segunda-feira, 9 de março de 2020

ASSIS BELO- -CIDADÃO AMIGO QUE CONTINUA VIVO NA NOSSA MEMÓRIA

Assis Belo conquistou muitos amigos
<>O tempo passa. Sempre passa. Vamos crescendo, já não somos nem criança, nem jovem. Mas, nunca nos esquecemos de pessoas que conhecemos e convivemos. Na verdade, somos fingidores e nos enganamos ao falar que esquecemos de tudo ou quase tudo. É claro que lembramos de pessoas especiais e que de alguma forma, em algum momento, fizeram parte de nossas vidas. Lembro demais de um senhor, muito educado, sempre elegante e que nós o conhecíamos por Assis Belo. Na verdade, belo na educação, no trato com as pessoas, na luta pela sobrevivência. Seu nome de batismo, Francisco de Assis Nunes. Em determinado momento, atuou na segurança da cidade com muita competência e em outras atividades jamais  deixou de trabalhar com afinco e dedicação. Mas, foi no seu comércio que conquistou fregueses e muitos amigos. Sempre ficava na calçada num papo muito camarada com todos. Estava ainda nos jovens anos da vida e sempre comparecia ao seu comércio para fazer as compras de minha mãe, Itamar, e também adquirir minha brilhantina Gessy e sabão em pedra para a lavadeira Amélia cuidar de minha camisa "Volta ao Mundo". Mas o que gostava mesmo era da prosa de Assis Belo que falava muito de um dia ser eleito vereador e fazer muito pela terra dos monólitos.Ele tentou várias vezes se eleger não obtendo êxito. Contava histórias de sua infância e eu prestava tanto atenção que, às vezes, engolia o meu chicle de bola "Ping Pong". Só saía da mercearia de Assis quando a fome apertava e ia saborear aquela bananada preparada pelo Doca Tomé, ali pertinho ou ,então, tomar aquele refresco super delicioso no senhor José Pinto. Lembro até demais, ali bem pertinho, o comércio do Zeca Metero, a barbearia e mais à frente a simpatia da dona Santinha e Fátima na sua bodega residência. Ele achava legal quando eu ia pegar picolé de morango na sorveteria do Louro, bem em frente. Voltem anos 60, 70! Voltem! Tragam de volta aquela felicidade verdadeira. Como é absolutamente impossível nos resta lembrar com saudade dos belos dias que se transformariam numa grande saudade.. Assis Belo com sua doce presença ficou no passado, mas continuará bem vivo em nossas lembranças. Lembranças de um Quixadá que parecia uma morada do céu. Francisco de Assis Nunes tornou-se cidadão do céu em 30.08.1996, deixando muitas saudades na família e nos amigos, pois foi padrão de decência. Um verdadeiro cidadão na acepção da palavra.

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domingo, 8 de março de 2020

EDVARDES MENDES DE CARVALHO-ELE CONQUISTOU O DIREITO DE SER QUIXADAENSE













Edvardes Mendes de Carvalho
O filho Morvan Lobo de Carvalho
O neto Tefa e o fiolho Kíldare
Maria Albertina e família
Imagem da família de Edvardes Mendes de Carvalho
O amigo Aziz com quem trabalhou em várias oportunidades
 Ele não nasceu na terra dos monólitos e sim em São Benedito(09.06,1922). Quixadaenses não são apenas aqueles que aqui nascem, mas também os que deram sua valiosa contribuição para o desenvolvimento da terra dos monólitos. E Edwardes Mendes de Carvalho é, sem nenhuma dúvida, um desses filhos, pois, atuando em várias administrações, mostrou competência e seriedade nas funções que exerceu. Durante 18 anos foi Secretário de Finanças de Quixadá. Responsabilidade, compromisso e ética foram a sua marca durante toda a trajetória como servidor municipal. Aziz Okka Baquit, prefeito em duas oportunidades(1973-1977; 1983-1989), sempre se referia ao auxiliar e amigo como uma pessoa dedicada e de caráter. Cidadão de conduta ilibada, deixou exemplos para aqueles que prestam serviço público. Sempre sério no trabalho, mas cheio de ternura para com a família e os amigos. Poucos sabem que apesar daquele jeito, sempre falando muito pouco, gostava de uma boa prosa com as pessoas de sua convivência. Naquele homem, na maioria das vezes, aparentando não ser de muita conversa, batia um coração cheio de bondade e compreensão. Enfrentava os obstáculos da vida com altivez e nos momentos incertos, tinha a seu lado uma verdadeira deusa que foi um lindo presente de Deus por nome Maria Albertina. Dizem que toda história de amor é linda, mas a de Edwardes e Albertina foi a mais bonita de todas. Casaram-se no dia 13.08.1947 e desta abençoada união nasceram os motivos maiores de suas vidas: Morvan, francisco Arley, Edvardes Filho, Maria Stela, Ana Cristina, Ana Angélica, Francisco Roberto, Kildary, Maria Nirvana, Raimundo Nonato, Elisângela, Antônio Orvacvio, Pedro jorge e Carlos Roberto. Depois de cumprir sua missão aqui entre nós, foi chamado por Deus em 16.05.1998. O criador, com certeza, lhe reservou importantes missões. Esposa, Filhos, netos e amigos hão de lembrar sempre daquela pessoa que personificou a honestidade, o caráter e um grande amor à família e aos amigos. Ele foi um benfeitor quixadaense.
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quarta-feira, 4 de março de 2020

<>FRATERNIDADE, CAMINHO E SALVAÇÃO - - CRÔNICA ESCRITA PELO ESCRITOR E HISTORIADOR JOÃO EUDES COSTA


 <>Com a divina sapiência Deus arquitetou e fez bela a natureza. Colocou as estrelas para enfeitar as noites e colorir as trevas, o sol brilhante para despertar o dia, as árvores e os pássaros para alegrar a terra e amor no coração dos homens para perfumar o mundo.
O criador ofereceu este universo de mistério e fascínio e nada exigiu, nem fez qualquer restrição. Este conjunto da arte divina deveria pertencer a todos. Com total liberdade e perfeita harmonia deveria viver nobres e plebeus, gênios e deficientes. Não ditou padrão racial nem idiomas diferentes, porque a fraternidade deveria ser a linguagem única que todos falariam, pois, na gramática do amor não há erros nem exceções.
Quando permitiu a presença de cegos na terra, jamais imaginou que alguém se negasse a conduzi-los no afetuoso caminho da vida. Se há pessoas com pernas e braços paralisados são porque Deus confiou que braços fortes e pernas sadias ajudassem os deficientes, mostrando a força da solidariedade, a grandeza da fraternidade e a exuberância do amor, néctar capaz de aromatizar o universo, levado pelo vento, soprado pelo céu.
O mestre Criador não imaginou um mundo sem ajuda mútua, com guerras fratricidas, de ódio, vingança e violência. O grande arquiteto não criou o mundo para que os fortes pisassem, impiedosamente, os mais fracos, nem para os poderosos usassem do prestígio e da força para humilhar o irmão indefeso. Agoniza no leito enfermo e preste a sucumbir o mundo de compreensão, onde a fraternidade deveria ser a força capaz de sufocar a maldade, extirpar o ódio e sepultar a violência. Encontra-se moribundo porque lhe negamos a união, remédio para a sua cura e lhe aplicamos mortais punhaladas com o punho da desunião e do desamor.
A ausência da fraternidade já poluiu a alma pura das crianças que ontem abandonamos e hoje exigimos que as ponham em cárceres, como se não fosse a nossa indiferença, o egoísmo e a ganância responsáveis pelos criminosos que, agora, apavorados, colocamos nos presídios.
Não foram os fracos, os deficientes, desamparados e humildes trabalhadores que cobriram de luto o mundo pelo crime e pela miséria. Os fortes, os poderosos, os que detêm o poder e manuseiam o destino da massa foram os organizadores do mundo de violência, de crimes, sem fraternidade e afeto.
A igreja católica administrou seu prestígio, sua força e sua riqueza, por vários anos, numa omissão revoltante, ao lado e sob a proteção do poder. Tocada pela inspiração divina, renunciou tais privilégios para ficar ao lado da dignidade, clamando justiça, solidariedade  e amor.
A campanha da fraternidade deste ano tem como tema “Juventude Caminho Aberto”. Neste imenso fogo que incendeia e destrói a fraternidade, os jovens indefesos e excluídos do processo do bem estar e das decisões administrativas foram as primeiras vítimas atingidas pelas lavas mortíferas do vulcão enfurecido.
Se quisermos reerguer o grande monumento da fraternidade e do amor, teremos que iniciar pela  reconstrução de seu alicerce e este é representado pela juventude, fundamento principal desta gigantesca obra. Não se recupera um edifício aproveitando-se pilastras corroídas, telhados apodrecidos, usando-se a mesma argamassa que o fez ruir.
Se a abra da fraternidade mostra um glorioso  caminho para a juventude, não adianta encostá-la ao peito, se a abraçamos com ódio e repulsa. Teremos que lhe dar as mãos, emprestar-lhe nossas forças e abrigá-la no fundo de nossos corações.
Foi Deus quem demonstrou  esperança na força do amor, pondo frágeis criaturas no mundo, confiando na generosidade dos fortes, porque o afeto, une, fortalece, iguala e dignifica a pessoa humana
<>Imagens retiradas da Internet


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

<>A SAUDADE QUE FICOU- MARIA PAULA DA SILVA- ETERNAMENTE NO CORAÇÃO DA FAMÍLIA E DOS AMIGOS

Maria Paula- cativou a todos com sua amizade
<>Num passado não tão distante assim, as pessoas conhecidas de uma família compareciam com bastante frequência na residência desses amigos. Os tempos mudaram, os costumes também. Uma das características de nossa família é receber sempre com alegria aquelas pessoas que conhecemos. Ali pelos anos 50, 60, 70 e um pouquinho mais a frente no  século passado, o Sítio das Lilinhas(Hoje, bairro Baviera), nossa morada, recebia muita gente o que fazia nossa festa. Dentre os muitos amigos que vinham ao sítio, nunca me esqueci de uma mulher de sorriso bonito, jeito de pessoa boa, olhar cativante e mais interessante ainda, não gostava de tristeza e era pura alegria. Maria Paula da Silva sempre estará presente na grande saudade que sentimos dela. Nas noites enluaradas no sítio das Lilinhas, a sua presença era como se fosse uma fada com aquele brilho no olhar e aquela alegria contagiante que irradiava paz e harmonia. E naquela calçada da casa caiada de Mãe Sinhá, a felicidade era real. Lembro demais de minha mãe Itamar e minhas tias que mais pareciam anjos como Baviera, Robéria, Elba, Maura, Maria e os poucos vizinhos que eram sempre bem vindos. Maria Paula chegava à tardinha na companhia da amiga inseparável, Lica, uma pessoa que consideramos da família. E naquelas belas tardes todos se reuniam no bom e velho pé de Juazeiro que era considerado como da família e a alegria se dizia presente em cada palavra que saía dos lábios daquela minha gente. Da rua do Prado, chegava a linda voz de Nelson Gonçalves cantando"A Flor do Meu Bairro" e se ouvia o locutor Zé do Santos oferecendo esta canção mas sem poder dizer o nome de quem pediu para evitar confusão. Maria Paula cobrava e minha tia Maria prepara um delicioso café e para fazer graça, falava que colocou sal para ficar mais gostoso. Enquanto preparava o café, cantava "Cinderela", sucesso da cantora Angela Maria. Lá do pé de Juazeiro todos acompanhavam Luis Nabor levar o gado para o curral com a ajuda de Chico Caetano e meu pai com aquele andar parecido com o do astro Mazzaropi. Parece que ainda escuto a Baviera falar: "Para o curral, Rochinha!". Um velho conhecido nosso que chamávamos de "Mala Velha" aparecia com o seu plangente violao e tocava "A Marcha dos Marinheiros" que emocionava a todos. E todos nós do sítio das Lilinhas, ficávamos bem tristes quando chegava a hora da querida Maria Paula ir embora, mas entendíamos, pois a esperar por ela estavam a Nísia e Aldair. Moravam pertinho da gente, ali nas proximidades da estação ferroviária no conhecido Virador. Vizinhos a ela, outros amigos como Ambrosina e João Paulo(Nego Velho). Paula sempre nos convidava para acompanhar as novenas de São José que aconteciam no mês de Março e de São João nas festas joaninas. Confesso que rezava muito pouco, o que queria mesmo era acompanhar o Senhor Beca soltar foguetes em homenagens aos amados santos. Foi uma mulher que sempre trabalhou e viveu com muita dignidade. Foi operária das fábricas dos irmãos Zé  e Aziz Baquit, sempre chamando a atenção pela seriedade e dedicação nas atividades que exercia. Tempos depois, passou a ser governanta na residencia do casal Aziz e dona Paula que por ela sempre depositaram total confiança e em pouco tempo, tornou-se uma grande amiga de toda a família. O casal Liduino e professora Ana sempre que se referem sobre Paula falam que foi uma mulher de muita fibra e que sempre enfrentou com galhardia as dificuldades que fazem parte da vida de todos nós. Messias, filho de Beca e Ambrosina, sempre lembra que esta grande mulher foi um exemplo para todos. Era muito mais amiga que vizinha., garante o competente mecânico. Este anjo foi chamado por Deus para outras missões que lhe foram confiadas em 05.03.2002, deixando um vazio que só a misericórdia de Jesus nos ajuda a suportar.  Quem dera que este tempo nunca tivesse passado, mas tal não é possível. Hoje, todas as vezes que vou ao centro da cidade, ao passar pelo Virador, sinto saudades daquela pessoa tão encantadora, tão cheia de bondade, honestidade. Ah, se neste mundo aparecesse outras marias paulas para que coisas bonitas estivessem sempre por perto e a maldade fosse inexistente. Na atualidade, nem mesmo existe a casa de Mãe Sinhá, o pé de Juazeiro parece ter morrido de tristeza, as lamparinas sumiram como por encanto. O sítio das Lilinhas transformou-se em um dos grandes bairros da cidade, pouco restando daquelas tardes e noites que foram só felicidade. Na verdade, quase tudo acabou, menos a saudade daquela gente que agora habita a morada do Senhor.. Se, qualquer dia, ao me verem com lágrimas nos olhos nas caminhadas pelos trilhos próximos ao Virasdor, não zombem de mim. São saudades de minha amiga Maria Paula, de meus pais, de minhas tias e daquele tempo que parece não querer sair de mim. Contarei um segredo para vocês: "Não sei viver sem meus amigos!!!.
Messias gostava muito da amiga Maria Paula

No mês de março, aconteciam as novenas de São José no Virador
Adicionar legenda
Parte da família das Lilinhas(Mãe Sinhá, sentada) e Baviera, a última da esquerda(em pé)
O casal Beca e Ambrosina, vizinhos de Maria Paul

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

<>PADEIRINHO-- UM TRABALHADOR DE RUA DA TERRA DOS MONÓLITOS QUE É UM EXEMPLO DE SUPERAÇÃO, AMOR AO TRABALHO, A FAMÍLIA E AOS AMIGOS

Padeirinho- De vaqueiro a trabalhador de rua
<>É possível que alguém atribua o fato de algumas pessoas trabalharem nas ruas porque fracassaram em outras atividades. Os mais exagerados em suas ironias, chegam a afirmar que eles não souberam abraçar as oportunidades que apareceram. Na maioria dos casos, é a ausência de ofertas de empregos ou pode ser mesmo a falta de qualificação para o exercício de determinada função. E quando alguém vai para as ruas por ter sofrido algum acidente e a tão sonhada aposentadoria demora a chegar? Um destes exemplos é o senhor José Barbosa dos Santos, o popular Padeirinho, que de segunda a sábado, pedala com dignidade  na sua bicicleta, companheira de todo dia, e enfrenta uma rotina cansativa que começa às cinco da manhã, vendendo sucos e salgadinhos por toda a cidade. Os salgadinhos ele pega com uma senhora lá no balão, enquanto os sucos são preparados pela dedicada esposa Madalena que conheceu quando trabalhava para a senhora Lúcia Adolfo, produzindo bonecas e outros produtos. A sua esposa é filha da folclórica senhora Esmeralda que alegrava as pessoas tocando berimbau em diversos espaços da cidade, em especial no mercantil da família da dona Moura. São pais amorosos de Felipe, Albano e Diana. Ficou conhecido por Padeirinho, pois trabalhou em algumas padarias da terra dos monólitos. Quem vê-lo passando com aquele ar de seriedade e honestidade, nem imagina que ele foi um homem do sertão,vaqueiro destemido, tendo trabalhado em várias fazendas da região. Nas atividades do campo se destacou por saber lidar com os animais e com as demais necessidades próprias do setor agropecuário. Padeirinho atendia os seus fiéis fregueses, na maioria das vezes, também, trabalhadores das ruas como ele, nos aproximamos e ele deu uma paradinha para conversar. Com uma saudade presente nos olhos, falou que foi um vaqueiro dos bons, amansava burros metidos à valentões, construía cercas e muito mais. Só ficava triste quando faltava água e precisava conduzir o gado até  lugares distantes para eles matarem a sede. Quer saber mais? Bati muito enxada no chão e os roçados que cuidava eram os mais bonitos de toda a região. Aboiava também, fui verdadeiramente um homem sertanejo. Esta minha roupa que uso agora é tão diferente do gibão, peitoral, chapéu de couro que usava quando trabalhava nas fazendas. Conta que deixou de trabalhar no campo ainda muito jovem motivado por um acidente sofrido na mão direita devido ao mau funcionamento de uma máquina forrageira na quebra do milho. Acabou ,naquele momento, meados dos anos 70(século passado), o seu trabalho nas fazendas que gostava até demais. Foi atendido em Fortaleza, voltou para Quixadá, mas agora teria que trabalhar em outras atividades, pois não conseguiu uma aposentadoria tendo sofrido muito com isso. Passou ,então, a vender pão pela cidade e devido sua simpatia e honestidade fez muitas amizades. Lembra demais quando pegava os pães na padaria do senhor Moacir de quem se tornou grande amigo, tendo também trabalhado na panificadora de propriedade do senhor Daphnis por algum tempo, com a senhora Graça, na padaria do João Viana e ainda, a de propriedade do Chiquinho, onde encontrou todo o apoio e trabalhou por cinco anos, tendo gozado de toda a confiança da família do mesmo e solidariedade por parte do Marivaldo e os outros irmãos que sempre o valorizaram bastante. Recorda com uma saudade danada quando vendia pães as amigas Elba, Itamar, Zenir, Robéria, moradoras do sítio das Lilinhas, hoje, o bairro Baviera. É bonito ver Padeirinho e outros trabalhadores de rua dando vida, alma e até poesia a esses espaços, onde muitas vezes a violência está presente.  O trabalho desta gente engradece uma cidade e a eles deve ser dada todas as condições para que possam manter sua famílias. Só o fato de enfrentarem a luta pela sobrevivência têm multiplicado o seu grande valor. Que nunca seja tirado desta gente o sagrado direito de trabalhar com total liberdade. Esses trabalhadores são sempre gentis até mesmo com aqueles que não lhe dão o verdadeiro valor. Mas, o valor desta gente é imenso. Ao chegar em casa, depois de um dia cansativo de trabalho, Padeirinho tem abraços da Madalena, dos filhos e o latido da cachorra Rainha.    
Padeirinho e sua bicicleta, companheira inseparável
José Barbosa dos Santos é o nome de batismo

Padeirinho e seu anjo da guarda Madalena
Tem saudades quando trabalhava no campo
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

AÍRTON PAPO DE ESQUINA- UM BENFEITOR DA CULTURA DA TERRA DOS MONÓLITOS E UM EXEMPLO DE FORÇA, SUPERAÇÃO E GRANDE CARINHO PARA COM OS AMIGOS

Aírton-exemplo de força e superação 
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Aírton e o filho Eristaylor
 <>Que nunca seja negado ao cidadão Aírton Barbosa da Silva, o  popular Aírton Papo de Esquina, o reconhecimento por ter contribuído enormemente com a cultura musical  e  outras manifestações culturais na terra dos monólitos. Não é exagero afirmar que ele é, na verdade, um multiartista, pelo fato de ter atuado como cantor, compositor, empresário de artistas, promotor de eventos, proprietário de espaços de entretenimento e algo mais. E mesmo atuando de forma profissional, fazia tudo por amor e uma paixão incontrolável. Sempre quis alegrar as pessoas e afirma ter herdado do pai Aílton Barbosa, o exagerado amor pela música. Ainda na adolescência, ficava feliz com aquela convivência do seu pai com Chico Justino, Zezinho mariano, Chico Maneiro, João Dudu e outros mestres da arte musical. Pensava consigo mesmo que queria ser isso, artista, e que atuasse em diversos seguimentos ligado ao mundo artístico. A mãe, Maria José dos Santos(Maria Loura), gostaria que o filho estudasse para ser doutor. Mas a paixão de Aírton era outra bem diferente. Nos tempos de adolescente, ali, pelos meados dos anos 70(século passado) acompanhava com muito interesse os programas de auditório, então, comandados por Amadeu Filho e Zé Maria Libório. Começou a conviver com os componentes dos conjuntos musicais da cidade como "Os Dragões", "Os Águias", "Os Monólitos" e tinha profunda admiração pelos ícones de nossa cultura musical como Dudu Viana, Zé Pretinho, Zé Antônio, Vinícius, Evandro dos Teclados, Zé Raimundo e outros. Aos poucos, começou a cantar em algumas ocasiões como no colégio que estudava, nos aniversários dos amigos e fazer suas primeiras composições. No final dos anos 70, chegou a hora de servir a pátria amada e logo os oficiais e seus colegas do "23 BC" perceberam naquele jovem uma inclinação quase que ,absoluta, para adentrar no mundo das artes.  Na capital cearense, passou a conviver com gente ligada ao teatro, rádio, tv, e em pouco tempo, tornou-se um produtor musical e promotor de eventos. Neste momento, então, levou consagrados artistas nacionais para apresentações no interior do estado. Foi o responsável pela vinda a terra dos monólitos da famosa rainha do rebolado, Gretchen", num show que foi um grande sucesso realizado no Balneário Cedro Clube. Aírton Papo de Esquina nunca esquece da grande queda sofrida pela cantora e da amizade que fez com a mesma. Retornando a sua querida terra dos monólitos, passou a atuar em casas noturnas, abrindo espaços para seresteiros que logo conquistaram o público. Dirigiu por um bom tempo o famoso "Papo de Esquina", local de apresentações de grandes nomes da seresta e para aqueles que estavam iniciando suas carreiras como cantores. O nome "Papo de Esquina" ele pegou quando esteve trabalhando em Porto Velho, no começo dos anos 80. O "Papo de Esquina" se tornou uma grande atração em Quixadá e Aírton conquistava muitos admiradores e construía sólidas amizades. Não se limitava a promover serestas e participava de outros eventos da cidade como os inesquecíveis carnavais de clubes, tendo fundado o bloco "Os Gatões" e colaborava com os outros como "Carretel Furado"; "Eternamente" e todos os que estiveram participando da folia. Para colocar os jovens no mundo da cultura musical, formou diversas bandas e ensinou, gratuitamente, a arte de tocar alguns instrumentos. Foi o responsável pela explosão de Raílton e Platini, talentos da sanfona, que se tornariam famosos e elogiados pela crítica.  Faz questão de lembrar do apoio que sempre teve dos radialistas locais, em especial, o amigo Jonas Sousa que divulgava bastante os eventos promovidos por ele. Na atualidade, Aírton tem seus movimentos limitados, vítima de uma fatalidade que são aquelas situações que não temos como controlar e o acidente de que foi vítima, não lhe permitiu continuar a exercer suas atividades culturais que sempre fez com um grande amor sem jamais pensar em crescimento pessoal ou financeiro. Depois que sua vida foi modificada por esta fatalidade, mesmo sentindo saudades da rotina dos eventos culturais, Jamais deixou de enaltecer a vida e é um exemplo de força e superação e mesmo com limitações impostas pelo acidente, é feliz e com um sorriso sempre presente destaca que continua gostando da presença dos amigos, do pessoal ligado a cultura de modo geral e o violão ainda é o companheiros inseparável ao lado do rádio que sempre fez parte de seus momentos de lazer. Ao seu lado, um anjo da guarda que é seu filho Eristaylor, aquele que é mais amigo que filho. É claro que as dificuldades estão presentes, mas não abatem a força de vontade e a alegria de viver deste guerreiro que aprendemos a gostar. Aírton Papo de Esquina é aquele cara que optou não se  entregar ao sofrimento e jamais sentir dó de seu problema. Pelo contrário, encara o problema de frente e até enaltece a vida, agradecendo ao criador pela infinita misericórdia e valorizando como sempre fez aqueles amigos que o têm como uma abençoada referência. Aírton Papo de Esquina é um ser humano que serve de bússola para que todos aprendamos que as dificuldades que a vida nos impõe não são motivos para deixar de gostar dela. Palmas  para ele que muito merece!!!
A música faz parte da vida do nosso amigo Aírton

Servindo a pátria amada em Fortaleza

Desde jovem tem paixão pelas artes

Aírton fundou o bloco "Os Gatões"


Foi o responsável pela vinda de Gretchen a terra dos monólitos

No seu famoso espaço "Papo de Esquina"


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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

EVERARDO SILVEIRA- ELE TAMBÉM FOI PREFEITO DA TERRA DOS MONÓLITOS

Everardo Silveira também foi prefeito da terra dos monólitos
<>Sempre que falamos no nome de Everardo Silveira, logo nos vem a lembrança do médico humanitário e atuante deputado estadual.  Mas, poucos e ,em especial, os mais jovens, não são sabedores de que ele também foi prefeito da terra dos monólitos tomando posse em 25.03.1971 e permanecendo à frente do executivo municipal  até 31.01.1973. Naquele momento, a Justiça Eleitoral determinou que os candidatos eleitos em 15.11.1970, deveriam ter um mandato mais curto, exatamente para que nas próximas eleições, fossem eleitos do Presidente da República  ao Vereador no mesmo pleito. O tempo de Everardo Silveira na Prefeitura foi muito curto, mas, como bem enfatizou o memorialista João Eudes Costa, ele com muita objetividade priorizou a Educação, Saúde e Agricultura. Conhecedor profundo dos problemas da saúde pública e convivendo ,cotidianamente, com este setor, foi sensato ao aproveitar jovens estudantes da área médica que passaram a atuar em postos de saúde da cidade e da zona rural, diminuindo, assim, o fluxo de pessoas para a zona urbana. Podemos lembrar do trabalho dos jovens Gledson Bezerra Carneiro, César Costa Oliveira, Antônio Ventura Correia, dentre outros. Com relação ao setor educacional, o próprio "MEC" fez rasgados elogios ao plano de Educação elaborado pelo próprio prefeito e uma equipe que tinha à frente, o Pe. José Colaço Martins que tinha nas mãos, os lemes de tão importante área. Com relação ao programa de governo elaborado para o campo, o homem sertanejo teve prioridade absoluta num projeto montado por competentes e experientes técnicos da "ANCAR". Everardo Silveira sempre gostou de Esportes e já foi presidente do Quixadá Futebol Clube, onde adquiriu bastante experiência. No seu tempo de prefeito, foi criada a Liga Quixadaense de Esportes Amadores que foi dirigida durante algum tempo pelo memorialista e desportista João Eudes Costa. O campeonato Interdistrital ainda hoje está nas lembranças dos amantes do futebol e quem assistiu aquela final entre Rinaré e Custódio não esquece as grandes emoções daquela disputa que foi vencida por Rinaré. Pelo fato de ter sido uma administração desenvolvida em pouco tempo, pode soar estranho que ela foi profícua para o desenvolvimento da terra dos monólitos. Mas, foi sim, sem nenhuma sombra de dúvida. Everardo Silveira também foi(e dos bons) prefeito de nossa querida Quixadá
Estar perto da família é a alegria maior de Everardo


Everardo Silveira, Gonzaga Mota e Aziz Baquit-anos 80

Everardo Silveira e o amigo Lafayete-anos 70
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