sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A VOZ DE EVILÁSIO COSTA CONTINUA ECOANDO NO CÉU

Evilásio Costa-um apaixonado pelo rádio


Na banda de musica municipal de Quixadá- Evilásio é o primeiro(no alto)
Ao lado de Jonas Sousa, um grande amigo
<>Ele amava o que fazia! O rádio era a sua grande paixão e os ouvintes melhores amigos! Evilásio Costa, um dos mais populares radialistas que conhecemos na terra dos monólitos, costumava afirmar que o rádio é imortal e as novas tecnologias chegaram para favorecê-lo. Brincava com as pessoas e lhes pedia que não o chamassem de locutor e sim radialista, pois fazia de tudo numa emissora como operar para os companheiros, trabalhou como discotecário, programador, redator e, algumas vezes, até como repórter esportivo. As pessoas próximas de Evilásio contam que ele queria era estar dentro da rádio o que lhe proporcionava grande prazer. Começou na Rádio Uirapuru de Morada Nova nos anos 80, quando o rádio ainda era um forte instrumento de entretenimento da população. Lá, ficou por muitos anos, apresentando programas de grande audiência. Em meados dos anos 80, veio para sua amada Quixadá e passou a integrar o quadro de locutores da Rádio Monólitos, logo conquistando, o coração de muitos ouvintes com sua voz suave, comunicação fácil e, acima de tudo, um grande respeito pelos que acompanhavam seus programas.. Na juventude, fez parte da Banda de Música Municipal de Quixadá(tarol caixa era seu instrumento), onde fez grandes amizades. Participou da memorável conquista da banda quixadaense no concurso nacional de bandas realizada no Rio de Janeiro, quando o terceiro lugar foi obtido, mesmo com a participação de muitos estados brasileiros.  Emprestou sua bela voz no campo da publicidade, trabalhando em veículos de som, ao lado de Sinval Carlos, Carmélio e Lamartine Queiroz. Um forte traço de Evilásio era ser amigo, em todos os momentos, dos colegas de trabalho. Everardo Filho, Jonas Sousa, Franco Lima, Auremir Filho, Herley Nunes, J. Neto e enfim, todos, gozavam de sua sincera amizade.  A suave e bonita voz de Evilásio calou-se para sempre em 16.09.2010. Foi um baluarte da radiofonia quixadaense e sua voz continua fazendo eco lá no céu. Todos nós sentimos muitas saudades de José Evilásio Costa.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

MARCELO GOMES JÁ FOI UM GRANDE ÍDOLO DA JUVENTUDE QUIXADAENSE

 <>Num canto da sala de uma casa localizada na rua da pedra, um velho baú de madeira, de grande valor sentimental, guardava parte da história do casal Oliveira e Silvia. Naquela vida simples e feliz, o adolescente Marcelo Gomes saía correndo do Grupo José Jucá e, adentrando ao doce lar, começava a cantar, utilizando o baú como uma bateria. Naqueles doces momentos, pensava ser um Ringo Starr( Beatles), um Lécio(Fevers), Netinho(Incríveis) ou um Gelson Moraes(do Blue Caps), todos, emblemáticos bateristas.  No entanto, foi a sua bela voz e uma interpretação convincente, que chamou a atenção da família e dos vizinhos. Diziam assim "esse menino da Silvia será um grande artista!". Realidade, logo constatada, pelo sanfoneiro Otílio Moura, amigo da família, que começou a ensaiar e dá lições de interpretação ao garoto. Com o apoio dos amigos e forte torcida dos pais e irmãos, participou dos programas de auditório que, naqueles anos, alimentava a vida cultural da terra dos monólitos. Se tornou uma presença, quase obrigatória, por exigência do público, nos eventos artísticos comandados, à época, por José Maria Libório, Manoel das Pernambucanas, Zé Pereira. Passou a disputar a preferência dos jovens quixadaenses com Adailton Menezes, Rômulo e outros. Numa votação promovida pelo programa "Show da Juventude" apresentado por Raimundo Sousa no "Serviço de Alto-Falante Solon Magalhães" foi eleito o "Rei da juventude quixadaense" com uma votação expressiva. Centenas de cartas chegavam aos estúdios que se localizavam na residência do proprietário Adolfo Lopes. Acompanhada da votação ao nome de Marcelo Gomes, um turbilhão de declarações de amor e até pedidos de casamento. Na noite do recebimento do prêmio, grande número de fãs, em cada praça, onde tinha uma repetidora da programação, acompanhava tudo com muito interesse. Marcelo, então, começou a trabalhar profissionalmente, participando de uma banda, comandada pelo amigo Otílio, que se apresentava em diversos municípios do estado. Convidado pelo músico José Raimundo passou a integrar o grupo "Os Dragões" que tinha em sua formação, músicos de qualidade, como José Antonio(guitarra), José Nilton(guitarra), José Cera(baterista), Carlos(baixista), Raimundo Chinês(sax alto), Holanda(trombone de vara) e Zé Raimundo(tecladista). Foi aí, neste momento, que apareceu o músico e amigo Dudu Viana que o convidou a fazer parte de "Os Monólitos" e, assim,cantar ao lado do consagrado intérprete, Zé Maria do BEC, como era conhecido, a quem faz questão de ressaltar ter sido um professor na arte de cantar. No novo grupo, conviveu com notáveis músicos como Zé Pretinho, Mondrongo, Francisco, Vinicius, Luis baterista, Manuel, Tito Maravilha. Vivíamos os primeiros anos da década de 70(século passado) e "Os Monólitos" era considerado como os reis do baile em todo o interior, dando maior visibilidade ao trabalho do novo astro.  Nas inesquecíveis vesperais do "Terraço Clube", comandadas pelo saudoso Carmélio Queiroz, recebia o carinho dos fãs e faixas com mensagens de muito amor. Arrancou suspiros e aplausos numa apresentação na "TV Verdes Mares" cantando no programa de Luiz Vieira. Ouviu do apresentador o seguinte conselho: "Menino, vá para o Rio, você tem talento!". Algum tempo depois, foi a cidade maravilhosa, mas não para tentar a carreira artística e sim, trabalhar em outra área, com certeza, vislumbrando um futuro bem mais seguro, digamos assim. Era setembro de 1974. Mesmo com os apelos da família e de Dudu Viana, Marcelo sentia necessidade de se firmar no trabalho. Nos primeiros anos em Volta Redonda, cidade em que mora há 41 anos e constituiu uma segunda família foram de uma grande saudade. Sonhava com os beijos na testa que dona Silvia, todos os dias, lhes dava. Lembrava, com os olhos cheios de lágrimas, os firmes passos de seu pai, no caminho para o trabalho, mas, sem antes deixar de dar o recado: "meu filho, não falte a escola". E as brincadeiras com as irmãs, no quintal da casa, onde a cisterna se transformava num palco, ele imitando o querido astro Paulo Sérgio e as meninas, dançando, fazendo mímicas de Wanderléa, Rita Pavone,  Cely Campelo, dentre outros? Mas, como falou o poeta Cazuza, o tempo nunca pára e Marcelo foi se acostumando a nova realidade, agora já com família constituída e a presença de novos amigos neste seu novo momento. Pela seriedade no trabalho, dedicação aos amigos, um coração de criança a bater no peito, conquistou o carinho das pessoas de sua convivência na atualidade. Foram 5 anos longe de seu Quixadá querido, uma vontade gigantesca de pedir bençãos aos pais, sentir, novamente, o gostoso convívio com os irmãos. A saudade só era amenizada pela chegada do carteiro com alguma carta vinda da terra dos monólitos. A distancia nunca foi motivo para Marcelo esquecer os ensinamentos de Silvia e Oliveira, eternos guias de sua vida. Na luta pela obtenção de seu espaço na grande cidade, encontrou seu anjo da guarda, Adélia, com quem contraiu matrimônio e hoje é pai de Marcelo e Alice. Em Volta Redonda, chegou a cantar, algumas vezes, com o pai de sua esposa, mas não profissionalmente. Seu coração está dividido entre Volta Redonda e Quixadá. Em, praticamente todos os anos, vem rever seus queridos pais e os irmãos Narcélio(Quininin), Angela, Francisco Aelio, Josefa, Rosangela, Sílvia, Denise, Márcia, Adriana e Alexandro. Revela que o momento mais difícil que vivenciou foi a morte do irmão, Narcélio, o querido Quininin. Foi uma dor intensa, mas enfrentada com coragem, pois, toda a família, sempre acreditou na existência de um Deus misericordioso. Marcelo tem saudades daquele tempo quando cantava nos "Dragões", no "Os Monólitos", mas confessa ser muito feliz por ter uma família maravilhosa e a abençoada presença física dos seus queridos pais Oliveira e Sílvia. "Ainda hoje, eles são meus guias! Todos os dias, antes de dormir, telefono e peço às bençãos! afirma aquele que já foi um dos maiores ídolos da juventude quixadaense.

Monólitos anos 70- Zé Maria, Tito Maravilha, Vinicius, Marcelo, Fransquinho, Dudu Viana, Manuel, Mondrongo e Luís

Éramos todos jovens

Com os pais Silvia e Oliveira

Marcelo curtindo a netinha

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

ACONTECEU-ÁRVORE CAI E ATINGE BUSTO DE CORONEL NANAN

O busto de Coronel Nanan foi atingido
 <>As chuvas que estão caindo na terra dos monólitos vem acompanhadas de fortes ventos e muitas árvores estão caindo. Uma delas, localizada na praça Coronel Nanan, também conhecida como praça dos crentes, foi ao chão atingindo o busto do homenageado. Por sorte, ninguém passava no local no momento da queda. A praça foi construída na administração do prefeito José de Queiroz Pessoa através do decreto número 6 de 31.10.1931(século passado), destinando, para isso, um crédito de 8.000$000(oito mil reais) e contando também com donativos particulares. Constata-se que àquela época acomunidade ajudava o poder público, participando da administração, porque entendia que os investimentos feitos eram de interesse e em benefício de todos. O importante é que a sociedade, participando, sabe valorizar as obras construídas e preservá-las ao invés de destruí-las como acontece no momento. Entre os que colaboraram financeiramente para a construção da praça  estão: Fausto Cândido de Alencar, Hercílio Bezerra, José Caetano de Almeida, Cícero Moreno, João Cândido e o próprio prefeito.
**As informações históricas sobre a praça foram retiradas do blog "Retalhos de Quixadá" dos autores Angela Borges e João Eudes Costa.
A praça quando de sua inauguração

MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE-QUIXADÁ FICA EM OITAVO LUGAR NO CAMPEONATO CEARENSE

<>Olha aí o nosso canarinho do ano de 1978(século passado) que participou de um dos mais disputados certames do futebol cearense com fortes equipes e ficando em oitavo lugar. Pela ordem:Valmir, Osmar, Tomé, Zaga, Muniz, César, Airton Bulinho, Helano, Zé Carlos, Basílio e Idé.

QUIXADÁ ENGRAÇADO- RAIMUNDO LIMA

<>Esta nos foi contada pelo amigo Serginho, filho de Raimundo Lima, aquele que sempre tem prontas as respostas para perguntas inconvenientes. Raimundo, estava na calçada de sua casa e, sob o olhar carinhoso dos pássaros, traçava uma feijoada, acompanhada de torresmos e até linguiça. De repente, aparece uma senhora e faz a seguinte observação ao nosso herói: "Meu Senhor, você não pode comer essas coisas nesta idade!" Raimundo a encarou, com cara de malvado, falando o seguinte: "Eu como tudo e até uma velha como você!"

A IMAGEM E O FATO-JOSÉ MARIA LIBÓRIO ERA O NOSSO CHACRINHA

<>Nos anos 60 e 70(século passado), os programas de auditório se constituíram numa grande atração da terra dos monólitos. Havia poucos televisores, o rádio ainda não tinha chegado por aqui e, então, esta forma de diversão atraía muita gente. As matinais do Comercial Clube se tornou uma grande atração, aos domingos, com programas de calouros que revelaram muitos astros. No prédio dos motoristas, Balneário e em outros espaços, grande números de quixadaenses prestigiavam esses eventos artísticos. José Maria Libório deu a sua grande contribuição para o sucesso destes programas. Nessas atrações desfilaram muitos calouros, como por exemplo, o hoje consagrado e aplaudido cantor Rômulo Santaray. Na imagem José Maria Libório, Rômulo e o músico Holanda

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A IMAGEM E O FATO- SÉTIMO CURSILHO MASCULINO DE CRISTANDADE

<>No período de 24 à 27 de setembro de 1981(século passado) tivemos o sétimo cursilho masculino de cristandade. Nesta imagem obtida pelo inesquecível Zezito a presença de queridos amigos. Alguns, hoje, na pátria celestial. Assim como no evento feminino, Dom Rufino foi o orientador espiritual. Alguém da foto, é da sua família, é seu amigo? Por favor, nos aponte. Agradecemos!