domingo, 2 de março de 2014

VELHO MERCADO FAZ PARTE DA MEMÓRIA >AFETIVA DA TERRA DOS MONÓLITOS

<> A Bela cidade de Quixadá conta, na atualidade, com modernos supermercados, inclusive com salas de cinema. É um dos centros de maior expressão econômica do estado, onde afluem comunidades de diversas cidades do Ceará. A atividade comercial não se concentra apenas no centro, como ocorria há alguns anos atrás. Hoje, os moradores dispõe de várias opções, em diversas partes da cidade, onde podem satisfazer suas necessidades. É um "Quixadá Prá Frente" como diz a boa gente dos distritos. Mas há alguns anos atrás, a atividade comercial era toda concentrada no "Velho Mercado" para onde se dirigiam famílias da cidade e do sertão. Foi na administração do interventor Eliezer Forte Magalhães(nome atual do velho mercado), no ano de 1943, que foi construído, na verdade, o "novo mercado" pois o que já existia na cidade, não atendia mais as necessidades da cidade. Segundo o memorialista João Eudes Costa, não foi fácil a concretização do projeto de um novo mercado, pois os recursos da Prefeitura eram insuficientes e naqueles anos, não havia a participação da união e do estado.  Eliezer buscou, no próprio comércio, a parceira indispensável para a construção da obra. Convenceu aos proprietários dos pontos comerciais, estabelecidos no mercado, que seria necessário a participação de todos, pois iriam ter melhores condições de trabalho. A construção passou a ser não apenas um local para a satisfação das necessidades das famílias, mas um espaço para uma convivência que tornava possível um encontro diário entre velhos e novos amigos. O mercado, que continua a funcionar, faz parte da memória afetiva da cidade. Muitos comerciantes marcaram suas presenças e hoje são lembrados pela forma bem característica, como exerciam suas atividades. Daí o nome carinhoso de "Velho Mercado" que continua resistindo ao extraordinário desenvolvimento da bela cidade.
                                            Muitos brechadores do "blog" solicitaram que pescássemos os nomes de alguns desses heróis que enchiam de vida aquele espaço tão precioso para a nossa memória, situados a partir dos anos 40, até meados da década de 80, do século passado. Mas se faz necessário afirmar que ainda existem alguns que estão em plena atividade, em pequeno número, é bem verdade. Localizamos Luciano Silva, que começou suas atividades, ali pelo começo dos anos 60 e só parou em 2012, devido a um acidente que sofreu. Luciano lembra que ainda bem cedo, tomava um gostoso café, feito pela Maria Firmina, acompanhado das bolachas que comprava na Padaria estrela e que era entregue no balcão por um mudo. Lembra de um princípio de incêndio, véspera de São João, que aconteceu no ponto do Amadeu mas que foi logo controlado, contando com a ajuda de quase todos. Messias, desafiando o tempo, continua com sua banca de verduras e atendendo com a mesma alegria. O mercado tinha como fiscal, o senhor Valdimiro, que abria as portas, na madrugada, e só fechava às 5:30 da tarde. Meia hora antes,  a sineta avisava que os comerciantes se preparassem para encerrar as atividade. Outros heróis do velho mercado foram o popular Velho Zé(pai do Amadeu), Oscar Barbosa, Cipriano, Paraibano, Dona Adélia, Zoza Tomé, Doca Tomé, Albino, Antônio Azevedo, Doquinha Luciano, Irineu, José Valdo, Antônio Salvino, Kim, Luquinha, Carlinhos, Adauto, Seu Fransquinho, Dedé Holanda, Zé Cordolino, Vidal, Paulo(conhecido como bode magro), João Peixeiro, Zé Padeiro, Raimundo Padeiro, Zé Manteiga, João Broa, Antônio Leite, Clodomir, Zé Lopes, Maria Hemetério, Oswaldo, Chagas Amorim, Zé Neco, Chico Nepomuceno, Zé do Juazeiro, Miguel Leite, Isaura, Dona Isa, João Cassiano, Dona Fransquinha, Negrinho, Geraldo Pedrosa, Chico Caetano. Alguns venderam os pontos mas, todos os dias, vão ao mercado para matar a grande saudade, caso do Senhor Adauto, que é presença certa no espaço.
                                            Pessoas de todas as idades e classes sociais frequentavam o velho mercado como, por exemplo, o Padre Zé Bezerra, que sempre portava um "uru(cesto de palha") para colocar as compras e quase que, toda a população, fazia o mesmo. E atualmente, muitos quixadaenses, continuam a frequentar o velho local. Algumas modificações foram realizadas na parte física mas sem conseguir apagar as marcas do passado. O espaço faz parte da memória afetiva da terra dos monólitos. Filhos de Quixadá, que hoje moram distante, matam suas saudades, visitando em primeiro lugar, o velho mercado. A cidade mudou muito, já posa de capital da região centro do estado, se tornou uma referencia no aspecto econômico, outros atrativos surgiram mas o" VELHO MERCADO" não sai do coração de nossa gente. É grande o amor de todos nós por aquele local. Como somos um povo sempre muito alegre e brincalhão, alguém já batizou o espaço de "Shopping dos Coroas".
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-Nota do autor: O "mote" está dado- Vamos pesquisar mais sobre o velho mercado. Outros nomes surgirão, com certeza. A História é tecida por várias mãos! Nos ajudem!
-APOIO: COLÉGIO VALDEMAR ALCANTARA- Semear o prazer de aprender e conviver- 60 anos educando geração de quixadaenses.
 
Adauto vai todos os dias ao velho mercado
Messias é um dos mais antigos em atividade no velho mercado

Luciano encerrou sua atividades devido a um acidente
Amadeu teve seu ponto  quase destruído por um incendio


Padre Bezerra:frequentador assiduo 

Chico Caetano figura marcante do velho mercado

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

<>MEMÓRIA DO ESPORTE QUIXADAENSE<>TORCIDA QUIXADAENSE NÃO ESQUECE O FUTEBOL CLÁSSICO DE HELANO

Helano, símbolo da raça
 <> Numa tarde, anos 70, ao final de um jogo do Quixadá contra o Fortaleza, o mais famoso comentarista esportivo do Ceará, em todos os tempos, Paulino Rocha, assim se expressou: "Hoje, aqui no Castelão, um garoto encheu os olhos da torcida. Ele tem uma velocidade fantástica, toques enxutos, ele é magistral com a bola nos pés. Depois do comentário do Paulino, pipocaram convites para Helano vestir a camisa de grandes clubes, inclusive do ceará e do Fortaleza. Mas de casa, veio a ordem expressa da mãe, a professora Elvira e do pai João Vicente:" Filho nosso só veste a camisa do Quixadá e de mais ninguém". Helano começou a defender o Canarinho, a partir de 1975(ano em que o time retornou para sua cidade, pois tinha se transferido para Fortaleza). Alguns de seus colegas de equipe, nos anos em que jogou: Airton Lélis, Zé Preguinho, Doca, Carlão, Pial, Tim, Nenen Mossoró, Manuelzinho, Nenen, Romero Filé, Zé Carlos, dentre outros. Teve como treinadores, o Freitinhas, o seu favorito, Vicente Trajano, Dunga. O craque faz questão de ressaltar a importância de grandes abnegados pelo Canarinho como Zé Abílio, Pil, Carmélio Queiroz(que levava o time na sua kombi) para qualquer parte do Ceará, Zeque Roque e atualmente, Dr Valmir. Para Helano, o jogo mais importante da sua vida de atleta, foi no ano de 1977, jogo contra o America, decidindo a permanência do time na elite do futebol cearense. O Quixadá venceu o jogo por "3 X 2" com dois gols do Massangana e um do Pistola.
Helano lembra que o time jogava, quase sempre na preliminar  o que obrigava o torcedor da capital ir mais cedo ao estádio para ver o bom time da terra dos monólitos. O time que venceu o América foi: Nenen,,Carlão, Pedro Soares, Zenóbio e Tomé(jogou improvisado na lateral esquerda); Helano, Nenen Mossoró e Pistola: Manezinho, Massangana e Chiquinho Paraíba.
                                                    Antes de chegar a ser jogador profissional, Helano Costa Lima(15.01.1957), jogou no Balneário, time que marcou época, no salonismo local, onde recebeu muitos ensinamentos do técnico Manoel Bananeira. Do futebol de salão, surgiu o driblie desconcertante, uma marca do ex-craque. Ainda adolescente, teve destacada atuação no Bangu, sendo um dos preferidos do treinador João Eudes Costa.
                                                   Helano tem muitas saudades da convivencia com todos seus colegas mas lembra principalmente do inesquecível Zé Antônio, uma espécie de pai para ele e para outros jovens atletas do Canarinho. Futebol hoje para o Helano, só mesmo na "TV". Não comparece aos estádios pois tem muitas saudades do tempo em que jogava. Torcedor fanático do Botafogo, tem Garrincha, como seu grande ídolo. Helano defendia com muito amor o Canarinho. Muitas vezes, chorou nas derrotas. Foi um símbolo de paixão, de raça, de entrega ao time que, nos dias de hoje, continua a torcer! Com certeza, a torcida não esquece de Helano e o colocou na galeria dos grandes nomes do nosso futebol.
-Fotos: arquivo pessoal de Helano
                                                 



Quixadá 1978:Valmir, Osmar, Tomé, Zaga,Muniz e César(em pé)-Na mesma ordem, agachados: Airton Bulinho, Helano, Zé Carlos,  Basílio e Idé. 

Quixadá(anos 70): Zé Antonio, Carlão, Helano, Zé Nilo, Tomé e Totonho(em pé)-Na mesma ordem, agachados: Manuelzinho, Doca, Massangana, Nenen Mossoró e Chiquinho paraíba

Com o lendário Zagueiro Zé Prequinho

Em uma das muitas concentrações que Helano viveu

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

<>VINICIUS- O DILERMANDO REIS DO SERTÃO

Vinicius exímio violonista
<>VINICIUS- O DILERMANDO REIS DO SERTÃO<> As primeiras informações que se tem sobre o violão no Brasil, segundo pesquisadores, ocorre no século XVII, em São Paulo. Os poucos instrumentos disponíveis eram vendidos por preços muito elevados. Não demorou muito e o violão caiu no gosto do povo. Foi considerado, isso durante muito tempo, como um instrumento de pessoas vadias, boemias, que faziam uso dele nas serestas, bares, enfim, o violão passou a fazer parte da vida do povão. Muito utilizado na música popular, virou símbolo da tão propalada malandragem brasileira. Foi o poeta e compositor maranhense Catulo da Paixão Cearense que conseguiu, com alguma dificuldade, introduzir o popular instrumento também nas elites. E aí o violão tornou-se o instrumento mais popular no Brasil. Nenhum outro instrumento conseguiu absorver tão bem a essência brasileira. Grandes instrumentistas surgiram em nosso país como João Gilberto, Baden Powell, Garoto, Toquinho, Dilermando Reis(popularizou o instrumento no país), dentre muitos outros. No Ceara, merece destaque Nonato Luis, Vilamar Damasceno, Manassés, os mais conhecidos. Na terra dos monólitos, destaca-se Vinicius Inácio Silva(1.04.1947). As batidas deste quixadaense têm um atrativo todo especial e proporciona emoções em muitos corações. Aos sete anos, o menino ficava a admirar o pai, Manoel Inácio, numa velha preguiçosa tocando um sonoro violão. Foi graças ao seu pai que aquela criança começou a ter contato com aquele som quase divino.  Antes de sair de casa, Seu Manoel desafinava o instrumento. O menino, então, corria até a casa da Senhora Valdenice Costa que o afinava.  Para espanto de todos, aquela criança já mostrava o que viria a ser no futuro, um verdadeiro gênio do violão. Adolescente, tocava nas festinhas da escola e fazia o fundo musical das peças de teatro que eram realizadas no bairro Putiú e na apresentação dos bonequeiros que alegravam muito, naquele tempo, os filhos da terra dos monólitos.
                                                      Exímio instrumentista, Vinicius chamou a atenção do Maestro Dudu Viana que o convidou a fazer parte do conjunto de Nel Miranda, em Senador Pompeu. Fez parte também do conjunto de João Barbosa, em Canindé. Mas foi a sua entrada no grupo musical "Os Monólitos" que consagraria definitivamente seu nome na arte musical. Foi o responsável pela primeira apresentação de uma guitarra elétrica em Quixadá, por ocasião de uma festa no Comercial Clube, fato que teve grande repercussão. O violonista quixadaense lembra, com bastante saudade, quando tocava ao lado dos grandes amigos Armando da Brasília, Ribamar Ribeiro, dentre outros. Hoje, a sua arte continua encantando a todos, sendo requisitado para muitos acontecimentos artísticos. Sua arte, não ficou limitada  a sua terra natal mas encanta em outras cidades, inclusive Fortaleza, onde tem muitos admiradores. Dentre eles, o amigo Chico Justino que sempre o requisita para suas apresentações e o radialista Tom Barros que faz questão de ser acompanhando pelo nosso astro, quando de suas apresentações em programas televisivos Vinicius, ainda nos dias de hoje, realiza várias apresentações no rádio e emissoras de televisão, sempre bastante aplaudido. A sua presença nos aniversários das famílias é uma exigência pois seu violão proporciona momentos eternos. Apesar de sua simplicidade, ele é um ilustre músico quixadaense. A sua arte encanta gerações de filhos da bela Quixadá. Não há dúvidas de que nosso Vinicius é um dos grandes violonistas do Ceará. O violão faz parte da vida deste cidadão e não há como separar. O toque de Vinicius seduz a todos que gostam da boa música.O seu nome já tem lugar garantido na galeria dos nossos grandes astros como Dudu Viana, Zé Pretinho, Beto do Sax, Ferreira, Zé Antonio. É tão querido e respeitado que é conhecido como "O Dilermando Reis do sertão". Agora um pedido: Toca Vinicius, toca para nós!
-As fotos de Vilamar Damasceno, Dilermando Reis e Catulo foram retiradas da Internet. As demais pertencem aos arquivos do BLOG
                                                     

com os amigos Célio e Naldinho

Nos Monólitos com Zé Maria, Dudu e Zé Pretinho

Vilamar Damasceno foi amigo e professor

Dilermando Reis: O mais popular do Brasil

Catulo fez o violão ser respeitado

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA<>QUIXADAENSE LEMBRA COM SAUDADE DA PRIMEIRA TURMA DO CURSO GINASIAL DO COLÉGIO DO PADRE

Tadeu fez parte da primeira turma
<> Lágrimas de saudade rolaram no rosto de Tadeu Cavalcante Costa quando o entrevistamos para que nos falasse dos primeiros momentos do Ginásio Valdemar Alcântara, hoje Colégio com o mesmo nome. Ele fez parte da primeira turma do curso ginasial deste querido estabelecimento escolar. De acordo com o memorialista João Eudes costa, numa noite festiva de 27 de novembro de 1960, foram conferidos certificados de conclusão aos seguintes alunos: Tadeu Cavalcante Costa, Antônio Jocenor Franco Medeiros, Bernardo Carneiro de Sousa, Fernando Viana Nobre, Francisco Ales Bezerra, Francisco Almeida Costa, Francisco de Assis Macedo, Francisco Eliezer Costa, Francisco Fernando Ribeiro Monte, João Batista Marques dos Santos, João Bosco da Silveira,  José Ailson da Silveira Medeiros, José Jaime Ferreira, José Vanderilo Aguiar de Queiroz, Luis Kleber Bezerra, Manoel Flávio de Albuquerque rocha. Naqueles anos, só existia o chamado colégio das irmãs para o sexo feminino. O benfeitor Padre Luis Braga Rocha, de grande prestigio pessoal, conseguiu com o senhor Francisco de Queiroz pessoa a doação de um prédio para a construção de uma escola para atender esta clientela. O empresário exigiu apenas que fosse dado ao colégio o nome de Valdemar Alcântara, médico muito querido na cidade. Este estabelecimento educou toda uma geração de quixadaenses. Para conhecer mais detalhes daqueles primeiros anos de funcionamento, realizamos uma entrevista com Tadeu Cavalcante Costa.
1BLOG-Narre para nós algum fato interessante que aconteceu entre você e o Padre Clineu? RTADEU: Ele acompanhava nossos passos, visando nosso crescimento. Lembro que pedi para ser dispensado da educação física pois tinha outras atividades. Aí ele me pegou na rua, jogando o bom racha de futebol com a minha turma. Aí ele me deu 3 dias de suspensão(risos). Além do puxão de orelhas, o protesto dos meus pais.
2BLOG_Pode nos citar alguns de seus professores?
RTADEU: Nazaré Basílio(professor de História), Neidinha e D. Zuila(canto orfeônico), Gercina Holanda(Geografia), Erivaldo Segundo e Auristela Ribeiro(Matemática), Padre Clineu(Latim), Padre Hélio(Francês);
3BLOG-Além do Padre Clineu, lembra de outras pessoas da direção?
RTADEU: Lembro de Maria Braga(vice-diretora), Na secretaria, Ivone Queiroz mas não me lembro de outros nomes.
4BLOG-Como era o dia-a-dia na escola?
RTADEU: Não havia bebedouro e sim um pote. Lembro que o Bernardo tomava conta da cantina. Não se jogava futebol, só voleibol.
5BLOG: Existia realmente a tão decantada disciplina?
RTADEU: Sim, era a maior preocupação do Padre Clineu. Até para entrar nas salas de aulas, havia disciplina. Antes, ouvíamos as recomendações: "Estudem, a hora é agora!"; "Respeitem seus pais, os mais velhos e seus colegas! Nunca mintam! Tenham sempre Deus em seus corações". A disciplina era muito forte e eu cheguei até a ser expulso porque tocava tambor atrapalhando as aulas e ainda porque ficava dando em cima, tentando namorar com as meninas do Colégio das Irmãs. O padre passava no seu jipe procurando quem estava com a farda e namorando. Quem não acertava a lição, ficava na escola até aprender. Só voltei a estudar por causa de um pedido de Zezinho Queiroz. Numa comemoração pelo dia do estudante, não fomos a escola e no outro dia, foi todo mundo suspenso. Levei muitos puxões de orelhas mas devo muito da minha vida a ele(pausa, para um pequeno choro).
6BLOG-É possível citar o nome do melhor aluno da sua escola?
RTADEU: Acredito que foi o Francisco Ales que era anão. Ele nunca faltou um dia de aula. O meu irmão João Eudes Costa fez até uma matéria para o jornal " O POVO". O jornal se ofereceu para pagar seus estudos em Fortaleza. Mas ele não aceitou por problemas de saúde.
7BLOG: Tem muitas saudades desse tempo-
RTADEU: Sim(muitas lágrimas). Muitas saudades! Gostaria que com todo esse aparato tecnológico a escola se lembrasse também da disciplina como fez o Padre Clineu. Claro que hoje seria de uma forma diferente. Conhecimento e o caráter são importantes.
-Entrevista realizada por Amadeu Filho --


Padre Clineu disciplina em primeiro lugar
Padre Luis grande benfeitor

Tadeu no tempo de estudante

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

<>A SAUDADE QUE FICOU: NILO LOPES- A AMIZADE EM PRIMEIRO LUGAR

Mocinha e Nilo- dois anjos de carne e osso
                                         <>A SAUDADE QUE FICOU: NILO LOPES- A AMIZADE EM PRIMEIRO LUGAR<><>    Na bucólica Quixadá dos anos 40, o jovem Nilo gostava de ouvir o canto dos pássaros e o apito do trem que cortava os ares da cidade feliz e anunciava a chegada de passageiros pobres ou alguns com muito dinheiro, na velha estação.. Naqueles anos, já trabalhava mas encontrava algum tempo para ir às  praças onde se dava uma explosão de risos e a verdadeira amizade se dizia presente. Na tentativa de montar uma fotografia daqueles anos, nos vem a imagem de Nilo num bate-papo com Hermínio Almeida, Gamão, Zé Limeira, Nereu, Chagas Holanda, Paulo Holanda, Chico Correia, Dário, João Bezerra, Toinho Libório, Zé Maria Libório e outros.  Mas ainda havia tempo para assistir a missa, aos domingos, ir a feira do gado que acontecia toda sexta-feira e claro, acompanhar uma de suas grandes paixões que era o futebol, indo para os campos de várzea ou ouvindo os grandes jogos pelo rádio em que a transmissão, naquele tempo, era nacional. foi um dos fundadores do Bangu, time que marcaria época na terra dos monólitos. Mas foi o seu trabalho no comércio em que Nilo Lopes(nasceu em 9.07.1922) conquistou, de forma definitiva,  o carinho e o respeito das pessoas.  E mais amigos foram surgindo como Wil Holanda, Nozinho, Besouro, Amadeu do velho mercado, Bandeirinha, Fransquinho Tavares e muitos outros. É porque para este pacato quixadaense, a "AMIZADE"  vinha em primeiro lugar. Começou a trabalhar no comércio em um ponto pertencente ao senhor Fausto Cândido, vizinho a casa do Senhor José Metero. Quase todos os dias, ia ate a banca dos magarefes  Laranjeira e Antonio Vidal onde comprava a carne para o preparo dos famosos tira-gosto que agradava e muito aos frequentadores.  Um dos seus filhos, Everton Lopes(comentarista esportivo) nos informou que seu pai era muito grato a Assis Belo que muito o ajudou. Ficou neste ponto comercial até a década de 70. Mas foi no comercio, que ficava em frente ao portão do velho mercado público que Nilo se firmou, logo conquistando uma clientela grande e fiel. Nilo Neto é quem dá continuidade ao que o querido quixadaense plantou com a mesma competência e simpatia.
                                                Foi casado com Mocinha Lopes da Costa e este amor eterno(foi infinito enquanto durou)) e desta bendita união nasceram os filhos Everton Lopes(radialista), Everardo(bancário), Evando(comerciante) e Maria das Graças. Nilo e Mocinha faziam questão de acolher os amigos em casa e mesmo quando os filhos seguiram seus caminhos, a família se reunia sempre. Ele, nos deixou em 2007 e ela, em 2013. Depois de cumprirem  suas missões aqui na terra, partiram para outras, deixando na sua passagem entre nós, exemplos de pai, mãe e amigos. Conhecendo um pouco da história dessa gente do povo, estamos montando um painel do tempo de um Quixadá ainda pequeno, é bem verdade, mas verdadeiramente feliz. A Historia se desenvolve dessa maneira. Conhecendo, mesmo que so um pouco, como era a realidade diaria dessas pessoas, teremos uma fotografia reveladora de como era aquele Quixada, divino e maravilhoso! Por isso, nao podemos abrir mao de conhecer a vida desta gente simples e ao mesmo tempo, tao importante, que podem ser sim, tomadas como fonte de estudo para que se tenha um conhecimento bem maior de como era, na realidade, a cidade que tanto amamos.
-Fotos, cortesia de Maria Jose Braz e familia

                                               
                                        
                                                                              
Everton Lopes- papai gostava de todos os amigos

Nilo com Emanoel

Nilo e Mocinha em Juazeiro

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

<>MÉDICO EUDÁSIO BARROSO<> RESPEITO E AMOR AOS PACIENTES

<>MÉDICO EUDÁSIO BARROSO<> RESPEITO E AMOR AOS PACIENTES<> Você já imaginou um médico cuidar de pacientes como se cada um fosse um rei ou rainha? Já imaginou ser atendido por um profissional com um sorriso e até abraços! Para o médico Anastácio Eudásio Barroso, todo dia era dia de salvar vidas! Este querido médico humanitário não admitia o desespero de uma criança ou de uma pessoa idosa. Nascido em Itapipoca, em 27.07.1921, este médico humanitário chegou na terra dos monólitos no ano de 1948. Simples, prestativo, honesto, logo conquistou o coração de todos os moradores da então pequena Quixadá. Ganhou a confiança das autoridades e foi nomeado, em 1952, para o cargo de médico do Serviço de Higiene Municipal. Querido pela população, foi eleito prefeito municipal para o período de 25.03.1955 a 25.03.1959, realizando uma profícua administração e priorizando a área da saúde. Também foi eleito deputado estadual, como representante quixadaense, para o período de 1963 a 1971. Por motivos familiares, teve que ir morar em Fortaleza, deixando bem tristes  os quixadaenses, principalmente às pessoas mais simples. Lá, faleceu em 23.07.1981, o que fez chorar os filhos da terra dos monólitos que nunca o esqueceram. Lembro-me que minha mãe, dona Itamar, ao saber de sua morte, fez esse comentário, com lágrimas nos olhos:" ELE FOI UM ANJO QUE DEDICOU A VIDA AO PRÓXIMO!"


Nota do autor: fiz este texto inspirado numa pergunta de uma paciente no nosso hospital municipal: Quem foi Eudásio Barroso, Amadeu? Como a História é feitas a várias mãos, peço por favor para que este texto seja melhorado e com mais informações. Fico grato!
                                          

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

<> LELITO; 31 ANOS CUIDANDO DA BELEZA DOS QUIXADAENSES

Lelito sempre ligado em novas tendencias
 <> LELITO; 31 ANOS CUIDANDO DA BELEZA DOS QUIXADAENSES<<<  Uma cadeira muito simples, um pequeno espelho! Assim começou a trajetória de um dos mais talentosos cabeleireiros da terra dos monólitos. Começou praticamente sem nada, comprando os instrumentos de trabalho, à medida que apareciam os poucos clientes. Valderi Coelho Cândido, carinhosamente chamado por clientes e amigos como Lelito, ralou bastante até montar a Clínica do Cabelo, hoje uma referencia no setor da beleza. Foi contador por 6 anos, lecionou durante algum tempo, em escolas públicas e privadas. Mas não era este o seu destino. Estava escrito nas estrelas que ele deveria cuidar da auto estima das pessoas. Muito esforçado, foi se informando sobre as novidades da área. Já detentor de alguma noção, aquela época, planejou se profissionalizar. Sabia que para exercer a profissão  se fazia necessário participar de cursos, obter certificados. Sempre dedicado, passou a buscar novas formas, tendencias no corte de cabelos.
                                                                                     Lelito, antes de montar a Clínica do Cabelo, morou em Fortaleza. Morou alguns anos em Brasília onde trabalhava numa agência bancária. Passou a frequentar um curso que teve a duração de 3 anos e passou a estagiar como auxiliar em alguns salões, inclusive no interior de Goiás. Teve como padrinho de sua turma, o já famoso cabeleireiro Jassa, o preferido do apresentador Silvio Santos. Sempre otimista, disposto a exercer a profissão que sempre amou, voltou para a sua querida Quixadá. Sabia que a vida sem sacrifícios, não permite o crescimento.
                                                                                     A profissão exige uma atualização constante e Lelito só em 2013, participou de 8 eventos, sendo o último em São João do Jaguaribe. Além de respeitado no seu trabalho, é uma pessoa muito benquista na comunidade, sempre tratando com muito carinho os clientes e os inúmeros amigos. Perguntei a ele qual o segredo para se tornar um cabeleireiro de sucesso e a resposta veio com a sinceridade de sempre: " Tudo que se faz com amor e honestidade, dá certo!"                                                   
                                                                                    
Lelito; Bom senso estético, uma marca

De uma cadeira simples e um pequeno espelho a um moderna  clínica do cabelo