei o Olho de Bila fazendo desenhos incríveis e até falando algumas palavras em língua inglesa. Mas o vi também botando prá correr muitos adolescentes que se dirigiam aos colégios. Aquele espaço me fez ter contato com santos(eleitos por mim mesmo) como Frei Guido, Padre Valfredo, Frei Demétrios que, com certeza, seguiam para a igreja do Alto de São Francisco. Quantas vezes vi por ali, Padre Bezerra, com um uru(cesto de palha)  carregado de peixe e cumprimentando a todos. Um detalhe é que todos explodiam em simplicidade e simpatia.  Nunca esqueci o dia em que Chico Maneiro deu uma canjinha num dos bancos da praça alegrando as pessoas com sua sanfona celestial.  No meio da caminhada, percebo que alguém escuta uma canção de carnaval e logo me vem a lembrança do bloco dos sapateiros desfilando ali por perto, tendo como comandante o sapateiro Zé da Lasca. Lembro que um dia a cidade ficou triste   por ocasião da  morte do senhor Raimundo Coletor, muito querido na cidade. Ele morava na casa em que nos dias de hoje, abriga o Museu Jacinto de Sousa. Sinto um forte cheirinho de fumaça e logo deduzo que vem do cachimbo mágico de vovô Bananeira e aí busco o janelão de sua casa para ver dona Soledade gastando sua bondade com as pessoas que passavam naquela hora. Olhando para o lado vejo um senhor de macacão numa velha bicicleta e com caixa de ferramentas na garupa e por um momento, pensei tratar-se de Pedro Nunes. Mas não era ele! Mais a frente, passa uma senhora e meu coração acelera pois, juro amigos, ter visto a simpática e querida Nina. Sim, era ela se dirigindo ao Cine Yara com o objetivo de vender os ingressos para os frequentadores daquele icônico e inesquecível cinema de rua.  Um apito de sirene me desperta e tristonho percebo não estarmos mais nos anos 60, 70. As últimas voltas da caminhada me reservam belas surpresas. Dou de cara e cumprimento com muito prazer meus amigos Mille e Marcus, filhos da inesquecível amiga e fotógrafa de muitos talentos, Inês Sousa. E estes jovens são netos do talentoso escultor quixadaense, Jacinto de Sousa, autor do monumento erguido na praça   e que é uma homenagem a classe proletária. Finda a atividade física daquele dia, me bate a vontade de comer algo e me dirijo a padaria do senhor Cisne mas ela não mais existe. Então, o jeito era comprar tapioca no café da popular Rosa Gorda mas ela também não estava mais lá. São situações que acontecem comigo a cada vez que faço caminhada na praça da estação. As pessoas que penso encontrar não estão mais ao meu lado mas estão na minha mente e no meu coração. Sabe, amigos, esta minha atividade física parece um belo sonho, acontecem tantas coisas bonitas e ,claro, fazem um bem enorme a minha saúde. Já me sugeriram outros locais mas continuo preferindo aquele espaço.Ali, vivi os mais lindos momentos da minha vida. Não é certeza, mas, possivelmente, alguém caminha num determinado local por algum motivo especial. O meu, como deixei bem claro, é tecer a saudade, ter de volta aquele tempo bom e conviver mesmo que em pensamentos com aquelas pessoas que não estão mais entre nós(Ou talvez, estejam).
Imagem do abrigo que existia na praça-cortesia de Gilson Ferreira Lima
Monumento ao trabalhador-imagem cortesia do professor Edvanilson


Helder Lopes foi agente de estação entre os anos de 1969 a 1989

Jacinto de Sousa-talentoso artista quixadaense

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

GERALDO PAZ(Geraldo da Sorveteria)- SUA PRESENÇA É A PAZ DE QUE TANTO PRECISAMOS PARA UMA VIDA MAIS FELIZ




Ficar sempre junto de filhos, netos e bisnetos é a maior alegria de Geraldo

Geraldo(sentado) tem o carinho e o respeito de filhos, netos e bisnetos


Doce juventude

Os pais Carmélia e Francisco Paz de Oliveira
<><><><><><>Uma dádiva do céu. É desta forma que os filhos e netos de Geraldo Paz de Oliveira(Geraldo da Sorveteria) o definem. Todos os dias agradecemos a Deus por ter nos dado o melhor pai do mundo, afirmam com muita emoção. Para os amigos, um ser humano de valor inestimável. A vida deste cidadão sempre foi pautada pela bondade não só para com os familiares mas também agindo da mesma forma com as outras pessoas. Por isso, conquistou e continua conquistando corações. É também um exemplo de lealdade e dignidade humana. Com certeza, herdou dos pais Francisco Paz de Oliveira e Maria Carmélia as virtudes que sempre nortearam a sua vida e dos irmãos Nery, Henrique, Socorro, Nivaldo e Nestor .Desde os verdes anos é apaixonado pelo trabalho e nos anos de 1952 a 1969 exerceu a função de trabalhador rural na fazenda Santa Clara na localidade de Valença no distrito de Tapuiará. Por ter que ajudar o pai no trabalho da roça não teve tempo suficiente para prosseguir nos estudos dando uma parada no quarto ano primário. Ainda nos dias de hoje, lembra com ternura da dedicada professora Luizinha Bezerra com quem aprendeu grandes lições que sempre carrega pela vida. O dia 31 de julho de 1952 marcou a união definitiva de duas almas que se tornaram um só ser. Sob as bênçãos do padre Gotardo o tão sonhado casamento de Geraldo e da bela e cativante Valdívia se fez uma grande realidade.  Valdívia de Oliveira Paz  enquanto  permaneceu entre nós foi a coluna que deu sustentação a um lar abençoado. Foi uma esposa dedicada e afetuosa, mãe extremada e bastante compreensiva. Nos tempos de namoro acontecia a troca de cartas de amor  e nas belas noites sertanejas promessas  com suspiros ao luar. Do seu casamento com a doce Valdívia nasceram os filhos Carmélia, Rínton, Carmem , Rogério, Cleine, Cleda e Sônia. Geraldo sempre gostou da vida no sertão mas foi convidado pelo irmão Nivaldo para trabalhar em sua lanchonete e também havia a necessidade dos filhos se transferirem para a cidade com o objetivo de seguir nos estudos.   Foi neste espaço comercial que mostrou toda a sua capacidade de se relacionar com os colegas de trabalho e com os clientes.  Na forma carinhosa como tratava os companheiros  de trabalho e os clientes, Geraldo se tornou uma pessoa bastante querida na terra dos monólitos. Hoje, aposentado, continua a receber o reconhecimento de funcionários e clientes da lanchonete. Todos que trabalharam ao seu lado  como Hélio, Almir, André, Rosália, Coan, Neguinho, Junivan, Ednardo, Mário e outros eram tratados como se fossem pessoas da família.  Os vendedores de picolés que praticamente saíam todos os dias com seus lindos carrinhos pela cidade gostavam muito de Geraldo. Apesar da seriedade no trabalho,  tinha o momento de brincadeiras com aquela gente honesta e trabalhadora. Humberto, Ceará, João Mendes, Zé Augusto, Manezinho do Combate, Palaca, Dedé, Zé do Picolezeiro e todos os outros dedicavam grande respeito aquele que tratava a todos sempre com muita vontade de servir. Pelo fato de sempre ter tratado as pessoas com esmero, respeito e amabilidade, muitos quixadaenses compareciam muitas  na lanchonete só para aquele contato alegre e amigo. No local de trabalho, muita competência e seriedade, mas chegando em casa o coração de pai amorosos falava mais alto. Para ele, os filhos são a maior riqueza que uma pessoa pode ter. Ao abrir a porta, eles corriam para abraça-lo e ele presenteava a todos com um gostoso picolé trazido da lanchonete. Se algum dos filhos necessitava de uma mão amiga atendia com um sorriso nos lábios. Olhando com muita ternura para Valdívia, dizia"Como vamos agradecer a Deus por tão valiosos presentes que recebemos que são essas crianças!" Hoje, todos eles já estão na vida adulta mas são tratados como se pequeninos fossem e Geraldo sempre afirma que enquanto tiver vida e alguma força, lutará pela felicidade deles. Na atualidade,  pode-se dizer que ganhou novos filhos que são os netos e bisnetos que iluminam os seus dias. Sempre gosta de dizer que os netos são um grande presente para aqueles que chegaram na velhice. Como afirma sua neta, Adelly Braz, vovô é um anjo da guarda para todos nós e tenta proteger mesmo com suas limitações físicas aos filhos, netos e bisnetos. A lanchonete é apenas uma doce lembrança na vida deste cidadão de bem. Agora, dispondo de bom tempo gosta de assistir jogos de futebol e ouvir o canto de Luiz Gonzaga e Roberto Carlos. Não é tão difícil ouvi-lo cantando baixinho "Asa Branca" e "Assum preto" as suas canções preferidas. Não dispensa uma boa moda de viola e sempre admirou Cego Aderaldo com quem esteve algumas vezes num passado já bem distante. Gosta de ficar bem informado e acompanha os telejornais. Vive cercado do carinho dos filhos, netos e bisnetos que não se cansam de repetir que ele é uma fortaleza para todos, um grande exemplo de vida para os mais crescidinhos. O desejo de todos é retribuir nem que seja um pouquinho tudo o que ele fez e faz por nós, asseguram. Nunca  é visto reclamando da vida por algum problema que o afligiu em algum momento. Pelo contrário, homem de muita fé, sempre é grato a Deus por ainda viver tantas emoções junto aos que o amam. Permita o Deus todo  poderoso a presença de Geraldo por muito tempo em nossas vidas para suavizar os desafios que surgem no cotidiano de todos nós. Além de ser modelo admirável de esposo, pai e avô, é um grande guerreiro, tendo trabalhado durante muitos anos para que nada faltasse a sua família. Símbolo de dignidade, serenidade e honradez, Geraldo é a PAZ de que tanto precisamos. Família e amigos.    
Geraldo e Valdívia com os queridos filhos


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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

LAURENTINO BELMONTE DE QUEIROZ-NOSSO PRIMEIRO PREFEITO FOI UM CORRUPTO AFIRMA MEMORIALISTA JOÃO EUDES COSTA

<>Será que existe um crime maior, algo tão abominável neste mundo de meu Deus do que tirar o pão de crianças famintas e também adultas? Há informações de que prefeitos deste Brasil varonil fizeram(e fazem) esta maldade. Tem até notícias de que primeiras damas estariam vendendo merenda das crianças e comprando ração para seus cachorros. Lindo, não? Para elas, claro! Tirar alimento da boca daqueles que realmente precisam é puro banditismo. Todos nós ficamos chocados com essas informações. Sempre tive muita curiosidade para saber se ,comprovadamente, nossa bela Quixadá já teve algum prefeito desse jeito, alguém que meteu o chicote no lombo das pessoas sofridas. Quem foi, meu Deus? Que prefeito foi este que envergonhou nossa historia. Nestes momentos de aflição cultural recorro ao nosso mestre que sempre está pronto a nos socorrer. Quem é ele? Ora, ora, claro que é o Mestre joão Eudes Costa, incansável divulgador de nossa memória. Eudes percebeu de cara que estava precisando de uma informação e que informação! É porque há necessidade da veracidade dos fatos e ele só realiza seu trabalho de historiador com respaldo documental. Vencida a habitual timidez, perguntei ao mestre: Quixadá já teve prefeito que tirou o pão da boca de pessoas famintas? Com a segurança de sempre mas com indignação respondeu: "Teve sim Senhor!" Com ar de seriedade prestei muita atenção no que ele informou. Eudes relatou que até crianças morreram por causa deste prefeito corrupto. Ainda bem que teve um padre cabra macho que fez a denúncia e não temeu as consequências. Pelo amor de Jesus, diga logo, amigo João, quem foi este cara que merecia uma pena sem igual. Diga logo, nós o conhecemos? Foi recente? O Mestre percebendo meu nervosismo, disparou um míssil histórico: Laurentino Belmonte de Queiroz, nosso primeiro prefeito que governou de 1871 a 1873. Onde, diabos(desculpem falar no capeta) o Mestre obteve essas informações? O memorialista falou que teve acesso a registros de óbitos lavrados no livro número 1 da paróquia que consta terem morrido crianças de fome e também adultos. João teve acesso aos registros de óbitos dos inocentes  Raimundo e Sabina que morreram pela falta do alimento. Foi o Pe. João Sacalígero Augusto Maravalho(assumiu a paróquia em 1873) que fez a denúncia a "Comissão de Socorro" de que as mercadorias que chegavam a Quixadá para suprir as necessidades dos flagelados da seca estavam sendo desviadas pelo prefeito. Como se vê, não é só hoje que isso ocorre, não é gente? O padre deixou registrado todos esses fatos verídicos na comissão de Socorro. Laurentino, eita, consumia, vendia e dividia entre si os gênero alimentícios desviados. Pe. João ficou tão decepcionado que  foi embora alegando que não se sentia bem ficar numa localidade onde as autoridades eram desonestas. Terminada a grande aula do mestre, ele percebeu que eu estava satisfeito mas falou que percebeu alguma tristeza neste seu admirador. Falei que quantos raimundos, quantas sabinas ainda morrem neste país por conta de autoridades que tiram o pão da boca de crianças e de outras pessoas sofridas. É motivo de indignação também o fato de esposas de prefeitos por este Brasiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiil trocarem o alimento de crianças por outros produtos e levarem  para seus ricos lares, uísques e, pasmem, ração para cachorros. Lembrei do meu avô que teve vida longa quando afirmava que os homens do passado eram homens de caráter, de vergonha. Não é bem assim não, viu vovozinho! Nos velhos tempos já tinha cabra safado. 
Memorialista João Eudes Costa

Vítimas da seca

Eu e o mestre Eudes

Imagem retirada da Internet

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

FUTEBOL-TORCEDOR CEARENSE VOLTA A ACOMPANHAR JOGOS PELO RÁDIO


Genivaldo Ferreira-consagrado plantonista do radio quixadaense

Júlio Sales-lenda do nosso rádio esportivo
O torcedor queria ouvir a análise do inesquecível Sérgio Pinheiro

Paulino Rocha e Gomes Farias-os campeões de audiência

Audílio Moura vibrava junto com a torcida nos gols do canarinho do sertão
 <><><><><><>O desinteresse dos canais de tv em realizar a cobertura do campeonato cearense da primeira divisão proporcionou uma enorme alegria aos apaixonados, diria mesmo, os verminosos, assim como eu, ouvintes de rádio. É que agora temos que acompanhar os jogos pelo rádio. Meu Jesus, que emoção e saudade! Lembrei até do filósofo popular de Quixadá, Zé Laranjeiras, que falou preferir mil vezes acompanhar as disputas no seu rádio de válvulas Siemens. Tô achando tão legal que até mandei providenciar uma tabela do nosso certame já que nem uma alma se interessou em divulgar sua empresa. Acompanhei a abertura do campeonato cearense deste ano pelo rádio e continuarei a fazê-lo. As lembranças não fogem de mim e ainda criança, vibrava quando escutava Everardo Sobreira na velha Rádio Assunção numa partida vencida pela seleção de Quixadá no Intermunicipal de 1963: "É gol de Quixadá, é golaço de Perpétuo, o diabo Loiro!". Dizia mais: "Esse Granjeiro, lateral da seleção da terra dos monólitos, tá anulando o ponta da seleção de Sobral! Não era nem nascido ainda mas sei que Ary Barroso transmitia os jogos em cima dos telhados e com sua famosa gaitinha. E Waldir Amaral na Rádio Globo? "Indivíduo competente o galinho Zico! ou tem peixe na rede do Fluminense! E Jorge Cury com sua voz de trovão gritava" Golaaaaaaaço de Roberto Dinamite! Parece que estou ouvindo o Osmar Santos com seus bordões "pimba na gorduchinha, ripa na chulipa". Essa narração poética não se ouve na tv. E nosso Gomes Farias nos jogos entre Ceará X Fortaleza "E o Ceará(ou Fortaleza) tá na peia! A saudade invade meu coração quando lembro de Aldir Doudment na velha Dragão do Mar falando com emoção das dificuldades do zagueiro Zé Paulo do Fortaleza em marcar o artilheiro Gildo. E Cleiton Monte com sua vibração, fazia a bombinha(coração) dos torcedores bater mais forte. E o vibrante Júlio Sales narrando uma vitória do seu Fortaleza contra o Bahia "O leão tá rugiiiiiiindo!. E o nosso querido amigo Tom Barros(meu primeiro patrão) que falava "Este Coca Cola do Ferrim é craque na expressão da palavra! E no rádio local destaco Erivaldo Silva, Ribamar Lima, Leo Bétil, Wellington, Tim Carlos e Audílio Moura que junto à torcida, explodia "É gol de Cícero Ramalho, o terror dos goleiros. E João Camurça no começo da carreira já tinha muitos admiradores!E todo mundo queria ouvir os comentários de Paulino Rocha, o pato rouco e ainda de Sergio Pinheiro, Cid Carvalho ou Wilton Bezerra. Nos jogos do Quixadá F.C o torcedor queria ouvir a opinião de Jonas Sousa, Fernando Barão, José Carlos Alves, Nilton ferreira(Pil), João Eudes Costa e Everton Lopes.E os repórteres de campo com informações complementares como Bonifácio de Almeida, Itamar Monteiro, Hibernon Monteiro e os nossos Jonas Lopes, Márcio Aurélio, Teixeira Filho, Alexandre Magno, Francinet Silva, Delmiro Fernandes,Rinaldo Roger, Nilson Alexandre, Alexandre Silva e outros. Bacana também os plantonistas informando tudo que acontece no mundo da bola. Aqui no rádio cearense Gladson Serafin, Paulo Rodrigues, Mário otoni, Sousa Filho e no nosso microfone, a fera Genivaldo Ferreira que informa até os resultados dos jogos da Micronésia. Com certeza, alguém quer saber porque esta minha alegria em ouvir jogos pelo rádio. Diria que considero os locutores esportivos uns verdadeiros vendedores de ilusões e é incrível você transportar para os ouvintes uma fotografia do que se passa num campo de futebol. Mas, a explicação mais sincera é que sou apaixonado pelo rádio e graças ao meu pai todo poderoso, não estou sozinho. E ademais, no aparelho de rádio, na Internet ou no celular, o rádio continua no coração de grande parte dos brasileiros. Agora, irei conferir a tabela e saber dos próximos jogos do campeonato cearense para acompanhar pelo rádio,mas é claro! E prá coisa ficar mais gostosa vou pedir o velho rádio "Semp" emprestado ao meu amigo Zé Estevão que mantém um funcionando prá valer no seu mercadinho na rua Rodrigues Junior. Viva o rádio, viva os amantes do rádio.
Delmiro Fernandes brilhou no radio esportivo quixadaense

Jorge Cury e Waldir Amaral-duas lendas do rádio esportivo
-Todas as imagens foram  retiradas da Internet
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