terça-feira, 2 de abril de 2013

MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE:" LUIZINHO PEITO DE AÇO! SÍMBOLO DA RAÇA E DO AMOR AO CLUBE QUIXADAENSE






"Depois de minha família, é do Quixadá Futebol Clube" que mais gosto. É assim, cheio de emoção que o ex-atleta Luisinho Peito de Aço, recebe a equipe de reportagem. E ainda foi mais longe ao afirmar que, se tivesse condições, ajudaria muito o time do seu coração. Quando jogador, cheguei, muitas vezes, a jogar sem receber, até comprei chuteiras. "Fiz tudo que pude, dediquei parte da minha vida ao canarinho".  Pode-se afirmar, com certeza, que foi um dos atletas que mais se dedicou ao clube. Quantas e quantas vezes, mesmo saindo de campo contundido, voltou ao campo para brigar, junto aos seus colegas por uma vitória. Por inúmeras vezes, colocou sua cabeça em meio aos pés de raivosos zagueiros. Ningúem metia medo ao "Peito de Aço", era verdadeiramente pura raça, dava mesmo o sangue pelo seu querido Quixadá. E a fiel torcida canarinha reconhecia isso e aplaudia Luizinho. Aliás, era grande a identificação do ex-artilheiro junto a torcida que via nele um atleta que jogava com garra, determinação, por amor mesmo ao clube.

 Antes de tornar-se profissional, Luizinho jogou em equipes amadoras,como o Salgado. Foi jogando nesta equipe que chamou a atenção de dirigentes do Quixadá Futebol Clube, em meados dos anos 70.  Jogou profissionalmente no período de 1975 a 1986 e sempre se empenhando nos treinos e, em especial, nos jogos. Lembra com saudades dos companheiros de clube como Tim, Tomé, Airton Bulinho, Modáli, Tico, Mazinho, Zé Antônio, Lucivaldo, Helano, Eduardo, Dedé, Wal e muitos outros. Teve como treinadores, Freitinhas(um pai, segundo ele), Dema, Zé Carlos, Sóstenes, tendo sempre tido o reconhecimento do mesmo pela dedicação, pelo amor, quase incontrolável, ao canarinho.  Nos contou que seu jogo inesquecível foi contra o Fortaleza, anos 80, quando no finalzinho do jogo, num lance memorável, apareceu como um leão no meio da zaga e mandou bola para as redes, calando a imprensa e a torcida que veio de Fortaleza. Enfrentou grandes craques do futebol cearense como Amilton melo, Zé Eduardo, Chinesinho, Josué, Lucinho, Edmar. Lembra de um momento quase folclórico, num jogo contra o Fortaleza. O zagueiro pedro Basílio lhe recomendou:"Não chegue perto de mim, vá lá pro açude do Cedro, aqui voce não faz gol". Luizinho levou aquilo na esportiva e no final do jogo, os dois saíram  abraçados.


Quando encerrou a carreira, em 1986,  não conseguiu se afastar do clube. Ficou tomando conta da sede, perto do estádio "Abilhão" por um bom tempo. Foi roupeiro, massagista, até garoto de recado.  O importante era estar próximo do canarinho. Atualmente trabalha em um dos pontos comerciais do "Abilhão", frequentado por torcedores e amigos. Assim como Zé Maria foi o símbolo da torcida corintiana, Rondinelli da galera flamenguista, Luisinho, símbolo da torcida vascaína, Luizinho Peito de Aço com sua garra, dedicação, amor à camisa, foi o grande ídolo e ícone da torcida canarinha.