domingo, 14 de outubro de 2018

FELIZ DIAS DOS PROFESSORES 2018

<>Tenho saudades da escola da professora Francisca Pereira das Virgens(Nana) na rua do Baturité(hoje, Plácido Castelo) que nunca frequentei. Nem era bom aluno, criança ainda, queria mesmo era brincar de bola de meia, de trem feito de caixas de fósforos, corrida de carneiro e banhos no rio Sitiá. Lembro que nós a chamávamos de "Minha Mestra". Gostava também da madrinha Luizinha Bezerra, tão doce, tão meiga. Ali pelo anos 30, fiz matrícula no Grupo Escolar José Jucá e lembro que ela  mandava fazer cópias. Morro de saudades do seu lindo sorriso que nunca vi. Não me esqueço do abraço que nunca recebi da querida mestra Maria do Carmo Lélis(Da Quintina). Foi na escola Santa isabel da santa(eleita pelos alunos) Neémia Jataí que ,verdadeiramente, pude sentir o grande valor de um mestre. A escola desta santa educadora funcionou de 1958 a 1997 e por ela passaram diversos quixadaenses que nos dias atuais são destacados profissionais. Neste dia do professor me desespero para falar do único profissional do mundo que forma todos os outros.Não é lindo isso? São tantos profissionais para abraçar, homenagear, mas aqueles que estão citados no texto, com certeza, representam todos, todos, que lecionaram no passado e os que o fazem no presente. Lembremos com emoção daquelas primeiras heroínas do Grupo escolar de Quixadá: Isa Linhares, Stela, Maria Brasil, Temira Gurjão, Ana Bezerra Lima, Maria Alencar, Judite, Rosa Viterbo e Maria Cavalcante Costa, dentre outras. Meu Deus, são tantos abençoados mestres para lembrar como Padre Hélio(bomjour, Merci), Maria Braga Monte(divina Maria Braga), Padre Clineu(craque na Língua Portuguesa), Lúcia Albuquerque, Júlia Tavares(paciência e bondade), Francisca Gurgel, Regina Amorim(uma princesa na arte de educar), Will Holanda(um Pelé no ensino da Historia), Lúcia Cabral, Romildo. Desejo muita paz e saúde a profesora Lucimar Mendes(aquele abraço, grande educadora), Baviera(jardim da infância), Angélica Cavalcante, Aílson da Silveira Medeiros, Cezarina. Me permitam tratá-las como santas as educadoras: Irmã Plácida, Rute. Peço as suas bençãos irmãs Sebastiana, Firmina, Venrabilis, Cristófora, Odília.  Me ajude, Senhor, lembrar de mais nomes(são tantos). Vamos lá: Dayse Façanha, Cleune Queiroz, Irisvalda  de Barros, Florinda, Lilrene Canabrava, Teresa Cristina Brasileiro, Maria Luisa e Silva Maia, Professor Pery, Hermenegilda, Joana, Marilene, Maria José, Edson, Assis, Fátima Duarte,Cleomar, Itamar, Waldenice, Waldeniza, Maria Isolda de Almeida Dantas, Lolota, Francisca Furtado, Francisco Bezerra, Fátima Viana, Eliane Brito, Teresinha Eliziê, Betinha, Raimundo, Wanderley Alves, Aurísio, Tauvânio, Ed Naldo Santana, Roberto Bezerra.
Tauvânio, Ed Naldo e Roberto Bezerra-jovens educadores
O meu desespero está aumentando porque já não consigo lembrar de mais nomes. Como gostaria de lembrar! Mas isso não importa! O que importa é agradecer a todos os mestres que tornaram possíveis as nossas impossibilidades. Este texto é uma homenagem aqueles que  tem a arte de ensinar para a vida e que vivem(viveram) prá educar. Se o seu nome, caro mestre, não estiver por aqui, lembre-se que ele está na memória e no coração dos ex alunos. FELIZ DIA DOS PROFESSORES! Ficaria imensamente feliz se os estimados amigos escrevessem algo no espaço dos comentários sobre os nossos sempre amados mestres

Maria Isolda de Almeida Dantas foi uma dedicada mestra
Betinha, ensinou os jovens a gostar de Português
Angélica Cavalcante está no coração dos ex alunos

Professora Florinda-mestra dedicada

Valdinha-ficar sempre perto dos jovens foi sua grande marca

Professora Julia conquistou a juventude com seu carisma e competência

Neémia educou geração de quixadaenses

Professor Raimundo nos tempos do Colégio Estadual(anos 70)

Professor Cleune-paciência e dedicação


Francy Gurgel-despertou o aluno para o estudo da Matemática

Maria Luisa-mestra por vocação

Will Holanda- o professor amigo

Baviera Carvalho-jardim da infância
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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A "ERA DOS ALTO-FALANTES" NA TERRA DOS MONÓLITOS

                                        <>Muito antes da chegada da primeira emissora de rádio na terra dos monólitos que aconteceu  no ano de 1980(século passado), os quixadaenses tinham como principal meio de comunicação os serviços de alto-falantes também chamados de amplificadoras ou irradiadoras. Algumas ficavam por sobre os telhados, postes ou até em árvores.  Elas eram utilizadas como meio de divulgação do  que acontecia na cidade como, por exemplo,  horário de missas, convites de enterro, festas que aconteciam na região, publicidade do comércio existente no espaço verdadeiramente com cara de interior. Sem esquecer, é claro,  as mensagem musicais seguidas de juras de amor eterno e sem identificar os apaixonados, baseados naquela poética máxima de "não dizer o nome para evitar confusão". Os felizes ouvintes iam para perto das cornetas e naquele ambiente de muita paz nasciam novas amizades e até amores. Nos parques de diversões as amplificadoras faziam mocinhos e mocinhas sonharem no voo das canoas ou nas viagens para perto  do céu nas roda-gigantes. Quem consegue esquecer da irradiadora do parque de diversões do seu Pedro tocando coisas de amor. Mas esses veículos de comunicação também informavam sobre o que acontecia no mundo, as guerras, mundo político, os esportes e até eram utilizados para os protestos da população na busca de uma melhor qualidade de vida. Então, tudo isto quer dizer que antes do rádio, as amplificadoras eram uma espécie de voz do povo. Se faz necessário afirmar que também serviram como escola para aqueles que tinham pendores para a radiofonia. As repetidoras do som em mais de uma praça chamávamos de cornetas. Podemos até dizer que antes da presença do rádio tivemos o que poderíamos denominar de " A Era dos Alto Falantes" em Quixadá. Na década de 20, 30, funcionava na  rua Rodrigues Junior, na esquina onde ficava localizada a famosa farmácia de Zé forte uma amplificadora de propriedade do senhor Luis Pontes de Lima. Era a "LPL"  e ali havia um bar chamado Mantiqueira e que era frequentado por muitos quixadaenses. Era uma atração para a época e tornou muito popular o locutor Viana Filho(Vianinha) que era reconhecido em toda a cidade. E o vento levava para longe o som da "LPL" e muitos tomavam banho no rio Sitiá ouvindo belas melodias. As jovens que vinham pegar água nos tanques de água que existiam na cidade para encherem os potes suspiravam ao ouvir uma doce melodia de Vicente Celestino. Marcou época a amplificadora" Iracema" administrada  pelo senhor José dos Santos que alegrou durante bom tempo a terra dos monólitos e que funcionava no bairro Rodolfo Teófilo depois chamado rua da Matança e transferindo-se anos mais tarde para a rua do Prado(Tenente Cravo). Ficava  na esquina do antigo estádio Luciano de Queiroz onde ,atualmente, está localizado o centro administrativo da prefeitura. Nos anos 60, funcionava na rua Tenente Cravo num ponto comercial do senhor Chico Padeiro a amplificadora "Voz do Norte" comandada pelo amante da comunicação, Antônio Anastácio da Silva, o popular poeta Paroara. Muito organizado, confiou ao senhor Edwardes Mendes de Carvalho toda a documentação do seu equipamento de comunicação. Durante muitos anos, a "Voz do Norte" foi a alegria dos moradores da rua Tenente Cravo e de outras ruas próximas. A partir de 1938, passou a funcionar o" Serviço de Alto- Falantes Solon Magalhães" dirigido pelo benfeitor quixadaense Adolfo Lopes da Costa. Naquela pacata Quixadá, a voz de Luiza Lopes, Geraldo Cabral e outros locutores enchiam de alegria os corações daqueles ouvintes que pareciam sempre felizes. A irradiadora comandada pelo mestre dispunha de quatro cornetas instaladas nas praças de maior movimento. Ainda hoje, permanece no mesmo local uma dessas cornetas, exatamente no portão lateral do velho mercado público. Adolfo Lopes é considerado o pai da radiofonia na terra dos monólitos pois o seu veículo de comunicação prestou relevantes serviços a comunidade e também serviu de escola para aqueles que sonhavam trabalhar na comunicação. A "Solon Magalhães esteve em atividade até a morte de seu idealizador ocorrida em 1997. Não se pode contar a história das irradiadoras em Quixadá sem dedicar um capítulo especial ao senhor Raimundo Alfredo Teixeira, o popular e querido Poti que mesmo tendo nascido em Iguatu se tornou um quixadaense de coração e amava demais a comunicação. Ele era um adepto do radio amadorismo e montou uma amplificadora nas proximidades da  Casa Olinda e sem esquecer o fato de que ele fazia a cobertura dos grandes eventos ocorridos em Quixadá, ali pelos anos 50, 60, 70. Poti prestou enormes serviços a terra dos monólitos através da maçonaria, do LIONS e sem esquecer que foi secretário de urbanismo no primeiro mandado do prefeito Aziz Okka Baquit(1973-1977). Ainda nos dias de hoje, temos as irradiadoras nas torres da igreja chamando aqueles que acreditam nas coisas lá do céu. Acredito não haver dúvida mesmo não sendo um historiador de que os serviços de alto-falantes são parte da memória histórica da cidade. Para montar este simples texto coletei narrações de pessoas de mais idade da cidade e também levei em conta a minha própria experiência pois acompanhei o funcionamento de parte desses pioneiros meios de comunicação. Pensei demais na atual geração que não vivenciou os tempos das amplificadoras e espero que alguns jovens realizem pesquisa sobre o assunto. Estamos, com certeza, realizando a valorização do passado. Podemos, juntos, resgatar muito do nosso passado. Acredito, mas com muita humildade, que estou fazendo a minha parte.   
Paroara-diretor da "Voz do Norte"
                                                                                                                                                         



Adolfo lopes-pai da radiofonia quixadaense
Luiza lopes-esposa do mestre Adolfo e locutora
Stúdio central da "Solon Magalhães"
Corneta da "Solon Magalhães" continua instalada no portão do mercado ´público
Raimundo Alfredo Teixeira(Poti) na cobertura da presença de Jânio Quadros em Quixadá
As amplificadores estavam presentes no cotidiano dos quixadaenses
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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

FRANCISCO JOSÉ(CHICUTINHO)<> IDEALIZADOR DO PRIMEIRO CEMITÉRIO PARQUE DO SERTÃO CENTRAL NOS LEMBRA QUE É NAS DIFICULDADES QUE ENCONTRAMOS OS CAMINHOS DAS CONQUISTAS

                              "O sofrimento nos traz muitos aprendizados". Esta frase é de Francisco José de Lemos, o popular Chicutinho.  Ele provou que o sucesso na vida de um ser humano vem com as derrotas. Poucas pessoas sabem que ele passou por momentos tortuosos enfrentando até mesmo desemprego e seguidas quedas em alguns dos negócios que ousou enfrentar. Não se sente constrangido ao lembrar que chegou a passar  dificuldades financeiras. O sofrimento, as batalhas é que nos dão coragem para conquistar nossos ideais. É desta forma que enfrentou os obstáculos que foram surgindo em seu seu caminho. No enfrentamento das adversidades, jamais se deixou levar pelas emoções negativas não permitindo que elas tomassem conta do seu coração e de sua mente.   Francisco José de Lemos Neto nasceu numa fazenda por nome de Ferros no município de Quixeramobim e ainda criança começou a ajudar o avô Antônio Lopes de Sousa  na agricultura no distrito de Algodões. Por problemas que aconteceram relacionados as terras que habitavam e trabalhavam, a família decidiu ir morar em Fortaleza no ano de 1968.  Chicutinho já contava com 19 anos de idade e na cidade grande tudo era diferente do jeito de se viver no sertão. No bairro Parangaba já bastante habitado naquele tempo, começou a trabalhar de servente, auxiliando seu pai, João Lemos, então um pedreiro bastante requisitado para serviços da construção civil. O trabalho exigia muito do pai e do filho como ter que acordar cedo, ainda na madrugada e enfrentar, às vezes, chuvas ou sol rachando. Era um trabalho verdadeiramente para os fortes, não há dúvida. Mas, parece mesmo que esta família estava mesmo predestinada a vir morar em Quixadá. Certo dia, estavam trabalhando no mesmo local quando o fazendeiro José Paulino que conhecia muito bem os dois e por coincidência passava por ali, os avistou e foi logo falando "Compadre João Lemos, Fortaleza não é lugar para você!".  Informou para os dois que o senhor José Bonifácio, então secretário de governo, iria realizar algumas construções em Quixadá e iria indicá-los para trabalhar nesta tarefa pois era muito amigo dele. Francisco José e o pai foram ,então, na residência do senhor José Bonifácio e ficou acertado que iriam morar na terra dos monólitos e trabalhar na construção de algumas casas. Havia trabalhos em outras localidades, mas Chicutinho explicou para seu pai que ir morar e trabalhar em Quixadá seria mais interessante para a família. Não precisa nem dizer da alegria da professora e mãe amorosa, Maria de jesus Sousa Lemos, em ir residir na bela cidade do sertão central. No dia 11.02.1968 chegaram em Quixadá, um domingo, e não demoraram a iniciar os trabalhos. Na hora da prestação de contas com os outros trabalhadores, pegavam o dinheiro com seu Aloísio(O Chefe), amigo pessoal de José Bonifácio. Chicutinho sempre esteve trabalhando ao lado do seu pai mas por sugestão do senhor José Costa Lima, irmão do senhor Gerardo com quem havia trabalhado no tempo de adolescente,  passou a se interessar em trabalhar no comércio o que viria acontecer algum tempo depois. Naquele momento, o senhor Benjamim Oliveira estava montando um depósito de rede para atender as necessidades de sua fábrica. Francisco José fez todos os testes e foi aprovado dentre 27 inscritos para aquela vaga de trabalho. Naquela tarde de 3 de março de 1968, Benjamin foi na sua Kombi até a casa do novo funcionário e lhe comunicou que amanhã ele já começaria a trabalhar. Foram 6 anos de muita dedicação e aprendizado junto ao conhecido empresário de quem se tornaria um grande amigo. Trabalhou em meados dos anos 70 na loja Sônia de propriedade do senhor Moisés Rodrigues e nunca esqueceu o dia em que fez o transporte dos produtos da loja de Quixeramobim até Quixadá pois aconteceu uma grande enchente na vizinha cidade. Administrou a popular Confecções Monólitos que se tornaria um empreendimento de sucesso mas por motivos de natureza econômica encerrou suas atividades. Foram anos de muitas dificuldades mas nunca foi homem de se dar por vencido e já era quase uma rotina em sua vida, cair e levantar,  passando por cima de todos os obstáculos. Determinado, montou um depósito de cal no bairro do Alto de São Francisco que naqueles anos crescia bastante com a construção de novas casas. Neste momento, formou uma sociedade com o amigo Vicente Albano e sempre trabalhando acabou por organizar a vida financeira. Intensificou seu trabalho exatamente no que mais gostava que era atuar na construção civil. Inclusive, ali pelos anos 90, participou da construção de alguns apartamentos em Fortaleza e até ficou muito conhecido como Quixadá das construções.  Até hoje, é muito grato ao médico César Oliveira, filho de Benjamim que lhe alertara: "Para trabalhar com papai, você terá que estudar!" Depois de ouvir o alerta, correu para o Grupo José Jucá e foi submetido a um teste conduzido pela atenciosa professora Cezarina e foi aprovado com louvor. Sempre estudando com seriedade, mesmo enfrentando 8 horas de trabalho, foi aprovado obtendo o segundo lugar no exame de admissão e concluiu então o Ginasial no Colégio Estadual. Lembra com muito carinho dos professores: Betinha(Português); Nilson Rolim(Inglês); Miranda(Matemática); Socorro Rodrigues(O.S.P.B); Cleune Queiroz(Técnicas Comerciais), dentre outros. Guarda no coração o convívio com colegas de classe como Irecê, Ednardo, Eduardo, Damião, Aldenora, Vicente Capistrano e outros que já não lembra os nomes. Continuou a estudar e sempre tendo consciência de sua importância, enfrentou o supletivo. E veio a grande conquista que foi a graduação em História pela FAFIDAM(Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos), sediada em Limoeiro do Norte. Se faz necessário lembrar que sempre contou com o apoio  de sua esposa Francisca Risolene com quem se casou em 12.01.1974 na igreja Jesus, Maria e José em cerimônia presidida pelo Padre José Bezerra. Francisco José e Risolene são pais amorosos de Romero de Sousa Lemos(hoje, advogado de renome) e Karla(formada em Enfermagem, tendo trabalhado 8 anos e atualmente exerce a advocacia).  Cansado de levar tantos foras daqueles que procurava para montar algum tipo de negócio, resolveu fazer uso da criatividade para organizar junto à pessoas de sua confiança um empreendimento que viria a revolucionar os serviços funerários na terra dos monólitos. Sabia até demais que o velho cemitério de Quixadá em pouco tempo já não atenderia mais à contento as necessidades de uma cidade que crescia a passos largos. Um certo dia, ao acompanhar um sepultamento em moderno cemitério da capital imaginou que a terra dos monólitos já merecia há muito tempo, um cemitério do tipo parque. Voltou para a terra dos monólitos com esta ideia fixa na cabeça e resolveu enfrentar este desafio.  Jamais admitiu ser sufocado por crenças negativas e no dia a dia, desconstruía imagens ou pensamentos  de derrotas e ademais sempre foi um homem de muita fé. Vamos construir um moderno cemitério na terra dos monólitos, falava para seus amigos mais próximos e de sua confiança. Sua preocupação inicial foi com a localização e depois de muito pesquisar achou que o local ideal para a construção do primeiro cemitério particular da região centro do estado seria num terreno próximo ao Santuário da Imaculada Rainha do Sertão.  Tinha plena consciência de que sozinho não chegaria a lugar nenhum. Foi então falar com a senhora Elza, viúva do industrial Cila Pinheiro e seu filho Marquinhos que aceitaram o desafio. Era o ano de 1994 e já no ano seguinte depois de cuidar com muito zelo da parte burocrática, teve início a construção daquele espaço localizado na Avenida Doutor Alessandro Nottegar. Nos lembra que foi trabalhar durante algum tempo num moderno cemitério da capital para entender melhor como funcionava e conhecer a sua estrutura, as necessidades de um espaço de tanto significado para as famílias. E finalmente, o sonho se tornou realidade. O "Nova Jerusalém" iniciou suas atividades em 4.01.1999. Hoje, aquele espaço apresenta uma estrutura moderna e eficiente garantindo o respeito a memória de familiares.  Francisco José nos lembra que a maior preocupação do "Nova Jerusalém" é bem atender os familiares para que eles possam enfrentar momento tão delicado como é a perda de um ente querido. Atualmente, Francisco José exerce a função de mestre de obras e lhe caiu muito bem esta atividade devido a experiência que acumulou numa vida sempre dedicada ao trabalho e em especial, o da construção civil. Na parte burocrática, merece destaque o trabalho de Marineide Pinheiro que conta com uma equipe altamente profissional que faz daquele moderno cemitério um orgulho para todos nós.  É sempre bom nos encontramos com Chicutinho pois ele está sempre a nos lembrar que as dificuldades fazem parte da vida e que a vida é nossa grande mestra. Acredita que conseguiu mostrar que os fracassos que enfrentamos no momento podem não ser fracassos no amanhã. Para ele, as quedas que levou se transformaram em motivos para sempre lutar pela conquista dos sonhos. Ele nos mostra que a fé e a vontade juntas é uma via muito importante para que os objetivos sejam conquistados. Na vida deste estimado ser humano mesmo quando tudo parece querer desabar, ele risca a palavra desistir e sempre vai em frente na busca de novas conquistas. Por isso, é um profissional respeitado e querido na terra dos monólitos. Francisco José, carinhosamente chamado de Chicutinho, sempre nos lembra as palavras de Dalai Lama: "Só existem dois dias no ano que não se pode fazer nada: Ontem e amanhã".




Chicutinho é um exemplo de persistência na busca de seus objetivos
Anos 80- a tão sonhada graduação
Cemitério parque "Nova Jerusalém"- Um orgulho dos quixadaenses
Na FAFIDAM- anos 80
Visitantes elogiam a organização do "Nova Jerusalém"
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

EU E MEU AVÔ

Mestre Nabor-Desenho à bica de pena de Waldizar Viana
 Não tive a felicidade de conhecer meu avô, mas, estranhamente, a saudade que sinto dele aperta e sufoca meu coração. Sua ausência tem um sabor muito amargo, mesmo tendo nascido muitos anos depois(ele nasceu em 1851). Nunca  entendi o porquê de minha mãe  e minhas tias  sempre terem se negado a dar maiores informações sobre ele. Falam e é verdade que ser avô é também ser pai pela segunda vez e gostaria de ter convivido com este meu novo pai. Tenho muitas saudades do abraço que nunca lhe dei. Nabor Crebilon de Sousa é  o seu nome. Ainda na adolescência, ali pelos anos 60, ouvia os quixadaenses de mais idade falarem que Nabor foi um grande músico e tendo, inclusive, ensinado em diversos colégios. Comecei então a me interessar mais pela trajetória deste notável maestro e logo descobri que ele não nasceu na terra dos monólitos e sim em São Miguel-RN, aqui chegando no ano de 1888, na companhia de sua esposa Maria Angélica de Carvalho. Meu interesse em conhecê-lo melhor aumentou muito nos últimos anos e procurei historiadores, jornalistas, artistas plásticos, enfim, pessoas ligadas à cultura. Há alguns anos atrás, li e recortei uma matéria de autoria de Jonas Sousa no jornal "Tribuna do Ceará" que me possibilitou um conhecimento maior de meu avô. Lembro que pedi a mamãe, a doce Itamar, uma de suas filhas e as minhas tias Maura, Maria, Baviera, Robéria e Elba, algum retrato dele  e elas nada. Como ele seria? Me veio então a ideia de pedir ao talentoso artista plástico quixadaense, Waldizar Viana, um retrato falado. Há quem diga que ele enquanto monta um retrato vê a própria pessoa, mas o pintor não confirma essa versão. Queria saber mais sobre a sua  trajetória e procurei o socorro sempre necessário do memorialista João Eudes Costa que sempre atencioso foi logo me informando que meu avô lecionou música no Ginásio São José na serra do estevão, convidado por Dom Maurício, consagrado mestre que teve sua formação nas melhores escolas da Europa. Me contou Eudes que vovô foi professor dos irmãos Fernando e Juarez Távora, famosos militares e políticos brasileiros no respeitado Instituto Chaves. Outras informações que me foram repassadas pelo memorialista consta ter sido a professora Maria do Carmo Lélis, a querida professora Quintina, a pessoa que guardou inúmeras partituras compostas por meu avô. João Eudes lembrou que ele escreveu composições para coral, músicas sacras, consertos para pianos, duetos vocais, marchas fúnebres, dentre outras criações artísticas. O ano de 1918 foi a data de sua morte. Todas essas informações estão nas páginas do elogiado livro "Ruas que Contam a História de Quixadá" de autoria do querido escritor quixadaense. Com certeza, sentirei a sua permanente presença em minha vida realizando pesquisas sobre a sua figura, sobre a sua contribuição a nossa cultura. 
Memorialista João Eudes Costa


                 Sabedor de todas essas qualidades do Mestre Nabor passei a ter uma admiração bem maior e sou bastante grato aos que estudaram e divulgaram sua arte. Agradeço ao meu amigo Morvan Lobo de Carvalho que no ano de 1994 propôs o nome de meu avô para dar nome a nossa banda de música com a aprovação de todos seus colegas vereadores. Outro motivo de alegria é o fato de morar numa rua que tem o seu nome. Certa noite, tive um lindo sonho. Sonhei que estava ao lado do Mestre  quando este regia a sua orquestra numa solenidade festiva no Mosteiro de Santa Cruz e professores, alunos e toda gente o aplaudiam com entusiasmo. Reconheço que demorei bastante para perceber a importância de Nabor Crebilon de Sousa na vida cultural de nossa cidade. E mais que isso, percebi somente agora o quanto a presença de um avô é importante na formação do caráter de uma pessoa. Adoraria se ele estivesse aqui contando estórias, me ensinando a tocar algum instrumento, mas principalmente me falando de suas atividades como grande músico. Como todo ser humano, também tenho minhas vaidades e fiquei cheio de orgulho quando jovens universitários realizavam uma pesquisa sobre o maestro e um deles, assim se expressou:" Mestre Nabor é avô do radialista Amadeu Filho". Mas, a maior alegria que sinto agora é ser sabedor da importância de um avô na vida das pessoas. E claro, reconhecer que ele foi um construtor de nossa arte musical. Vovô Nabor sempre fará parte de minha vida!
Morvan propôs o nome de Mestre Nabor na nossa banda de música

artista plástico Waldizar Viana


Minha tia Maria e minha mãe Itamar, filhas de Nabor
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

EDUARDO BANANEIRA-UMA SAUDADE ETERNA DE TODOS NÓS QUIXADAENSES

Eduardo sempre estará no coração dos quixadaenses
<> É com um enorme peso no coração que confirmamos neste espaço a partida do nosso estimado amigo Eduardo Bananeira(Carlos Eduardo Nogueira). Nós, seus amigos quixadaenses, nos unimos à consternação e dor que neste momento vive a sua família. Obrigado Eduardo por teres nos mostrado o verdadeiro sentido da palavra amizade. Obrigado por nos fazeres fortes quando pensávamos ser fracos no enfrentamento da dura realidade que todos vivenciamos no dia à dia. Por trás daquela pessoa que parecia sempre muito séria, um coração de criança e jamais contaminado pelo orgulho ou pela prepotência. Ele gostava de fazer amizade até com quem  nem sabia o nome e era chegado a uma boa prosa como os amigos mais constantes. Com certeza, este jeito brincalhão herdou do pai vovô Bananeira(Carlos Nogueira de Milão) e o carinho para com os colegas de trabalho e amigos aprendeu com a mamãe Maria Soledade. Vovô Bananeira foi um símbolo da alegria e da irreverência na terra dos monólitos. Eduardo era uma espécie de bússola para toda a família pois alertava para a necessidade do estudo, sempre lembrando que os objetivos e as metas que se pretende atingir só o estudo é capaz de realizar. Com sacrifício, foi estudar em Fortaleza e sempre chamou a atenção de professores e colegas pela inteligência e dedicação. Chegou a obter aprovação em vestibulares mas não efetuou matrículas pois a sua vocação situava-se entre a Medicina e a carreira de professor. Era sempre requisitado por escritores para a revisão de textos literários o que garantia qualidade nas publicações. O escritor João Eudes Costa que o chamava de "Nego Eduardo" devido a grande amizade entre os dois, afirmou que na missão de revisar textos ele se destacava pela seriedade e por identificar logo no primeiro contato com o texto as inadequações gramaticais. Devotava um amor imenso aos irmãos Martelo(José Alberto), Cem(Francisco Carlos), Manoel, Caetano, Baía(Maria Raimunda), Elvira, Florinda, Ozélia, Leide, Teonília e Benvinda. Pai amoroso de Carlos de Milão e Elton Luís, soube transmitir com habilidade todo o amor de que eles necessitaram para se tornarem corretos profissionais em suas atividades. O caráter dos jovens Carlos de Milão e Elton refletem a grandeza de seu querido pai. Naquelas horas incertas que todos os seres humanos enfrentam, Dudu(como era carinhosamente chamado pelos amigos) tinha um anjo da guarda ao seu lado por nome de Edna Queiroz que lhe foi presenteado pelo bondoso criador. Por vários anos, lecionou no Colégio Estadual e em outros estabelecimentos e destacou-se como educador no ensino da Língua Portuguesa, sendo muito requisitado pelo público jovem que iria se submeter aos concursos públicos. Na verdade, ele era um apaixonado pela língua de Machado de Assis e era um devorador de livros, em especial, de Guimarães Rosa, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e gostava de repassar para os amigos os contos de Moreira Franco.  No Colégio Estadual teve como colegas Valda Alves, Raimundo, Wanderlei, Pery, Lolota, Betinha, Florinda, Hill Holanda, Ailson Silveira, Sargento Moreira, Nivaldo, Valdomiro, Carlinhos, Miranda, Oswaldo Silveira, Gilson, dentre outros. Durante alguns anos, pertenceu ao quadro de funcionários do Banco do Brasil que lhe serviu como grande aprendizado segundo afirmou para algumas pessoas. Mas a saúde não lhe permitiu permanecer muito tempo na profissão. Certa vez, me falou que fez grandes amigos naquela instituição e jamais esqueceu aqueles que foram morar distante de Quixadá. Era um amante e estudioso da evolução da Música Popular Brasileira e tinha uma verdadeira admiração pelo cantor Orlando Silva a quem considerava o melhor de todos até os dias atuais. E agora, como serão nossas idas para a igreja do Alto de São Francisco sem a presença do Dudu sentado em uma cadeira de balanço na calçada de sua casa e sempre pronto para uma boa prosa. Mas, houve apenas o desaparecimento físico. Com certeza, aquela alegria sempre presente, o brilho nos olhos pela chegada de um familiar ou amigo há de continuar presente na vida de todos nós. Mantermos uma atitude sempre de coragem no enfrentamento da vida, gostar das pessoas, da natureza e dos animais é ter a garantia da presença de Eduardo  para todo o sempre entre nós. Dudu, agora que estás na suave companhia de Deus, pede paz para a nossa querida cidade que tanto amas.  Receba um forte abraço deste teu simples amigo radialista. Olha, se aparecer algum portador, mando notícias chocantes aqui de Quixadá. Permanecerás sempre vivo em nossas lembranças!
Estar perto da família era sua maior alegria

Foi um revisor de muitos talentos de textos literários

Tempos de Colégio Estadual(Eduardo é o sexto)

Com colegas do magistério
Vovô Bananeira de quem herdou vocação para uma boa prosa
Eduardo nos verdes anos e uma foto de 2017

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Dr. CHIQUINHO(Francisco Chagas da Costa)- A ADVOCACIA EXERCIDA COM PAIXÃO E SIMPLICIDADE

Dr. Chiquinho e seu eterno mestre Rui Barbosa
<>"Pode entrar que a casa é sua!" É desta forma que o advogado Francisco Chagas da Costa(Chiquinho) acolhe aqueles que o procuram. A porta do escritório está sempre aberta e a simplicidade do cordial profissional faz com que as pessoas fiquem bem à vontade. Por algum tempo, as pessoas se sentem como se estivessem em suas casas. "Só me tratem por Chiquinho, nada de doutor!". Simplicidade é o que mais encanta neste profissional que há muitos anos exerce a desafiadora carreira de advogado.  Quando o casal Geraldo Xavier Costa(Juvino) e Maria Agostinha Costa saíram do Rio Grande do Norte e vieram para a terra dos monólitos, o menino Francisco Chagas Costa contava com 10 anos de idade. Estávamos no começo dos anos 60 e o sapateiro Juvino logo conquistou a clientela e fez grandes amizades.Ele começou a desempenhar seu ofício na oficina do senhor Teófilo, localizada próxima a atual Casa Olinda. Não demorou muito e passou a trabalhar por conta própria. Enquanto o pai trabalhava para o sustento da família, Chiquinho que nasceu em Macau-RN e não em Quixadá vivia a pureza da infância. Foi o momento das brincadeiras com os amigos  mais  constantes como Paulo Inácio(cacete), Didi da Mengarda, Zé bodega, dentre muitos outros. A atenção para com o estudo das crianças sempre foi uma grande preocupação da mãe Maria Agostinha  e  era parte da rotina daquele feliz lar. A primeira professora do futuro advogado  e que estará sempre em sua lembrança foi dona Neusinha e diz não esquecer quando ela colocava os alunos em fila para prestar contas sobre a sempre temida Aritmética. Se o  menino(ou menina) não prestasse conta direitinho da tabuada de somar, dividir e multiplicar, era a hora daquele instrumento de punição física, a temível palmatória. Chegou a hora do Ginásio Waldemar Alcântara onde recebeu ensinamentos de Padre Clineu(era craque na Língua Portuguesa), Iracilda, Jaime, Socorro e Francy  que muito lhe ajudaram a obter conquistas na vida de aluno.  Sempre esteve motivado a prosseguir nos estudos mas teve que dar uma parada indo residir e trabalhar em Santa Helena-GO atendendo a um chamado do seu irmão Geraldo Costa que ali já se encontrava trabalhando no escritório da fábrica do Senhor Joaquim ventura. O irmão e outros quixadaense que trabalhavam naquela cidade voltaram para Quixadá mas Chiquinho lá continuou e mesmo trabalhando resolveu fazer o curso de Contabilidade no Colégio Estadual Vital de Oliveira concluindo o mesmo no ano de 1979. Neste momento, alguns quixadaenses se transferiram para aquele estado indo trabalhar em uma fábrica na cidade de Maurilândia bem próximo a Santa Helena sob a coordenação de Sotero Nogueira Lima Leite, cunhado do senhor Renato Carneiro. Chiquinho foi então trabalhar na fábrica de Rio Verde administrada por Sotero nascendo daí uma grande amizade. Ganhando a confiança de toda a equipe da fábrica, foi realizar um trabalho em Uberlândia, cidade localizada no triângulo mineiro. Um certo dia, caminhando pelas ruas daquela bela cidade deu de cara com a presença de muitos jovens em um espaço de educação superior. Parou por algum tempo, olhou atentamente e percebeu se tratar de uma Faculdade de Direito. Apaixonado pela profissão de advogado e devorador de livros de Rui Barbosa, criou coragem e se informou do valor da taxa de inscrição do vestibular. Na verdade, essa vontade de um dia se tornar  profissional vinha desde a adolescência e sabia que concretizar esta meta não era uma situação inatingível e estava mesmo disposto a tirar leite de pedra, a enfrentar os maiores obstáculos. O jovem comunicou este desejo ao senhor Sotero que concordou e até o incentivou a fazer a inscrição e concluir o tão sonhado curso. Parece até que Chiquinho foi escolhido para seguir o caminho do Direito pois passou por situações verdadeiramente incríveis. Interessante foi que a família em Quixadá só foi comunicada quando houve a conclusão do curso. O irmão Geraldo  pensou até tratar-se de uma brincadeira quando lhe foi dada esta informação da conquista do esforçado irmão. Todos ficaram muito felizes mas não compareceram a festa devido a grande distância entre Quixadá e Uberlândia. Faz questão de lembrar da enorme gratidão que tem para com o senhor Soterro e para com um mecânico por nome de Pedro Machado de Lima que trabalhava na algodoeira de José Baquit e que muito lhe ajudou nos seus estudos superiores. "Finalmente, agora posso afirmar que sou advogado" foram as suas palavras logo após a colação de grau. Tinha plena consciência de que não bastava a graduação mas outra luta viria mais a frente  que seria a aprovação no exame da OAB(Ordem dos Advogados do Brasil). É Sabedor de que nesta profissão é necessário estudar permanentemente pois há a necessidade de se estar sempre atualizado nas questões relacionadas a área jurídica.  Na verdade,  o advogado deve ser um profissional atento ao que  que acontece na sociedade e que impacta na vida das pessoas. Voltou para Quixadá no ano de 1982 deixando bem feliz toda a família mas ainda era um desconhecido para a maioria das pessoas, pois esteve ausente durante muitos anos para dar conta do trabalho e do estudo. Neste seu retorno a terra dos monólitos foi importante o apoio do senhor Lafayete que era um amigo dos mais próximos. O tão sonhado primeiro escritório localizava-se na rua Irmãos Queiroz, próximo ao cartório e em pouco tempo conquistou muitos clientes. Esteve  em outros endereços mas atualmente atende na rua Rodrigues Junior já por mais de dezesseis anos e sempre mantendo uma clientela fiel. Naqueles anos 80,  a terra dos monólitos contava com poucos profissionais do Direito e  Chiquinho cita Dr. Júlio Queiroz que fora juiz e depois ficou advogando durante alguns anos. Lembra quando ele e Dr. Julio se enfrentaram numa ação em que um poderoso mercantil local moveu uma ação contra um cliente muito simples, residente em Itapiúna e com argumentos convincentes foi vitorioso neste embate judicial livrando aquele senhor de uma situação muito complicada. "Foi aquele neguinho que me derrotou, ele é bom, vai trabalhar comigo!" Foi desta forma que Dr. Júlio falou para o senhor Lafayete que sabia que o jovem advogado era sempre bem informado. Se faz necessário destacar que durante alguns anos, atuou na defesa de pessoas necessitadas prestando assistência jurídica e substituindo os colegas que residiam em fortaleza e nem sempre compareciam na defensoria pública.  Atuava como "Ad-hoc", ou seja, advogado que era nomeado para a defesa pública de um réu que comparecia a uma audiência sem um profissional para o defender. Por ter contribuído para uma maior operacionalidade do judiciário quixadaense naqueles anos de dificuldades neste setor foi homenageado em um espaço que recebeu o seu nome no Fórum Desembargador Avelar Rocha. No entanto, uma lei não permitia homenagens as pessoas vivas. Ao contrário de alguns escritórios de advocacia que apresentam um local bem elegante, o do nosso amigo se destaca e cativa as pessoas que o procuram pela simplicidade.  Chama a atenção a placa que identifica o local de trabalho do estimado advogado. Nela apenas consta o nome "Dr. Chiquinho" o que dá um toque de leveza ao espaço.  O relato de algumas pessoas nos mostram que ele exerce a profissão por paixão e pelo desejo de servir aos mais necessitados e que nem sempre podem pagar pelos serviços advocatícios. Para os colegas com menos tempo de profissão os orienta a se empenhar com afinco na defesa do cliente independente do valor a ser cobrado. Sente-se feliz ao ser procurado por jovens colegas pois isto confirma que a experiência é fundamental nesta desafiadora mas atraente profissão. Segundo o jovem advogado Saraiva Leão, quando verdadeiramente for contada a história do direito na terra dos monólitos, o nome do Dr. Chiquinho, com certeza, merecerá um capítulo especial. Muitas vezes, foi buscar clientes em lugares distantes para as audiências pois os mesmos não tinham condições de deslocamento. Não poderia deixar aquelas pessoas serem prejudicadas pelo fato de não poderem pagar as ações de que necessitavam com o objetivo de eliminar possíveis prejuízos em sua vida. Sempre procurou defender os mais humildes combatendo aqueles que se acham superiores as demais pessoas mas no campo do direito, pois é de praxe ser amável e atencioso para com todos. Mesmo com todo este tempo no exercício da profissão que abraçou e com relevantes serviços prestados a comunidade, foge de ostentações e afirma com tranquilidade que  jamais foi o dinheiro que o guiou na sua atuação como profissional e sim a vontade de servir aqueles que necessitam defender seus direitos. Sempre soube que o dinheiro melhora a qualidade de vida de todo profissional e lembra que isso vem naturalmente. Tem consciência de que é difícil conciliar o exercício do direito com a paixão mas é exatamente isso que deve ser a força motriz de um advogado na expressão da palavra. Quando estava terminando a entrevista que realizei com o objetivo de produzir este texto, Chiquinho chamou-me para perto de sua biblioteca, pegou um livro de Leon Tolstói e leu em voz alta: "Não existe grandeza onde não há simplicidade, bondade e verdade".  
A simplicidade do escritório

Ele não é quixadaense como muitos pensam 

Como aplicador do direito tem paixão pelo conhecimento
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE-TIME DO ROTARY CLUB DE QUIXADA

<>Nesta imagem rara, vemos o time do Rotary Club de Quixadá no começo dos anos 80(século passado) que participava de competições com equipes amadoras de outras cidades do interior. Pela ordem:Albuquerque(nosso amigo da Cooperativa) que ficou conhecido como "garapeiro" pois ficava só lá na frente esperando que os companheiros lhe entregassem a bola para marcar gols; Célio Oliveira, jogador de frente mas, às vezes, ocupava o gol e com brilho; Wilson Magno(que foi chefe do INSS em Quixadá; Antônio Gilvan(agrônomo); Dr. Mesquita que era um defensor no estilo do zagueiro Brito(seleção de 1970) pois jogava com muita raça, a bola passava mas, o cara não) e Armando. O time tinha uma torcida bem apaixonada e era aplaudido em qualquer lugar que se apresentasse.
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